Grupo de Estudos da História do Brasil - GEHB

Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

REVISTA DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE AS AMÉRICAS CHAMADA PARA DOSSIÊ TEMÁTICO.


 
POLITICAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA
 
Prazo: 25 de setembro de 2016
 
A América Latina presenciou, na primeira década e meia do século XXI, um expressivo adensamento de seus sistemas de proteção social, com impactos relevantes nos indicadores sociais da região. Ampliaram-se as garantias jurídicas e os recursos dispendidos, fortaleceu-se a institucionalidade das políticas sociais, e a referência aos direitos sociais adensou-se em toda a região. A inclusão de grupos mais vulneráveis resultou da ampliação de cobertura dos programas condicionados de transferência de renda, mas foi efetivamente além dela. Em que pese as significativas diferenças entre os casos nacionais, como enfatizam os estudos comparados sobre regimes de proteção social na região, os avanços implicaram em uma ampliação da responsabilidade pública sobre os temas da pobreza e do bem-estar.
 
Contudo, os desafios seguem expressivos. Em um contexto de disputas em torno do conteúdo de projetos de desenvolvimento e dinâmicas inclusivas na região, os padrões de desigualdade que caracterizam o continente seguem ativos, expressando-se em disparidades de renda e serviços e favorecendo fenômenos como a violência, o racismo e a imigração. Ancorados em uma cidadania social frágil ou limitada, a proteção social ainda atua com reduzida capacidade redistributiva e pouco afeita a facear hierarquias sociais e padrões segmentados de mercado de trabalho. Contando com apoios políticos não consensuais e, com constrangimento ao processo de crescimento econômico, enfrentando a ampliação de reclamos por arranjos residuais e de baixa desmercadorização, as políticas sociais enfrentam também restrições referentes ao financiamento, limitações de capacidades estatais e vetos à ampliação da regulação pública.
 
A Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas propõe, com essa edição, abrir um espaço para o debate interdisciplinar sobre as politicas sociais em nosso continente, buscando ampliar tanto as analises sobre as trajetórias recentes como sobre os desafios e perspectivas. Para este número, pretende-se dar destaque aos percursos e às reformas dos regimes de proteção social e de suas políticas de saúde e de assistência social, de aposentadorias e pensões, contributivas e não contributivas, programas de transferências de renda, além de políticas urbanas e políticas voltadas a melhoria na integração ao mercado de trabalho. Cabe igualmente destacar as novas demandas sociais, incluindo as relacionadas à raça, gênero, velhice, dependência e cuidados. Trata-se, como questão central, de pensar as politicas sociais em seu potencial seja para ampliar ou enfrentar as desigualdades.
 
FORMATOS DOS ARTIGOS
 
A revista aceita artigos inéditos escritos em espanhol, inglês e português. Para este número especial, os artigos deverão ter entre 20 e 50 mil caracteres (com espaços), e para resenhas, entre 10 e 20 mil caracteres (com espaços).
 
As informações sobre referências bibliográficas, normas de citações e diretrizes para os autores podem ser obtidas no site da Revista de Estudos e Pesquisas Sobre as Américas:   http://seer.bce.unb.br/index.php/repam
 
DATA E SUBMISSÃO
 
Os artigos para esse dossiê devem ser submetidos até a data limite de 25 de setembro de 2016, as 24 horas através do e-mail:  revistaceppac@gmail.com ou poderão ser enviados diretamente à webpage da revista: http://periodicos.unb.br/index.php/repam/author/submit/1
 
Dúvidas sobre a chamada poderão ser esclarecidas através do e-mail: revistaceppac@gmail.com
 
SOBRE A REVISTA
 
A Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas (ISSN 1984-1639), é unicamente on-line, e está indexada em bases de dados Nacionais e Internacionais, como o LATINDEX, DOAJ, Sumários e periódicos CAPES. Na classificação QUALIS da CAPES está situada como B1 na área Interdisciplinar. 
 
