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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

** Encontro traz a história sem censura de Brasil e Portugal

 

Encontro traz a história sem censura de Brasil e Portugal
Fonte: Do Jornal da USP

Entre os debates, estão os 
processos de interdição à 
arte nos dois países
 
Uma nova história sobre as relações entre Brasil e Portugal será resgatada nesta semana. O seminário Travessias: o Modernismo Luso-Brasileiro entre Liberdades e Interdições apresentará, entre os dias 14 e 16, uma série de trabalhos do Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura (NPCC) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
O evento propõe a problematização das identidades nacionais dos dois países, apresentando as produções culturais híbridas em tempos de regimes autoritários. Serão discutidos os processos de interdição à arte e também as relações políticas e sociais, revendo a tradicional relação entre colonizador e colonizado.
“O seminário terá quatro mesas de discussão, com os títulos ‘Humor e linguagens atravessadas’, ‘Diálogos e memórias atravessados’, ‘Travessias artísticas híbridas’ e ‘Travessias restritivas político-sociais’”, explica a professora Maria Cristina Castilho Costa, coordenadora do NPCC. “Apresentaremos as pesquisas dos alunos e dos professores que refletem a diversidade de abordagens e aproximações teóricas em torno do material do arquivo Miroel Silveira e os temas prementes da comunicação e censura”.
Afinidades entre governos
A ideia de promover o debate surgiu a partir da pesquisa da professora Maria Cristina sobre a censura nos governos de Getúlio Vargas, no Brasil, de 1930 a 1945, e de Antonio de Oliveira Salazar em Portugal, de 1930 a 1968. “Uma série de afinidades aproxima os dois governos e os põe alinhados com outros regimes autoritários surgidos na primeira metade do século passado em vários países, como o franquismo na Espanha ou o peronismo na Argentina. São caracterizados pelo nacionalismo, autoritarismo, polarização entre esquerda e direita, agressividade internacional e personalismo em torno da figura de um caudilho”, explica a professora. “A semelhança entre os dois governos chega à política cultural e ao uso consciente dos mecanismos de propaganda e censura para estabelecer uma ideologia nacionalista e sufocar vozes contrárias ao regime, tanto nos meios de comunicação como nas artes. Uma postura ambígua de incentivos e restrições é adotada com relação às artes, incluindo o teatro.”
A pesquisa de Maria Cristina Costa está no livro Teatro e Censura: Vargas e Salazar, da Editora da USP (Edusp), que será relançado no decorrer do evento. Uma edição com base em informações extraídas dos processos censórios existentes no arquivo Miroel Silveira, que está sob custódia da Biblioteca da ECA. “É constituído de processos de censura prévia ao teatro, de 1930 a 1970, provenientes da Divisão de Censura do Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo”, observa Maria Cristina. “Trata-se de uma coleção de 6.205 processos de liberação de peças teatrais para apresentação pública, com pareceres, carimbos, vetos e cortes dos censores, além dos originais das peças que deveriam ser encenadas, muitos deles ainda inéditos. Desde o ano de 2000, esse arquivo é estudado por projetos de pesquisa individuais e temáticos que já reuniram mais de 40 pesquisadores em diferentes níveis acadêmicos, que vão da pré-iniciação científica ao pós-doutoramento, buscando conhecer em profundidade o fenômeno da censura à produção simbólica.”
Aspectos do riso
O tema “Humor e linguagens atravessadas” traz a pesquisa da professora Mayra Rodrigues Gomes, do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA, que vai discorrer sobre o riso em seus aspectos sociais.
A programação destaca ainda a pesquisa de Roseli Figaro, também professora da ECA, sobre a censura ao teatro amador de São Paulo. O trabalho resultou na organização do livro Teatro, Comunicação e Sociabilidade – Uma Análise da Censura ao Teatro Amador em São Paulo (1946-1970), da Balão Editorial, que também será lançado durante o evento, nesta sexta-feira.
A abertura do seminário será no dia 14, às 16 horas, com a participação do cartunista e historiador português Osvaldo Macedo de Souza, e de Heloísa Paulo, professora da Universidade de Coimbra. Ao longo do evento, os participantes poderão conferir uma exposição com trabalhos de Osvaldo Souza. Haverá também uma videoconferência com a professora Ana Maria Cabrera, pesquisadora do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) de Lisboa. A entrada é franca e as inscrições devem ser feitas no site www.usp.br/npcc/travessias2011. O Auditório Freitas Nobre fica na avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo.
Imagem: Wikimedia
Mais informações: (11) 3091-1607

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