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domingo, 30 de janeiro de 2011

** [Carta O BERRO] PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de LÍGIA MARIA SALGADO NÓBREGA -XXII-

Carta O Berro..........................................................repassem


LÍGIA MARIA SALGADO NÓBREGA

Lígia Maria
Livro "Dos Filhos deste Solo"

DADOS PESSOAIS


Nasceu em 30 de julho de 1947 em Natal, Rio Grande do Norte. Filha de Georgino Nóbrega e Naly Ruth Salgado Nóbrega, foi a terceira numa família de seis irmãos.

ATIVIDADES

Ainda pequena, Lígia mudou-se para a cidade de São Paulo onde estudou, terminando o curso de Normalista no Colégio Estadual Fernão Dias Paes. Em 1967, entrou no curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo (USP) e se destacou pela sua capacidade intelectual, pela liderança e empenho em abrir horizontes, modernizar métodos de ensino, implicar as pessoas em sua responsabilidade social em uma vida dígna, onde os direitos humanos fossem respeitados e o indivíduo fosse um verdadeiro cidadão. Após a edição do Ato Institucional no. 5, com os canais de participação aberta e legal fechados pela ditadura militar. Em 1970, Lígia se engaja na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-PALMARES) e com outros companheiros, passa à luta armada para enfrentar a violência do regime autoritário vigente no país à época.

CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE

Foi metralhada em 29 de março de 1972, quando a casa em que se encontrava no bairro de Quintino, Rio de Janeiro, foi invadida por agentes do DOI-CODI do I Exército. Com Lígia, foram mortos seus companheiros: Antonio Marco Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite Figueiredo. Seu corpo foi reconhecido por seu irmão Francisco Salgado da Nóbrega, em 07 de abril de 1972, tendo sido sepultada em cemitério de São Paulo.
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MARIA REGINA LOBO LEITE FIGUEIREDO
MILITANTE DA VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONÁRIA PALMARES
(VAR-PALMARES).
Ex-integrante da Juventude Universitária Católica, era formada em Filosofia pela
Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Pedagoga,
foi morta aos 33 anos. Casada com Raimundo Gonçalves Figueiredo, morto em 28 de abril
de 1971, deixou duas filhas menores.
Maria Regina foi ferida quando a casa em que se encontrava foi invadida por agentes
do DOI/CODI-RJ no dia 29 de março de 1972. Lígia Maria Salgado Nóbrega e Maria
Regina, juntamente com Antônio Marcos Pinto de Oliveira, foram presos e assassinados.
O corpo de Maria Regina chegou ao IML pelaGuia n° 02 do DOPS, como
desconhecida, vindo da Av. Suburbana, n° 8988, casa 72, Bairro de Quintino (RJ), como
tendo sido morta em tiroteio. Entretanto, há testemunhas que dizem que, após ser baleada,
foi levada para o DOI-CODI, onde veio a morrer horas depois, tendo inclusive sido levada
para o Hospital Central do Exército.
Sua necrópsia, feita em 30 de março de 1972, pelos Drs. Eduardo Bruno e Valdecir
Tagliari confirma a versão oficial. Foi identificada nesse mesmo dia 30, através de ficha do
Instituto Félix Pacheco/RJ.
Maria Regina foi reconhecida por suas irmãs Maria Eulália, Maria Alice e Maria
Augusta, em 07 de abril de 1972, e sepultada no dia seguinte no Cemitério São João
Batista.
Fotos e laudo de perícia de local (n° 1884/72 e Ocorrência n° 264/72) feitas pelo
Instituto de Criminalística Carlos Éboli/RJ, mostram o corpo de Maria Regina baleado.
O jornal "Correio da Manhã", de 06 de abril de 1972, publicou a notícia de sua
morte, sob o título "Terroristas Morrem em Tiroteio: Quntino"e capciosamente dá, ao lado
de sua foto, o nome de Ranúsia Alves Rodrigues. No entanto, Maria Regina já havia sido
identificada no IML/RJ.

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