Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

domingo, 25 de abril de 2010

 
Caros colegas:
Encontra-se publicado o v. 18, n. 35, da Revista de Sociologia e Política.
Desejamos a todos uma boa leitura.
Cordialmente,

Gustavo Biscaia de Lacerda
Editor-executivo
Revista de Sociologia e Política
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http://www.ser.ufpr.br/rsp
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Revista de Sociologia e Política
versão impressa ISSN 0104-4478

Sumário
Rev. Sociol. Polit. vol.18 no.35 Curitiba fev. 2010
Editorial
Lacerda, Gustavo Biscaia de

        · texto em português
 Artigos
·  O contratualismo como método: política, direito e neocontratualismo
Chiappin, J. R. N.; Leister, Carolina

·  Desenho institucional e accountability: pressupostos normativos dateoria minimalista
Maria, João Francisco Araújo

·  Associativismo transnacional: uma propostaanalítico-conceitual
Ballestrin, Luciana

·  A política africana do brasil no pós-guerra fria
Ribeiro, Cláudio Oliveira

·  Construção do estado, esfera política e profissionalização do jornalismo no Brasil
Petrarca, Fernanda Rios

·  A revista civilização brasileira: projeto editorial e resistência cultural (1965-1968)
Czajka, Rodrigo

·  A militarização da segurança pública: um entrave para a democracia brasileira
Nóbrega Júnior, José Maria Pereira da

·  Determinantes políticos do déficit fiscal nos estados brasileiros (1987-1997)
Batista, Cristiane; Simpson, Ximena

·  A agenda da reforma dos benefícios tributários das famílias e das empresas com saúde: entre o particular e o geral
Andreazzi, Maria de Fátima Siliansky de; Bursztyn, Ivani; Holguin, Tássia; Sicsú, Bernardo; Tura, Luiz Fernando Rangel

·  Já não se fazem mais máquinas políticas como antigamente: competição vertical e mudança eleitoral nos estados brasileiros
Borges, André

·  O agronegócio e o problema do trabalho infantil
Marin, Joel Orlando Bevilaqua

·  Espaço urbano e criminalidade violenta: análise da distribuição espacial dos homicídios no município de Cascavel/PR
Ramão, Fernanda Pamplona; Wadi, Yonissa Marmitt



"Cansamo-nos de agir
 E até de pensar cansamos;
 Só não cansamos de amar
 E nem de dizer que amamos"

(Teixeira Mendes, a partir de Augusto Comte)

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Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com
 
 AMIGOS
  Importante: Temos o direito ao registro de nossa HISTÓRIA!!! Um direito que nos vem sendo negado. Será que estamos vivendo numa democracia? Pensem nisto e assinem o manifesto da OAB-RJ pela abertura dos arquivos da ditadura. Entrem no site abaixo.
                        http://www.oab-rj.org.br/forms/assinaturas.jsp
               




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sábado, 24 de abril de 2010

 
O Rio famoso

Bisneto resgata memórias de francês que projetou o arranha-céu 'A Noite', o Copacabana Palace e o Hotel Glória

Fonte: JORNAL O GLOBO - Publicada em 24/04/2010
Jacqueline Costa

O PRÉDIO
  do Hotel Glória, inaugurado em 1922, também foi projetado pelo 
arquiteto francês Joseph Gire / Divulgação
RIO - Por mais de duas décadas, o edifício "A Noite" foi o maior arranha céu da América Latina feito em concreto armado. Tanto o Hotel Copacabana Palace quanto o Hotel Glória ainda hoje são marcos incontestáveis da arquitetura carioca. Os três exemplos têm em comum a assinatura do arquiteto francês Joseph Gire. Um nome que sempre foi pouco lembrado, falado, divulgado. O próprio bisneto de Gire, o arquiteto e artista plástico Roberto Cabot, só descobriu há cerca de dois anos que seu bisavô assinou obras tão famosas. A partir daí, resolveu garimpar mais informações. Depois de concluída a pesquisa, o próximo passo será o lançamento de um livro de arte e a realização de uma exposição e de um ciclo de palestras.
- Há uma lacuna na história da arquitetura carioca. Gire foi completamente esquecido. Quando ele veio para ao Brasil, já tinha importância internacional. Na França, foi sócio de um dos maiores escritórios de arquitetura do país, o Gabinete de Arquitetura Lucien et Henri Grandpierre, a partir de 1900 - conta Cabot, coordenador do projeto.
" Há uma lacuna na história da arquitetura carioca. Gire foi completamente esquecido "

