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segunda-feira, 31 de maio de 2010

GEHB ** "Mulher conquistou seu espaço, mas virou uma máquina de sexo", avalia escritora Mary Del Priori


"Mulher conquistou seu espaço, mas virou uma máquina de sexo", avalia escritora Mary Del Priori


Folha Vitória 


Foto: Bruno Coelho 

Foi-se o tempo em que a mulher representava na sociedade brasileira aquele símbolo de romantismo e que só fazia sexo com amor. As representantes do sexo feminino, impulsionadas pelas conquistas que tiveram ao longo do tempo, além de buscarem independência financeira e seu espaço no mercado de trabalho, elas agora também querem sentir prazer na relação sexual. E para agradar seus parceiros, segundo a escritora Mary Del Priori, elas passam horas na academia e viraram verdadeiras máquinas de sexo.
Confira a entrevista na íntegra:
Folha Vitória: Mesmo com toda essa independência, as mulheres conseguem fazer sexo sem amor e não se sentirem culpadas?
Mary Del Priori: Acho que toda essa obrigação do prazer faz com que as mulheres fiquem fragilizadas. Falta a elas amadurecimento, hoje a mulher virou uma máquina de fazer gozo. Elas passam horas na academia e acreditam que cada parte do corpo pode ser trabalhada como se fosse uma bunda ou uma coxa. Onde fica o amor, o companheirismo nessas horas? Elas viraram verdadeiras atletas sexuais.
FV: O que mudou em relação ao amor ao longo da história?
MDP: Nos 500 anos de história do Brasil as formas de amar mudaram ao longo do tempo. Antigamente os homens choravam sem o menor pudor. O casamento, por exemplo, era visto apenas para procriação e não estava ligado ao amor. As mulheres se satisfaziam com a relação de respeito que existia com seus maridos. Mas com os avanços da tecnologia e a descoberta da pílula isso começou a ser questionado e houve uma transformação no século XX. O carro passou a ser o primeiro motel, o surgimento da escova e a pasta de dente passou a existir o beijo de língua, que até então não existia por questões de higiene. Além disso, já mais recentemente, a entrada da mulher no mercado trouxe também outros desdobramentos que ela precisa enfrentar diariamente.
FV: A partir de quando houve toda essa mudança no comportamento?
MDP: Principalmente nos anos 70 e 80. Foi a televisão que começou a mudar o comportamento sexual e provocou mudanças com o aparecimento de movimentos feministas. Hoje as mulheres ganham seu salário, tem a pílula e acham que podem fazer o que querem. Foram 30 anos de mudanças, mas sem educação. As conquistas das mulheres trazem também consequências graves, como o alcoolismo entre os jovens, porque as mães estão muito ocupadas e não está sabendo conduzir as famílias. Estamos pagando um preço muito alto por isso, mas longe de mim dizer que devemos ser que nem nossas avós.
FV: Apesar dos avanços, você ainda acredita que vivemos em uma sociedade machista?
MDP: A própria mulher é quem faz a sociedade ser machista quando a mãe não ensina seu filho a lavar uma louça ou a arrumar sua cama. Esse machismo é alimentado basicamente por nós mulheres. Elas adoram ser chamadas de docinhos, cocadinha ou melancia.
FV: Hoje os relacionamentos estão durando menos. A que se deve esse fenômeno?
MDP: As práticas amorosas mudaram. Antigamente as pessoas não precisavam se provar para conquistar o outro. Ver a mão de uma mulher ou o pé de cinderela já deixava o homem encantado. Hoje existe uma cultura de beleza perfeita, o homem tem que ter o corpo bombado, alto e musculoso. E a imprensa contribui para manter esse padrão. Com isso, o amor virou um produto de consumo e existe a falta de comprometimento muito grande. A própria independência da mulher acaba fazendo com que as relações fiquem mais líquidas.
FV: Então é o fim do casamento?
MDP: O casamento concebido pela Igreja sim, mas acredito que não é o fim da família. E a liquidez desses relacionamentos traz consequências graves porque as pessoas acabam transferindo o afeto para seu cachorro ou um outro animal de estimação.
FV: As mulheres estão perdidas então com todas essas mudanças?
MDP: Acredito que falta reflexão para a mulher lidar com todas essas aquisições recentes que ela conquistou como a pílula, o mercado de trabalho. Hoje 45% dos lares são chefiados por mulheres, mas acredito que ao invés de ficar horas na academia podiam estar em casa cuidando mais dos seus filhos. É importante destacar que o amor é lindo, mas com educação é melhor ainda.

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