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REVISTA DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE AS AMÉRICAS
 
CONVOCATORIA DE ARTÍCULOS
 
LLAMADA PARA DOSSIER TEMÁTICO
 
POLÍTICAS SOCIALES EN AMÉRICA LATINA 
Plazo: 25 de septiembre de 2016
 
 
América Latina presenció, en la primera década y media del siglo XXI, una expresiva concentración de sus sistemas de protección social, con impactos relevantes en los indicadores sociales de la región. Se ampliaron las garantías jurídicas y los recursos gastados, se fortaleció la institucionalidad de las políticas públicas y la referencia a los derechos sociales se concentró en toda la región. La inclusión de grupos más vulnerables, resultó de la ampliación de la cobertura de los programas condicionados de transferencia de renta. Pero, efectivamente, los efectos fueron más amplios. Pese a las significativas diferencias entre los casos nacionales, como enfatizan los estudios comparados sobre regímenes de protección social en la región, los avances implicaron en una ampliación de la responsabilidad pública sobre los temas de la pobreza y del bienestar.
 
No obstante, los desafíos continúan explícitos. En un contexto de disputas en torno al contenido de proyectos de desarrollo y a dinámicas inclusivas en la región, los patrones de desigualdad que caracterizan el continente siguen activos, expresándose en disparidades de renda y servicios y favoreciendo fenómenos como la violencia, el racismo y la inmigración. Sujetos a una ciudadanía frágil o limitada, la protección social aún actúa con reducida capacidad redistributiva y poco armoniza las jerarquías sociales y los patrones segmentados del mercado de trabajo. Contando con apoyos políticos no consensuales y con constreñimientos al proceso de crecimiento económico, enfrentando la ampliación de reclamos por acomodos residuales y de baja desmercadorización, las políticas sociales enfrentan también restricciones referentes a sus funcionamientos, limitaciones de capacidades estatales e impedimentos para la ampliación de la regulación pública.
 
La Revista de Estudios e Pesquisas sobre as Américas propone, con esta edición, abrir un espacio para el debate interdisciplinar sobre las políticas sociales en nuestro continente, buscando ampliar los análisis sobre sus trayectorias recientes, así como sobre sus desafíos y perspectivas. Para este número, se pretende destacar los caminos y las reformas de los regímenes de protección social y de sus políticas de salud y de asistencia social, de jubilaciones y pensiones, contributivas y no contributivas, programas de transferencias de renta, además de políticas urbanas y de políticas dirigidas al mejoramiento de la integración al mercado de trabajo. Cabe igualmente destacar las nuevas demandas sociales, incluyendo las relacionadas a raza, género, vejez, dependencia y cuidados. Se trata, como cuestión central, de pensar las políticas sociales en su potencial para ampliar o enfrentar las desigualdades.
 
FORMATOS DE LOS ARTÍCULOS
 
La revista acepta artículos escritos en español, inglés, y portugués. Para este número especial, los artículos deberán tener entre 20 y 50 mil caracteres (con espacios), y para reseñas, entre 10 y 20 mil caracteres (con espacios).
 
Las informaciones sobre referencias bibliográficas, normas de citaciones y directrices para los autores pueden ser obtenidas en el sitio web de la Revista de Estudos e Pesquisas Sobre as Américas:   http://seer.bce.unb.br/index.php/repam
 
FECHAS Y SUMISIÓN
 
Los artículos para este dossier deben ser sometidos hasta la fecha límite del 25 de septiembre de 2016, a las 24 horas, a través del email: revistaceppac@gmail.com o podrán ser enviados directamente a la web de la revista: http://periodicos.unb.br/index.php/repam/author/submit/1
 
Dudas sobre la llamada podrán ser esclarecidas a través del mail: revistaceppac@gmail.com
 
SOBRE LA REVISTA
 
La Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas (ISSN 1984-1639), es exclusivamente on-line, y está indexada en bases de datos nacionales e internacionales, como: LATINDEX, DOAJ, Sumários e periódicos CAPES. En la clasificación de QUALIS da CAPES está situada como B1 en el área Interdisciplinar.    
 