Mais do que falar sobre as obras de Gire, a publicação terá como objetivo mostrar a grande influência dele na construção da paisagem urbana e arquitetônica do Rio, na época capital federal. Basta uma olhada em fotos do início do século XX, algumas de Augusto Malta, para perceber que os edifícios erguidos pelo francês puxaram o processo de verticalização da Praia de Copacabana, da Praia do Flamengo e da Glória. Na Praça Mauá, o edifício "A Noite" aparece dominando a região de casarios numa foto aérea encomendada pelo próprio Gire. O prédio, primeiro art déco do Brasil, projetado junto com Elisário da Cunha Bahiana, teve cálculo estrutural do engenheiro Emílio Baumgart, que previa a ação dos ventos. Com 23 andares, "A Noite", construído entre 1928 e 1930, foi durante muito tempo um das atrações da cidade. A conclusão de cada pavimento no número 7 da Praça Mauá era anunciada como uma vitória da construção civil à época.
Cabot explica que seu bisavô fez também muitos projetos para residências particulares. Além do Copacabana Palace, um dos diversos trabalhos de Gire para a família Guinle foi a Ilha de Brocoió, na Baía de Guanabara, a 200 metros da Ilha de Paquetá. Encomendada por Octávio Guinle, a mansão em estilo normando tem pisos de mármore português, mosaicos árabes, luminárias art déco, lareira e boiseries (paredes revestidas de madeira). Foi adquirida pela prefeitura do Distrito Federal em 1944. Em 1960, com a mudança da capital para Brasília, passou a fazer parte do estado da Guanabara. Hoje, a residência oficial de verão do governo estadual está passando por uma ampla reforma para ser aberta à visitação pública.
O HOTEL  Copacabana Palace, obra-prima erguida nos anos 20, 
também leva a luxuosa assinatura de Gire / Foto de arquivo de Augusto 
Malta
O edifício Praia do Flamengo (o primeiro prédio de apartamentos do bairro, conhecido como o Palacete de Areia), o Palácio Laranjeiras (em parceria com Armando Silva Telles) e a antiga sede da Sul América, no Centro, foram outros projetos que levaram a elegante assinatura de Gire na cidade. Cabot, que trabalha em parceria com a mulher, a produtora cultural Rebecca Lockwood, documentou, até agora, 20 construções. O arquiteto - que nasceu em Puy en Velay, na região da Auvergne, na França, em 1872, e morreu em seu país, em 1933 - levou seu requinte arquitetônico a outras cidades brasileiras, como São Paulo, onde projetou o Hotel Esplanada. Na Europa, teve, entre os seus clientes, o Príncipe Orloff e a família Caran D'Ache.
- A pesquisa é difícil. Gostaríamos de pedir que, se alguém tiver algo que possa contribuir com o nosso trabalho, nos procure - diz Cabot.
O livro, que será lançado até o fim do ano, deve ter 300 páginas, recheadas com cerca de 400 fotos antigas e novas das obras do arquiteto, além de plantas e desenhos originais. A arquiteta Cristina Cabral, doutora em História, será responsável por parte dos textos.
Para o arquiteto e urbanista Antônio Agenor Barbosa - professor do departamento de História e Teoria da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ - , o fato de Gire ter sido esquecido é consequência da falta de uma cultura arquitetônica.
- Cultivamos a literatura e a música, mas não a arquitetura. Gire era um artista e as pessoas, em geral, não associam o nome a suas obras. "A Noite", por exemplo, mudou a paisagem do Rio. Este projeto é importante por ser um investimento na memória.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

 

Fonte: JC e-mail 3995, de 23 de Abril de 2010.
 
 Ciclo de palestras no Mast debate criação do Ministério da C&T
"Encontro com a História" recebe na próxima quarta-feira, 28 de abril, o filósofo e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Antonio Augusto Passos Videira

"A Criação do Ministério de C&T no contexto de redemocratização da Nova República e seu impacto na comunidade científica" é o tema da palestra a ser proferida por Augusto Videira.

