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sexta-feira, 1 de abril de 2011

** [Carta O BERRO] O Dia que durou 21 anos’ estreia na TV Brasil Série de 3 episódios revela imagens e de poimentos históricos sobre o Golpe de 64 - dias 4, 5 e 6 de abril , às 22,00 horas.

 
Carta O Berro..........................................................repassem



'O Dia que durou 21 anos' estreia na TV Brasil Série  de 3 episódios revela imagens e de poimentos históricos sobre o Golpe de 64
Outras informações sobre a série estão em www.tvbrasil.org.br/odiaquedurou21anos

'O Dia que durou 21 anos' estreia na TV Brasil Série  de 3 episódios revela imagens e de poimentos históricos sobre o Golpe de 64

 *Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir* *da nova série* *"O Dia que durou 21 anos",** *que a TV Brasil
 exibe nos dias 4, 5 e 6 de abril, às 22 h.

 Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de
 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados
 Unidosno golpe militar de
 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no
 Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo
 norte-americano, classificados durante 46 anos como *Top Secret,* serão
 expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas,
 depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série
 iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.

 O mundo vivia a Guerra Fria
 quando os Estados Unidos
 começaram a arquitetar o golpe para derrubar o
 governo de João Goulart. As primeiras ações surgem em 1962, pelo então
 presidente John Kennedy. Os fatos vão se descortinando, através de relatos
 de políticos, militares, historiadores, diplomatas e estudiosos dos dois
 países. Depois do assassinato de Kennedy, em novembro de 1963, o texano
 Lyndon Johnson assume o governo e mantém a estratégia d e remover Jango,
 apelido de Goulart. O temor de que o país se alinharia ao comunismo e
 influenciaria outros países da América Latina, contrariando assim os
 interesses dos Estados Unidos, reforçaram os movimentos pró-golpe.
 [image: Peter Korneluh - O Dia que durou 21 anos]

 Peter Korneluh

 A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as
 condições para o golpe da madrugada
 de 31 de março. E, depois,
 para sustentar e reconhecer o regime militar do
 governo do marechal Humberto Castelo
 Branco.
 Envergando uma roupa civil, ele assume o poder em 15 de abril. Castelo era
 chefe do Estado Maior do Exército de Jango.

 O governo norte-americano estava preparado para intervir militarmente, mas
 não foi necessário, como ressaltam historiadores e militares. O general Ivan
 Ca valcanti Proença, oficial da guarda presidencial, resume: "Lamento que foi
 um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário".

 Do Brasil, duas autoridades americanas foram peças-chaves para bloquear as
 ações de Goulart e apoiar Castelo
 Branco:
 o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon; e o general Vernon
 Walters, adido militar e que já conhecia Castelo Branco. As cartas e o áudio
 dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são
 expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon
 Johnson,
 Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de
 conversas telefônicas de Johnson com George Reedy Dean Rusk; Thomas Mann
 (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy,
 assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.

  Foi uma das mais longas ditaduras da América Latina. O general Newton Cruz,
 que foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e
 ex-comandante militar do Planalto ,
 conclui: "A revolução era para arrumar a casa. Ninguém passa 20 anos para
 arrumar uma Casa".

 Em 1967, quem assume o Planalto é o general Costa e Silva, então ministro da
 Guerra de Castelo. Da linha dura, seu governo consolida a repressão. As
 conseqüências deste período da ditadura, seus meandros políticos e
 ideológicos estarão na tela. Mortes, torturas, assassinatos, violação de
 direitos democráticos e prisões arbitrárias fazem parte desse período
 dramático da história.

 O jornalista Flávio Tavares, participou da luta armada, foi preso, torturado
 e exilado político. Através da série, dirigida por seu filho Camilo Tava res,
 ele explora suas vivências e lembranças. E mais: abre uma nova oportunidade
 de reflexão sobre o passado .

 *O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes,
 com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.*


 *Primeiro Episódio:*

 As ações do embaixador dos Estados
 Unidos,
 Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas neste primeiro
 capítulo. O discurso do presidente João
 Goulartpregando
 reformas sociais torna-se uma ameaça e é interpretado pelos
 militares como uma provocação. Nos quartéis temia-se uma movimentação de
 esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países
 latinos. Entrevista s e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como
 diálogos entre Gordon e Kennedy.

 O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele
 período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi
 criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado
 cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.

 *Segundo Episódio:*
 Cenas da morte de John Kennedy e
 a posse de Lyndon Johnson abrem este capítulo, dando sequência à estratégia
 dos Estados Unidos de impedir ao que o ex-presidente americano chamou de
 "*um
 outro regime comunista no hemisfério ocidental".* "Vamos ficar em cima de
 Goulart e nos expor se for preciso", diria Jonhson.

 Imagens focam no discurso de Jango na Central do
 Brasil,
 em 13 de março de 1964, que foi considerado uma provocação pelos arquitetos
 do golpe. Os americanos já preparavam o esquema, enviando suas forças
 militares para o "controle das massas", como se refere um dos entrevistados.
 Paralelamente, articulações para levar Castelo Branco ao poder estavam sendo
 engendradas.

 As forças americanas não precisaram entrar em campo. João Goulart pegou o
 avião, foi para Brasília e depois para o sul do país. Por que Jango não
 reagiu"? É uma questão posta na tela . O
general Cavalcanti, oficial da guarda presidencial, resume: "Lamento que foi
 um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário".

 Os Estados Unidos estavam mobilizados para, em caso de resistência, fazer a
 intervenção militar pela costa e assim ajudar os militares. As
 correspondências de Lincoln Gordon com o primeiro escalão da Casa
 Brancasão mostradas ao
 público, explorando as ações secretas junto às Forças
 Armadas, a reação da imprensa e dos grupos católicos no Brasil. Os Estados
 Unidos reconhecem o novo governo e imagens da vitória e manifestações de rua
 entram em cenas.


 *Terceiro Episódio:*

 O cargo de presidente é declarado vago pelo presidente do Senado, Auro Moura
 de Andrade . O presidente da
 Câmara, Ranieri Mazzilli, é empossado.

 No dia 15 de abril, o chefe das Forças Armadas, marechal Castelo Branco,
 toma posse.

 Castelo tinha relações amistosas com Vernon Walters, adido da Embaixada dos
 Estados Unidos no Brasil. Depois de suas conversas com Castelo, ele se
 ocupava em enviar telegramas para os Est ados Unidos, relatando o teor da
 conversa. Os textos dos telegramas são revelados no episódio.

 O governo Castelo Branco recrudesce e dá início aos atos institucionais. O
 de número 2 extingue os partidos políticos e torna as eleições indiretas. E
 mais: prorroga o seu mandato. Em 1967, ele é substituído pelo general Costa
 e Silva , da chamada linha dura
 do Exército. O AI 5 é decretado no ano seguinte, e o Brasil entra no
 caos,
 "O AI5 foi uma revolução dentro da revolução", declara o general Newton
 Cruz.

 A repressão e a tortura dominavam o país. Militares e estudiosos falam desse
 período. O brigadeiro Rui Moreira Lima, da Força Aérea Brasileira, declara:
 "Eu conheci um coronel, filho de um general, que veio de um curso de tortura
 no Panamá. Ele chegou e disse: agora estou tinindo na tortura, pega aí um
 cara pra eu torturar".
 Os Estados Unidos continuam em campo e Lincoln Gordon pede para o governo
 fortalecer ao máximo o regime militar brasileiro. O orçamento da embaixada
 cresce, como registra o historiador Carlos
 Fico,
 da UFRJ, um dos entrevistados de Flávio Tavares.


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Atividade nos últimos dias:
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