 
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THE AMERICAS RESEARCH AND STUDIES JOURNAL
 
CALL FOR PAPERS 
THEMATIC DOSSIER
SOCIAL POLICIES IN LATIN AMERICA
Deadline: 25th September 2016
 
CALL FOR SPECIAL ISSUE
 
 
 
SOCIAL POLICIES IN LATIN AMERICA
 
 
 
Deadline: 25th September 2016
 
 
 
In the first decade and a half of the 21st century, Latin America witnessed a considerable intensification of its social protection systems, exercising a significant impact on the social indicators in the region. The legal safeguards and resources spent increased, the institutionality of social policies strengthened and the reference to social rights in the region was deepened. The inclusion of vulnerable groups stemmed from the broadening of the conditional cash transfer programs coverage, but went far beyond. Despite the significant differences between national cases emphasized by the comparative studies on social protection schemes in the region, the advances resulted in an expansion of public responsibility on the issues of poverty and welfare.
 
However, the challenges are striking. In a context of disagreement over the orientation of the content of the development projects and the dynamics of inclusion in the region, the patterns of inequality characterizing the continent persist, translating into income and service disparity and favouring phenomena such as violence, racism and immigration. Anchored in weak or limited social citizenship, social protection still operates with reduced redistributive capacity and little impact to face social hierarchies and segmented labour market patterns. Dependent on non-consensual political support and the process of economic growth, but also facing the expansion of claims by residual arrangements and low decommodification, social policies are confronted with restrictions concerning their financing, constraints on state capacity and vetoes on the expansion of public regulation.
 
With this special issue, Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas aims to open a space for interdisciplinary debate on social policy on our continent, seeking to engage both in the analysis of the recent trajectories as well as in its challenges and prospects. This number seeks to highlight the paths and reforms of social protection schemes and their related contributory and non-contributory policies, including health and social assistance, pensions, income transfer programs, besides urban policies and policies targeting the improvement of labour market integration. At the same time, the arising social demands should be emphasized, including those related to race, gender, age and care. In its core, the central issue is to think social policies in their potential to address inequalities.
 
INSTRUCTION FOR PAPERS
 
The journal welcomes unpublished papers in English, Portuguese and Spanish. For this special issue, papers should contain min. 10.000 characters and should not exceed 20.000 characters (incl. space characters) and for reviews min. 10.000 characters and should not exceed 20.000 characters (incl. space characters).
 
For further information on bibliographic references, rules regarding quotations and general guidelines to the authors, please visit the website of the Revista de Estudos e Pesquisas Sobre as Américas: http://seer.bce.unb.br/index.php/repam
 
DEADLINE AND SUBMISSION
 
Papers for the special issue should be submitted until the deadline date 25/10/2016 (24h00) to the following e-mail address revistaceppac@gmail.com or submitted through http://periodicos.unb.br/index.php/repam/author/submit/1
 
For any further enquiries, please contact:
 
 
ABOUT THE JOURNAL
 
The journal Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas (ISSN 1984-1639) is an online journal indexed in Brazilian and international databases such as LATINDEX, DOAJ, Sumários and periódicos CAPES. In CAPES´ QUALIS classification indexation, it classified as B1 in the interdisciplinary field.


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    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

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terça-feira, 26 de julho de 2016

V CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA: NOVAS EPISTEMES E NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS

V CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA: NOVAS EPISTEMES E NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS será realizado de 27 a 29 de setembro a de 2016 – realização Curso de História da Regional Jataí da Universidade Federal de Goiás (UFG)
Local de realização: Curso de História da Regional Jataí da UFG -  Câmpus Cidade Universitária - BR 364, km 195, nº 3800 - CEP 75801-615 – Jataí/Goiás.



Clique no Cartaz para informações:
V CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA: NOVAS EPISTEMES E NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Primeira geração de chacretes vira objeto de pesquisa e tema de livro.