No ano em que se comemoram os 25 anos da criação do ministério, o pesquisador vai descrever e analisar os fatos que desencadearam o surgimento da instituição, como os eventos promovidos, entre 1946 e 1963, por cientistas e políticos interessados na criação deste Ministério.

A partir disto, Videira discutirá a tese de que o Brasil, ao longo dos anos, se empenha em não desvincular a discussão da C&T das atribuições do Estado - ideário dos anos 40, 50 e meados dos anos 60, que ainda marca presença nas áreas de C&T no país.

O evento acontece no Auditório do Mast, na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro. A entrada é gratuita. Os interessados ainda podem acompanhar a transmissão da palestra em tempo real pela internet, no site www.mast.br


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http://www.agecom.ufsc.br/index.php?id=16132&url=ufsc


23-04-2010 11:44:20 - UFSC abre concurso público para contratação de 203 professores
Estão abertas até o dia 10 de maio inscrições para concurso público destinado à contratação de professores para atuação em todos os campi da UFSC. São 203 vagas em 171 campos de conhecimento.

Segundo a Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS), é o maior concurso promovido pela instituição. São 11 vagas para o campus de Araranguá, 10 para Joinvile, quatro para Curitibanos e 178 para Florianópolis.

Entre as unidades de ensino do campus de Florianópolis, o Centro Tecnológico ficou com 23 vagas; Centro Sócio-Econômico terá 20; o Centro de Ciências da Saúde 25; Centro de Ciências Jurídicas 01; Centro de Ciências Agrárias 14; Centro de Ciências Biológicas 13; Centro de Comunicação e Expressão 30; Centro de Educação 16; Centro de Filosofia e Ciências Humanas 20 e para o Centro de Ciências Físicas e Matemáticas são 16.

As inscrições devem ser feitas pela internet, no site www.ufsc.br, link Concursos. Caso o candidato não possua acesso à internet, será disponibilizado computador e impressora no Departamento de Desenvolvimento de Potencialização de Pessoas, no andar térreo da Reitora da UFSC.

Veja o Edital



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--- Em qui, 22/4/10, Revista Tempo e Argumento <tempoeargumento@gmail.com> escreveu:

De: Revista Tempo e Argumento <tempoeargumento@gmail.com>
Assunto: Revista Tempo e Argumento: Dossiê "Relações de gênero"
Para:
Data: Quinta-feira, 22 de Abril de 2010, 16:01

Prezado Srs (as),

Favor divulgarem para os vossos contatos a chamada de artigos da Revista Tempo e Argumento.
Desde já agradecemos.

Att.


CHAMADA:

REVISTA TEMPO E ARGUMENTO

Dossiê: "RELAÇÕES DE GÊNERO"

A Revista Tempo e Argumento (ISSN 2175-1803), publicação semestral on-line em Open Access, no sistema ahead of print e volume fechado do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) recebe colaborações para o próximo Dossiê: "RELAÇÕES DE GÊNERO" até  15 de AGOSTO de 2010, correspondente ao Volume 2, Número 2, Julho / Dezembro  de 2010. Também solicitamos colaborações de demanda contínua destinadas às seções "Artigos", "Resenhas" e "Traduções". Os interessados encontrarão maiores informações pelo sítio eletrônico da Revista: http://www.periodicos.udesc.br/index.php/tempo


 Silvia Maria Fávero Arend
Comissão Editorial



Revista Tempo e Argumento
PPGH/UDESC




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Revista Tempo e Argumento
Setor de Publicações - DPPG
PPGH/FAED/UDESC

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Centenário do compositor Custódio Mesquita - Rádio Nacional

No próximo sábado, 24/04, às 9h05 da manhã, o compositor Custódio Mesquita vai ser o homenageado do quadro "Alguém muito especial", no programa "Onde canta o sabiá", apresentado por Gerdal dos Santos, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro 1130 AM.
Custódio Mesquita completaria 100 anos este ano. É autor de clássicos da MPB como "Nada Além", "Mulher", "Saia do caminho", entre outras.
Quem não mora no Rio de Janeiro pode ouvir a rádio pela Internet no endereço:
É só clicar em "Ao vivo".





