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segunda-feira, 9 de março de 2015

Arquitetura do saber

Escolas Reunidas de Dois Córregos, em Piracicaba, 1924 (foto: Coleção Washington Luís / Acervo MRCI/MP/USP)

Arquitetura do saber

09 de março de 2015

Fonte: Carlos Fioravanti | Revista Pesquisa FAPESP – Criados no início da República, os antigos grupos escolares ocupavam casarões ou prédios monumentais, muitas vezes cercados por jardins amplos, com salas de aulas grandes, janelas altas e largas, pátios imensos.
Correspondentes ao antigo primário e às atuais cinco primeiras séries do ensino fundamental, eram o símbolo da escola pública de qualidade. Sua arquitetura e modo de funcionamento expressavam os ideais dos homens que haviam derrubado a monarquia e queriam um país moderno.
“Os grupos eram a materialização do projeto republicano de educação”, sintetizou Maria Aparecida de Menezes Borrego, historiadora do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP). Eram tão importantes que, diz ela, “no departamento de obras do estado havia uma área especializada na construção de escolas, dirigida por Ramos de Azevedo e outros grandes nomes da arquitetura da época”.
Maria Aparecida organizou uma exposição sobre grupos escolares no Museu Republicano Convenção de Itu, uma extensão do Museu Paulista, com base no acervo de 4.884 fotografias do presidente Washington Luís, que governou o país de 1926 a 1930.
A primeira parte da mostra, aberta em novembro de 2014, ressaltou a arquitetura de escolas que Washington Luís visitou ou inaugurou quando era vereador, deputado estadual, prefeito ou governador em São Paulo. A segunda parte começa em abril, apresentando livros didáticos, de matrículas e de aprovação de alunos do início do século passado.
Os republicanos paulistas – Prudente de Morais, Bernardino de Campos, Jorge Tibiriçá, Cesário Motta, Caetano de Campos, Rangel Pestana e outros – empenharam-se na renovação do ensino “como uma obra eminentemente republicana”, afirma Rosa de Fátima Souza, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara.
Há mais de 20 anos ela examina a formação dos grupos escolares e dos ginásios, atuais sexto ao nono ano, criados como reflexo da política de expansão de vagas adotadas na Era Vargas. “A expansão do curso ginasial foi mais rápida em São Paulo. Mesmo assim, não havia ginásio em todos os municípios”, ela comenta. Até 1930 só havia três ginásios no estado, nas cidades de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto.
Em um livro publicado em 2014, O ginásio da morada do sol (Editora Unesp), Rosa e suas colegas Vera Valdemarin e Maria Cristina Zancul contam a história do primeiro ginásio de Araraquara, criado em 1934 por meio da incorporação de uma escola privada, hoje chamada Escola Estadual Bento de Abreu.
Primeiro, os professores
Os grupos resultavam da reforma escolar de 1893, iniciada com a criação de cursos para professores. “Os republicanos paulistas apostaram na formação dos professores para desenvolver a instrução pública, a chamada educação popular, considerada fundamental para a consolidação do novo regime e para a formação do cidadão republicano”, comenta Rosa. Logo se viu, porém, que manter as chamadas escolas normais, para formação de professores, era caro.
“Durante a Primeira República”, ela observa, “foram criadas e mantidas pelo estado apenas 11 escolas normais oficiais, em cidades importantes como Campinas, Casa Branca, Itapetininga, São Carlos, Botucatu e São Paulo”. A primeira a ser criada foi a Escola Normal Caetano de Campos, que ocupou um prédio na praça da República, no centro da cidade de São Paulo, e serviu de referência para os professores de todo o estado.

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