FONTE: FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - Aline Salgado 

Em destaque, índia Potira no programa do Chacrinha.
Ao fundo aparece o apresentador
 (Fotos: Divulgação)
"Sabe, o tutu é pouco. Uma mixaria mesmo, mas uma coisa é inegável: promove. O Chacrinha é um trampolim". O depoimento direto e sincero é da ex-chacrete Índia Potira, Glória Maria, concedido ao Jornal Ideia Nova nos anos de 1970 e um dos muitos documentos pesquisados na Biblioteca Nacional pelo antropólogo formado pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Raphael Bispo. O material compõe a cuidadosa etnografia sobre a primeira geração de assistentes de palco do comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha. 
Com o nome de Rainhas do Rebolado: Carreiras artísticas e sensibilidades femininas no mundo televisivo (Editora Mauad X, 388p.), a tese de doutorado defendida em 2013 pelo hoje professor adjunto do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ganhou o formato de livro este ano, com o apoio do Auxílio à Editoração (APQ 3), da FAPERJ. Através de uma extensa investigação em jornais e revistas da época, documentários e entrevistas pessoais realizadas com 12 das go-go-girls da primeira fase do programa televisivo, que durou três décadas, Raphael mostra as várias facetas da vida antes, durante e após a fama das celebridades-produto da indústria cultural nacional. Histórias conhecidas e desconhecidas do grande público, que trazem um olhar detalhado e, por vezes, carinhoso sobre o mundo glamouroso vivido pelas chacretes.  

O estudo, desenvolvido entre os anos de 2010 a 2013, seguiu uma ótica interdisciplinar, conjugando conhecimentos socioantropológicos, históricos, de comunicação social e das pesquisas sobre gênero e sexualidade. É com esse olhar que Raphael analisou a trajetória de vida de um conjunto de dançarinas sensuais, que sem formação técnica e oriundas de camadas pobres do subúrbio carioca, ganhou destaque na televisão brasileira no final dos anos 60 até durante toda a década de 1970. Ao pesquisador, cabia o interesse em saber como essas mulheres, hoje na casa dos 65 anos de idade, vivem, agem, pensam e falam sobre suas próprias existências.

Algumas delas, como Edilma Campos (a Rainha do Palmeiras), Índia Potira (Glória Maria), Vera Lúcia (a Vera Caxias) e Elisabeth Alves (a Beth Boné), concederam extensas entrevistas ao pesquisador, revelando a ele pormenores de suas vidas e intimidade. “Entrevistei 12 ex-chacretes, mas com apenas quatro tive uma aproximação maior, o que chamamos de ‘observação participante’. São delas os depoimentos mais influentes do livro, extraídos por meio de encontros frequentes, seja nas suas casas ou no cotidiano de suas rotinas. Aos poucos, fui conquistando um espaço nas vidas delas, deixando de ser visto como um 'estranho'. A intimidade me permitiu conhecer suas histórias e perspectivas de vida”, conta.

Entre as principais temáticas reveladas pelo livro, lançado em maio deste ano, estão as experiências das chacretes com o mundo artístico; suas aproximações e limitações morais para com o mercado erótico; as relações afetivo-sexuais que estabeleceram ao longo de suas trajetórias; suas relações com a família; seus processos de conversão religiosa; os dilemas em torno de uma vida sexual ativa; a maneira como experimentam o envelhecimento e, até mesmo, a solidão. Raphael esclarece que, diferente do que se imagina, o sentimento de solidão revelado pelas assistentes de palco de Chacrinha não está exclusivamente associado ao ostracismo em que se encontram suas carreiras artísticas e, sim, a dilemas de suas vidas íntimas. 

“Uma marca tão ambígua, quanto humana”, resume o pesquisador para logo acrescentar: “Ao mesmo tempo que se mostravam fatais, sexualmente potentes e ‘empoderadas’ na figura de chacretes, na intimidade elas se mostram frágeis, submissas a constrangimentos e controles familiares, que em alguns casos se revelaram em traição conjugal e violência doméstica”, diz o pesquisador.    