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Abertas as inscrições gratuitas para seminário sobre história do açúcar
Estão abertas as inscrições gratuitas para a terceira edição do Seminário de História do Açúcar, que acontece entre os dias 26 a 30 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

O seminário discute o tema "Produção, Trabalho e Estrutura Fundiária" e procura contemplar de forma interdisciplinar a perspectiva histórica do açúcar. São convidados pesquisadores do Brasil e do exterior. Destina-se a interessados em geral e pesquisadores e estudantes da áreas de história, arquitetura, antropologia e sociologia.

O seminário é promovido pelas seguintes instituições: Cátedra Jaime Cortesão e Centro de Estudos de Demografia Histórica da América Latina, da FFLCH; pelo Museu Paulista (MP) da USP, conhecido como Museu do Ipiranga; Museu Republicano da "Convenção de Itu"; Centro de Estudos de História do Atlântico, de Portugal e Associação Internacional de História do Açúcar.

Inscrições podem ser feitas gratuitamente no site do seminário. O evento acontece na Casa de Cultura Japonesa, na Cidade Universitária, São Paulo. Participantes receberão certificado de curso de 30 horas.

Mais informações: (11) 3091 1511/ 3091 2101, site www.fflch.usp.br/cjc/2sha/index.html

26 a 30/04/2010
Local: Casa de Cultura Japonesa - Cidade Universitária - USP - São Paulo

Apresentação
O Seminário de História do Açúcar, promovido pela Cátedra Jaime Cortesão (FFLCH-USP), pelo CEDHAL (FFLCH-USP), Museu Paulista da USP, Museu Republicano "Convenção de Itu", Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA) e Associação Internacional de História do Açúcar é um evento bienal, de cunho científico-cultural, criado em 2005 com o objetivo de debater a questão açucareira.
Para discutir o tema Produção, Trabalho e Estrutura Fundiária são convidados os pesquisadores do Brasil e do exterior, com o intuito de estimular o diálogo e a troca de experiências.O seminário contempla, de forma interdisciplinar, a perspectiva histórica do açúcar, procurando-se garantir a intervenção dos diversos ramos do conhecimento.
Temática
Produção, Trabalho e Estrutura Fundiária
Sub-temas:
População e trabalho no mundo do açúcar
Crise e Mudanças na Produção Açucareira Latino-Americana: o impacto dos anos 30
Estrutura Fundiária nas economias açucareiras
Fontes e Métodos para a História do Açúcar I: Inventários do Açúcar
Sabores do Açúcar: receitas e sociabilidades
Sociedade Açucareira e cultura material: costumes, espaços e arquiteturas
Acumulação, produção e circulação de riquezas no mundo do açúcar
Escravismos em áreas açucareiras: contextos e especificidades
Mercados, inovações técnicas e produção açucareira
Vida doméstica, arranjos familiares e formas de trabalho no cotidiano açucareiro
Público alvo
O III Seminário de História do Açúcar: Produção, Trabalho e Estrutura Fundiária, destina-se à comunidade acadêmica atuante em instituições de ensino e pesquisa, bem como a estudantes de graduação, pós-graduação e cursos de especialização das áreas de História, Arquitetura, Antropologia, Sociologia e público interessado em geral.
Comissão Organizadora
Vera Lucia Amaral Ferlini; Eni de Mesquita Samara. Cecília Helena L. S. de Oliveira; Pedro Putoni; Carlos de Almeida Prado Bacellar; Redrigo Monteferrante Ricupero; José Evando Vieira de Melo; Joana de Morais Monteleone, Pablo Oller Mont Serrath, Igor Renato Machado de Lima, Luís Otavio Pagano Tasso, Natalia Tammone e Bruno Vilagra.
Chamada para Comunicações
O III Seminário de História do Açúcar realiza chamada para envio de comunicações por parte de teóricos e estudantes da área, dentro dos eixos acima especificados. Os trabalhos serão selecionados a partir de critérios acadêmicos e pertinência ao tema central: Produção, Trabalho e Estrutura Fundiária. As seções de apresentação serão organizadas de modo a reunir comunicações afins.
As inscrições de comunicações serão realizadas no período de 3 a 23 de fevereiro de 2010 (
PRORROGADAS ATÉ 08 DE MARÇO DE 2010).
Cronograma
De 03/02/10 a 08/03/10: inscrições on-line
Até 12 de março de 2010: sistematização e confirmação das inscrições aprovadas
Até 26 de março de 2010: envio, pelos aprovados, de texto de, no máximo, 10 páginas
Até 10 de abril de 2010: divulgação das mesas (locais e horários)
De 20* a 30 de abril de 2010: inscrições para ouvintes (* a partir das 14h00 do dia 20/04/2010)
Dias 26, 27, 28, 29 e 30 de abril de 2010 realização do III Seminário de História do Açúcar.
Formato das Mesas
Cada expositor disporá de 10 minutos. Após as exposições, a sessão será aberta para debates, por, no máximo, 60 minutos.
Informações
Cátedra Jaime Cortesão
tel. 55 11 3091 1511
fone/fax: 55 11 3091 2101
Horário de Atendimento: Segunda a Sexta-Feira das 10h às 13h e 14h às 19h

