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sábado, 15 de janeiro de 2011

** [Carta O BERRO] PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de Aurora Maria Nascimento Furtado -VIII-

Carta O Berro..........................................................repassem

 

Aurora Maria Nascimento Furtado

(São Paulo, 13 de junho de 1946Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1972) foi uma militante da Ação Libertadora Nacional. Foi morta pelo regime militar no brasil.

Biografia

Era filha de Mauro Albuquerque Furtado e Maria Lady Nascimento Furtado e foi morta aos 26 anos de idade, no Rio de Janeiro.
Estudante de psicologia na universidade de São Paulo, era a responsável pela imprensa da união nacional dos estudantes de são Paulo, com ativa militância no movimento estudantil dos anos 1967/68.
Foi presa em 9 de novembro de 1972, na Parada de lucas, no Rio de Janeiro, em batida policial realizada por uma patrulha do 2º setor de vigilância norte, após rápido tiroteio ,em que morreu um policial.
Após correr alguns metros e se esconder em vários lugares, Aurora foi aprisionada ,viva, dentro de um ônibus onde havia se refugiado antes.
Foi torturada desde o momento de sua prisão, inclusive na presença de vários populares que se aglomeravam ao redor da cena. Aurora foi conduzida para invernada de olaria. Lá foi torturada nas mãos dos policiais do DOI/CODI e integrantes do famigerado "esquadrão da morte".
Aurora viveu os mais terríveis momentos nas mãos daqueles carrascos, que além dos já tradicionais pau-de-arara, sessão de choques elétricos, somados a espancamentos, afogamentos, queimaduras, aplicaram-lhe a "coroa de cristo", ou "torniquete", que é uma fita de aço, que vai gradativamente sendo apertada, esmagando aos poucos o crânio.
No dia 10 de novembro, Aurora morreu em conseqüencia dessas torturas. Seu corpo chegou ao IML/RJ como 'desconhecida' pela guia nº 43 da 26ª D.P.
Após prendê-la e torturá-la, jogaram seu corpo crivado de balas na esquina das ruas Adriano com Magalhães Couto, no bairro do méier(RJ). A versão oficial divulgada pelos órgãos de segurança era de que a morte de Aurora seria conseqüencia de uma tentativa de fuga, quando era transportada na rádio-patrulha que a prendera. Ao tentar fugir, teria sido baleada e morta.
A necrópsia, feita no IML, em 10 de novembro, foi firmada pelos drs. Elias Freitas e Salim Raphael Balassiano e confirma falsa versão da repressão de morte em tiroteio e assinala "ferimentos penetrantes na cabeça" que dada como a causa mortis. fotos de perícia de local(nº 6507/72) mostram claramente profunda marcas de tortura no corpo de Aurora: percebe-se o aprofundamento do crânio e escoriações nos olhos, no nariz e boca, que não são relatadas na necrópsia. Havia próximo ao corpo um VW DH-4734, marcados de tiros, o que completava a encenação.
Em 11 de novembro de 1972, Aurora foi reconhecida no IML/RJ, por seu pai, Mauro Albuquerque Furtado, sendo transladada para São Paulo. O corpo de Aurora foi entregue á família de caixão lacrado, com ordens expressas para que não fosse aberto. Tal ordem não foi acatada pela família que, com auxilio de seus advogados conseguiu novo exame no IML. O corpo de Aurora, além dos inúmeros sinais das torturas sofridas (queimaduras, cortes profundos, hematomas generalizados) apresentava um afundamento no crânio de cerca de 2 cm, proveniente do uso da "coroa de cristo", e causador de sua morte.
Aurora Maria Nascimento Furtado (1946-1972),  estudava Psicologia na USP e militava na UNE (União Nacional dos Estudantes) e na ALN (Ação Libertadora Nacional).

Conforme o livro,"Direito à Memória e à Verdade", "Aurora foi submetida a pau de arara, choques elétricos, espancamentos, afogamentos e queimaduras, além da "coroa de Cristo", fita de aço que vai sendo apertada aos poucos e esmaga o crânio.

Morreu no dia seguinte".

Seu corpo, porém, foi encontrado no subúrbio do Rio crivado de balas.

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