O arrependimento também é um sentimento comum a elas. Seja das atitudes tomadas quando novas, como o envolvimento com as drogas e o relacionamento amoroso com um bandido – caso de Índia Potira –, seja da própria opção pela vida artística. “Não foram poucas as que mantêm a posição firme de esquecerem o passado de chacrete. Isso ficou claro para mim nas tentativas, sem sucesso, de contato com algumas. Essas preferem não trazer à tona constrangimentos contemporâneos na relação com o marido, filhos e família”, afirma Raphael. 

Raphael Bispo ao lado das entrevistadas Índia Potira (à esq.)
e Vera Caxias no lançamento do livro, em maio deste ano
Por outro lado, a melhor idade deu a algumas das dançarinas de Chacrinha uma espécie de ‘empoderamento’, conforme define o pesquisador. Um estágio de vida em que lembrar o passado de celebridade se transformou em um exercício agradável e gratificante. “É na velhice que algumas delas se encontram donas de si e mais ativas. Menos comprometidas com maridos e filhos. É um momento de reconsideração de esferas da vida, de falar sobre um passado de importância, de reencontrar colegas de palco, dançarinas e produtores. Algumas me disseram, inclusive, que nunca tinham sido tão chacretes quanto agora, aos 60”, diverte-se Raphael.  
Entre depoimentos e análise do acervo da época, o pesquisador estabelece uma reflexão crítica acerca das transformações que os programas de auditório promoveram na TV e na sociedade brasileira nos anos 70. Entre o passado e o presente, um conjunto de similaridades aparece, o que mostra ao leitor como a indústria cultural se estrutura, criando padrões de comportamento, beleza e orientando visões de mundo.

“A TV trabalha com a mecânica da ideia da persona, logo, o indivíduo é marcado com uma série de características que, no caso dessas mulheres, são conhecidas por serem dançarinas, sensuais e pouco inteligentes. Assim, o fato de serem apenas vistas como 'gostosas', impediriam que fossem atrizes”, diz Raphael,  que frisa: “Ainda hoje as dançarinas de auditório encontram dificuldades para transpor a barreira que separa os palcos de uma vida de maior reconhecimento nas telenovelas”, avalia. 

“São poucas as que conseguem ir além. Mas isso não acontece por incompetência e, sim, porque a indústria cultural as marca a certos tipos de ofício. Até mesmo aquelas que conseguem sair da posição de assistentes de palco ou dançarinas para o posto de atrizes, acabam restritas a papeis menores, como os estereótipos da loira-burra ou da gostosa, mulher fatal”, acrescenta.  

O desejo de serem mais do que dançarinas da Discoteca do Chacrinha, alcançando uma posição de destaque como intérpretes, ainda é recorrente nas memórias e desejos íntimos das chacretes. Mas em vez de sentirem tristeza pelo sonho não concretizado, o que as ex-assistentes de palco mais têm em comum é a memória viva e feliz de uma época em que estar na TV representava o acesso a um mundo mágico, não só de fama como também de oportunidades e melhoria de condição socioeconômica, para elas e suas famílias. Tal como Índia Potira ressaltou em sua entrevista a um jornal na década de 70, para muitas, o Chacrinha foi um trampolim.

domingo, 3 de julho de 2016

Religião e identidade negra: o negro nas religiões afro-brasileiras, no catolicismo e no evangelismo.

Colegas,
Solicito divulgação. Inscrições pelo email neabi.ufms@gmail.com .
Grata,
Solicito

MARIA LIMA
Profa. adjunta do curso de Pedagogia
Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS)
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) - Campo Grande/MS
Gentileza gera gentileza!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Convocatoria para publicar en Revista de la Red Intercátedras de Historia de América Latina Contemporánea (N°5).