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

 

Série de TV desvenda mistérios que envolvem a história do Brasil

Fonte: AB :: Audiência da Tv Audiência Brasileira – Audiência da Tv


Os apresentadores da série "Detetives da História" André Guerreiro e Renata Imbriani
O canal de TV por assinatura History Channel anuncia sua primeira série de TV produzida no Brasil: "Detetives da História", que estreia dia 4 de maio. Por seis terças-feiras, a produção mostra dois investigadores em busca de desvendar mistérios de pessoas comuns que se misturam à história do Brasil.
A série sempre exibe dois casos por episódio. Na estreia, os detetives querem saber a verdadeira origem de uma espada utilizada por um jardineiro, que pode ser, na verdade, uma arma da Guerra do Paraguai. O segundo caso investiga a veracidade de um documento que coloca em xeque a origem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Um registro encontrado pelo programa contesta a informação de que a obra tenha sido um presente dado pelos franceses.
Os investigadores que apresentam a série são Renata Imbriani e André Guerreiro. Renata é especialista em arte e cultura popular brasileira, atriz e produtora de TV. André é diretor de teatro, formato em Rádio e TV e também é ator.
"A série terá casos de pessoas comuns que nos ajudam a recuperar a memória do Brasil", diz Renata, que conta que se emocionou ao gravar os episódios. "Chorei muito", admite ela, que filmou, por exemplo, em uma cela onde escravos eram torturados antes da abolição da escravatura. "É terrível imaginar que naquele lugar pessoas eram trancadas e torturadas por outras iguais a elas."
Apesar de concordar com a carga de emoção que envolve a gravação do programa, André diz que precisou ser mais contido, como na investigação para descobrir a autenticidade de um par de óculos que podem ter sido do cangaceiro Lampião. "Conversei com o neto do inimigo de Lampião. Não pegaria bem começar a chorar", descontrai.
Junto com a série, o canal de TV irá lançar um site para que telespectadores possam sugerir mistérios para serem desvendados em futuras temporadas. "Ainda não sabemos se haverá continuação, mas, se houver, já temos 60 mistérios que vamos estudar se podem entrar para a série", afirma o produtor executivo Belisário Franca.

"Detetives da História"
Onde: History Channel
Quando: terças-feiras, a partir de 4 de maio
Horário: às 21h


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Estudo reconstrói histórias do teatro em Brasília
Historiadora faz um panorama das artes cênicas a partir de relatos de teatrólogos que vivenciaram os palcos brasilienses nas décadas de 70 e 80

Fonte: UnB Agência, Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB
Formada em História pela UnB, Elizângela Carrijo deu aulas de História para o ensino médio até entrar para o quadro de professores da universidade, em 2009. Atualmente é docente no curso de Museologia da UnB e pesquisadora do Núcleo de Estudos de Memória, Cultura, Oralidade e Imagem do Centro de Estudos Avançados Multidiscplinares (Ceam).

Abrem-se as cortinas. Começa o espetáculo. No palco, Dulcina de Moraes. O enredo era a sua busca por um lugar para instalar a faculdade de artes que levou seu nome. Após inúmeras tentativas, um funcionário do governo prometeu que conseguiria o espaço e apresentou à artista um mapa da cidade. "Dulcina fecha os olhos sobre o mapa e aponta o Conic como local para fazer a faculdade", conta Elizângela Carrijo, mestre pelo departamento de História da Universidade de Brasília que fez de sua dissertação um espetáculo teatral.
A história de como Dulcina encontrou um lugar para instalar a faculdade de artes é apenas uma entre inúmeras do teatro de Brasília contadas por Elizângela na dissertação, narrada como se fosse um espetáculo teatral. Durante dois anos, ela desbravou pilhas de documentos e conversou com representantes do teatro da cidade, traçando um panorama das artes cênicas na cidade durante as décadas de 70 e 80.
A historiadora entrevistou oito dos mais importantes teatrólogos de Brasília. Geraldo Martuchelli, Hugo Rodas, Humberto Pedrancini, Iara Pietricovsky, Jesus Vivas, João Antônio e José Maria B. de Paiva. Dulcina de Moraes entra em cena a partir de uma biografia escrita por Sérgio Viotti, ator falecido no ano passado. "Brasília está fazendo 50 anos. É uma jovem. Quando Brasília tiver 500 anos, será que as pessoas vão saber quem é Hugo Rodas, quem é Dulcina de Moraes?", indaga a pesquisadora. "É no ato de contar histórias que a gente faz a memória ganhar novo significado".
INTERPRETAÇÕES - O diferencial do trabalho de Elizângela em relação aos poucos existentes sobre o tema foi a maneira de contar. A pesquisadora não relata uma história linear. Ela teceu as narrações dos teatrólogos em uma trama aberta a interpretações. "Eu parto do princípio de que cada pessoa é diferente e, portanto, cada uma delas é uma linha de um tecido", explica a pesquisadora. "Juntas, elas formam o tecido da história, que é o que eu chamo de trama na minha dissertação".
Elizângela adota uma corrente chamada História Cultural, que compreende os fatos sob uma perspectiva narrativa, sem necessidade de rigidez em relação à cronologia. O foco da pesquisadora não era a construção de uma linha do tempo a partir das entrevistas, e sim a reunião de histórias que se perderiam se não fossem registradas. "A história por mim concebida é sempre inacabada e, portanto, aberta a outras interpretações", explica.
MEMÓRIAS – Hugo Rodas, ator, diretor de teatro e professor da UnB, lembra a força que as artes cênicas tinham na década de 70. "Eu cheguei quando havia apenas seis ou sete grupos em Brasília. O teatro estava explodindo", lembra. "Eu me sentia um pioneiro", completa.
O diretor B. de Paiva guarda livros, documentos, jornais, fotos e todo material que tenham relação com a história do teatro em Brasília. O acervo que mantém em sua casa soma oito quilômetros de comprimento. B. de Paiva conta que, quando criança, foi atropelado, quebrou a perna e perdeu todos os dentes. "Então eu consegui um presente maravilhoso na minha vida que foi substituir os meus dentes, que não existiam, pela musculatura labial. E a minha voz se tornou perfeita, até que eu cheguei a ser o primeiro galã de teatro banguela", lembra em entrevista à pesquisadora.
Nancy Alessio Magalhães, orientadora de Elizângela, acredita que a pesquisa estimula novas formas de enxergar não só o teatro, mas a própria cidade. "Nesse espaço de comemoração dos 50 anos da cidade, tão antiga e tão atual, nessas memórias e nessas histórias de vida, Elizângela interpreta o potencial de vitalidade que há nas interpretações que esses artistas elaboram a partir de Brasília", diz.
A dissertação vai virar livro, que deve ser lançado ainda esse ano. "Convido as pessoas, depois de terem lido esse espetáculo, a se debruçarem sobre outras histórias, abrindo novas cortinas, subindo em novos palcos", diz Elizângela. "A gente precisa contar histórias. A gente precisa dialogar com as novas gerações. Sejam essas que estão aqui, sejam gerações que ainda estão por vir".

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.


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