Convocatoria para publicar en el N° 5 (Diciembre de 2016)

La Revista de la Red Intercátedras de Historia de América Latina Contemporánea, ISSN 2250.7264, invita a presentar colaboraciones para las secciones “Artículos”, “Contribuciones”, “Entrevistas”, “Resúmenes de tesis sobre América Latina” y “Reseñas bibliográficas”.
Las colaboraciones se recibirán hasta el 30 de junio de 2016 a través del mail de la revista o de la plataforma OJS: http://revistas.unc.edu.ar/index.php/RIHALC/index
Las propuestas de artículos serán sometidas a referato doble ciego y todas las colaboraciones deberán ajustarse estrictamente a las normas editoriales de la publicación, que están disponibles en:

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Documentário resgata histórias vivenciadas nos cinemas de rua



Fonte: Aline Salgado - FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro


Ator e diretor, o 'Rei da Pornochanchada' Carlo
Mossy 
participa do documentário (Fotos: Divulgação)

Qualquer semelhança, não é mera coincidência. É o que confidencia o professor do Curso de Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), campusNilópolis, Tiago José Lemos Monteiro. Bebendo na produção de um dos maiores cineastas e documentaristas brasileiros, Eduardo Coutinho (1933-2014), o pesquisador produziu um vídeo-documentário sobre as relações de personagens anônimos e famosos com o ambiente dos cinemas de rua do Rio de Janeiro e o fascínio despertado pela imagem em movimento na telona.

O set de filmagens é uma das salas do Cine Center, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, já desativado. No elenco, estudiosos dos cinemas de rua do Rio, estudantes, espectadores, profissionais que trabalharam em antigas salas de exibição, personalidades que viveram os tempos áureos da produção cinematográfica brasileira e, até mesmo, atores, que interpretam histórias fictícias. 

Memórias vividas, criadas e interpretadas se combinam na reconstrução do imaginário que envolve os cinemas de rua neste documentário do professor do IFRJ – da mesma forma como Eduardo Coutinho fez em seu "Jogo de Cena" (2007), longa que mistura realidade e dramaturgia, onde os personagens reais falam da sua própria vida e, depois, atrizes interpretam as personagens. Um jogo em que o espectador não sabe o que é real e o que é ficção.

"Sempre me consternou o fato de os cinemas de rua terem sido extintos e dado lugar a outros empreendimentos, como farmácias e igrejas. Visitar e revisitar esses lugares, pautava meu interesse", conta Tiago, que, em 2011, obteve apoio da FAPERJ, por meio do edital Apoio à Produção e Divulgação das Artes no Estado do Rio de Janeiro – 2011, para desenvolver seu projeto. 

Ex-gerente do Cine Santa Rosa, Zé Grande relembra
o convívio que teve com o ator e diretor Mazzaropi


O pesquisador ressalta que, inicialmente, a ideia era fazer uma pesquisa histórica sobre os cinemas da Baixada Fluminense. No entanto, a escassez de fontes documentais levou a uma mudança de rumo do projeto. Diante desse desafio, Tiago optou por aliar o interesse de contar a história dos cinemas à sua atividade como professor responsável pelo Núcleo de Criação Audiovisual do IFRJ – Nuca. Para realizar a tarefa, ele contou com a ajuda de 10 colaboradores, entre pesquisadores, monitores, bolsistas e voluntários.

"Eu tinha essa vontade de criar uma produção de cunho historiográfico com um viés mais memorialista das pessoas com as salas de cinema de rua. Pensar a realidade dos bairros de subúrbio e da Baixada, que tinham no cinema uma opção de lazer popular e barata", diz Tiago.
 
Depois de muita pesquisa, o professor do IFRJ e sua equipe conseguiram encontrar um set de filmagens que se adequasse, perfeitamente, à ideia do projeto: o Cine Center, em Nova Iguaçu. Preservando o estilo de cineteatro, que remonta à década de 1970, a sala mantinha elementos de época, tais como as cadeiras em madeira, os letreiros manuais e em cor vermelha, a telona e o antigo projetor. Foi nesse espaço que o documentário batizado de "Tempo de Projeção", ainda inédito, foi rodado. Com 79 minutos, o filme apresenta ricos depoimentos do ator e diretor, conhecido como "Rei da Pornochanchada", Carlo Mossy; e do ex-gerente do Cine Santa Rosa, de Duque de Caxias, Zé Grande.



No filme, Zé Grande relembra o convívio que teve com o ator e diretor Amácio Mazzaropi (1912-1981), que imortalizou a figura do jeca, e também discute as dificuldades que levaram ao desaparecimento das salas de rua: "O custo de exibição do filme de película de 35 milímetros é de R$ 4 mil. Já o filme digital custa de R$ 300 a R$ 400", diz. 

O depoimento de Carlo Mossy reforça o debate. Para ele, é importante que os cinemas de rua voltem a funcionar. "Eles deveriam exibir 60% de filmes brasileiros e 40% de 'filmes alienígenas'. O grande público não vai ao cinema de shopping porque não tem condições monetárias. As pessoas gostariam de ir a pé e voltar a pé do cinema", diz Mossy, que, em outra passagem do filme, revela toda a emoção que tem com essa arte: "A projeção não era apenas de fotogramas. Era de emoções, paixões e momentos inesquecíveis". 

Fundador e diretor do Cinema Ponto Cine – primeira sala popular de cinema totalmente digital do País –, Adailton Medeiros também ressalta, no documentário, a função social dos cinemas de rua. "Só 17,2% dos cariocas já pisaram em um cinema. Ele vive mais no nosso imaginário do que na nossa prática. Temos 2.500 salas no Brasil. É muito pouco para os mais de 190 milhões de brasileiros", questiona.
Pesquisadora dos cinemas de rua, Talitha Ferraz fala
da comoção popular com o fechamento do Cine Olinda
Professora e pesquisadora dos cinemas de rua, Talitha Ferraz também participa do documentário. Ela ressalta como as salas de cinema modificaram os espaços urbanos e o cotidiano da população, a partir da década de 1940. "Eu era moradora da Tijuca e vi os fechamentos dos cinemas de rua acontecerem. Claro que eu não peguei o fechamento do Cine Olinda, que foi o maior cinema da América Latina, mas o relato das pessoas que viram a demolição dá conta da grande comoção que ocorreu. Muitos foram para a porta do cinema para protestar, chorar e lamentar a sua demolição. Foi uma grande perda", afirma Talitha no documentário, referindo-se ao cinema que foi demolido para dar lugar a um centro comercial, o Shopping 45, localizado na Praça Saens Peña. 

O filme de Tiago também compartilha histórias pessoais e análises da professora, pesquisadora e artista Paola Barreto; da jornalista Paula Dias; do jornalista e professor Rodrigo Cerqueira; do ex-funcionário do Cine Jóia, em Copacabana, Pedro Soares; do economista e estudante de Produção Cultural,  Carlos Abrunhosa, do estudante Rafael Velloso e dos atores Ana Moura e Gueko Hiller. Como parte da estética adotada pelo diretor, o público não consegue identificar os participantes, que não são identificados durante o documentário, mas apenas nos créditos finais. 

Finalizado em 2014, o documentário ainda se encontra inédito, disponível apenas em um canal particular no Youtube. Segundo Tiago, problemas técnicos comprometeram a qualidade do som da produção, que deve passar ainda por ajustes. "Contamos com uma boa estrutura de imagem, mas não de áudio. Precisamos ainda contornar problemas na mixagem para, então, divulgar o projeto ao público", afirma o pesquisador.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Palestra Estado Laico - prof. Dr. Roger Raupp Rios.


PROF. Dr. ROGER RAUPP
Juiz
Desembargador
Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1993), mestrado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004). Atualmente é conselheiro - International Council of Human Rights Policy, Juiz federal - Justiça Federal - Seção Judiciária e professor do Centro Universitário Ritter dos Reis, no Mestrado Stricto Sensu (Direitos Humanos) e na Graduação. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público, atuando principalmente nos seguintes temas:direitos humanos, direitos fundamentais, direito da antidiscriminação, direitos sexuais e direito à saúde.














MARIA LIMA
Profa. adjunta do curso de Pedagogia
Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS)
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) - Campo Grande/MS
Gentileza gera gentileza!

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