Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

terça-feira, 5 de julho de 2011

** Revista Brasileira de Estudos Estratégicos - Chamada

 

Chamada para autores

Revista Brasileira de Estudos Estratégicos


A "Revista Brasileira de Estudos Estratégicos" (REST), da Universidade Federal Fluminense, é um periódico especializado que visa o desenvolvimento do pensamento estratégico brasileiro, principalmente nas áreas: Estudos Estratégicos, Estratégia, Defesa Nacional e Segurança Internacional, transferência de ciência e tecnologia via indústria militar, relações internacionais, políticas públicas em defesa e segurança e  interfaces entre forças armadas e sociedade.  A revista aceita, em fluxo contínuo, trabalhos relacionados às áreas afins nas modalidades "artigos", "resenhas" e "entrevistas". Para o próximo número, pedimos que os interessados enviem seus trabalhos até 7 de julho de 2011.

Serão aceitos apenas trabalhos inéditos, em português, espanhol ou inglês. A revista seguirá as normas de publicação da ABNT para publicações acadêmicas.
Os interessados deverão encaminhar os trabalhos para o email restbrasil@gmail.com.

Atenciosamente,
Frederico Carlos de Sá Costa
Editor Executivo
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Atividade nos últimos dias:
        **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

                                                                                                        Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
     
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    segunda-feira, 4 de julho de 2011

    ** Lançamento de livro - A Diplomacia Brasileira na Década de 1970

     
    Olá, amigos e professores!

    Para aqueles que se interessam por Diplomacia Brasileira na década de 1970, segue divulgação de interessante livro que analisa as relações de poder Brasil-EUA neste período.

    Grande abraço,

    Fernanda

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    Fernanda das Graças Corrêa
    Universidade Federal Fluminense (UFF)
    Departamento de Ciência Política/ Estudos Estratégicos
    Sítio eletrônico: www.reebd.org





    Lançamento de livro -

    A Diplomacia Brasileira na Década de 1970: as relações de Brasil e EUA no governo Geisel -

    De Karina Brotherhood


    Em 3 de julho de 2011, a historiadora Karina de Carvalho Brotherhood lançou o livro, intitulado "A Diplomacia Brasileira na Década de 1970: as relações de Brasil e EUA no governo Geisel". O livro foi baseado em sua monografia de pós-graduação e publicado pela editora Clube de Autores.  


    Karina de Carvalho Brotherhood é formada em história (licenciatura e bacharel) pela Universidade Gama Filho, é pós-graduada em História das Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 2010 e é pós-graduada em Docência no Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes. A autora também possui curso de extensão em Política Externa Brasileira e em Relações Internacionais na América do Sul. Além de ser Pesquisadora Junior do Centro de Estudos em Geopolítica e Relações Internacionais (CENEGRI), é editora da Revista Eletrônica Estratégia Brasileira de Defesa - A Política e as Forças Armadas em Debate.


    Sinopse

    O presidente Geisel assumiu o país em um período de transição e conturbações tanto internas, quanto externas. Devido a este cenário instável, Geisel retornou com a política globalista da década de 1960, com o objetivo de alcançar as metas de seu governo de desenvolvimento e nacionalismo.

    Desta forma as relações do Brasil com os Estados Unidos começam a ser estremecidas principalmente quando o presidente Jimmy Carter assume o governo dos Estados Unidos.

    Esta obra esta pautada tanto em informações históricas, quanto nas teorias realistas das Relações Internacionais.


    Caraterísticas

    Número de páginas: 104

    Data de publicação: 3 de julho de 2011

    Edição: 1ª (2011)

    Livro impresso: R$ 31,28

    Ebook: R$ 9,65




    Apoio:

    
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      ** MAPAS COLONIAIS: Projeto da UnB cria 'Google Earth' para Brasil da era colonial

       
      "O nosso projeto é colaborativo. Queremos que ele funcione como uma rede de contatos sobre a história colonial do Brasil. Isso pode incluir genealogistas, historiadores locais e outras pessoas"
      TIAGO GIL
      Professor Departamento de História da Universidade de Brasília

      Projeto da UnB cria 'Google Earth' para Brasil da era colonial

      Historiadores e geógrafos estão unindo mapas que vão do século 16 ao 19 com as imagens digitais de satélites

      Versão inicial já pode ser acessada de graça; ideia é criar ferramenta para estudar dinâmica espacial do povoamento

      Além de ajudar gente conectada a achar restaurantes ou fugir do trânsito, o Google Earth está dando uma mãozinha a historiadores e geógrafos que querem criar um mapa mais preciso dos altos e baixos do Brasil colonial.
      O projeto, coordenado pela UnB (Universidade de Brasília) e com participação de várias outras universidades federais, está fundindo os recursos do Google Earth com cerca de 2.000 mapas do império colonial português.

      VERSÃO ALFA
      Já é possível conferir parte do resultado no endereço eletrônico
      atlas.cliomatica.com. "Ainda é uma versão beta; aliás, é quase uma versão alfa", brinca Tiago Gil, do Departamento de História da UnB, referindo-se às letras gregas usadas para designar versões preliminares de um programa de computador.
      Uma forma mais polida do site deve estar disponível no mês que vem, afirma Gil, que coordena o projeto, batizado de Atlas Digital da América Lusa, ao lado de Leonardo Barleta, da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
      A ideia dos pesquisadores é sobrepor os mapas do Brasil-Colônia às imagens de satélite atuais, empregando também recursos interativos.
      Em vários casos, vai ser possível ver como o povoamento avançou e mapear com precisão os ciclos regionais de prosperidade (e bancarrota) durante a era colonial.
      Um caso emblemático é o de São João Marcos, vila do século 18 que prosperou com a lavoura de café mas acabou sendo engolida por uma represa nos anos 1940.

      CIDADES PERDIDAS
      "Uma das pesquisas que o projeto está tocando, desenvolvida pelas bolsistas Mariana Leonardo, Rafaela do Nascimento e Luiza Moretti, é justamente sobre essas 'cidades perdidas', localidades que ou não cresceram ou tiveram sua ascensão e queda", diz Gil.
      "É o caso de vários outros pontos da América Lusa, particularmente nas regiões mineradoras, como Minas, Mato Grosso e Goiás", explica.
      Felizmente, o sumiço de São João Marcos sob as águas é um caso extremo.
      "O mais frequente é a estagnação dos espaços, que muitas vezes são incorporados por regiões metropolitanas ou simplesmente se mantém como pequenas povoações", afirma o pesquisador.
      No Rio Grande do Sul, por exemplo, foi uma mera decisão política a responsável por transformar "Porto Alegre de Viamão" na capital da região.
      Já a própria Viamão hoje é mera cidade-dormitório de Porto Alegre. Do mesmo modo, pouca gente hoje em dia conhece Mostardas e Bojuru, localidades gaúchas que eram relevantes no século 18.
      Segundo o especialista da UnB, a escassez de fontes não tem sido um grande problema. Nas áreas urbanas, o material até que é farto. Bem mais difícil é colocar num mapa moderno as fazendas coloniais.
      "Você pode ver isso nas descrições de limites de propriedades: a terra começa no pé de um morro, fazendo limite com um pântano, por um lado, e com a terra do vizinho, por outro. E o vizinho diz a mesma coisa", conta.

      COLABORATIVO
      Além do seu lado Google Earth, o atlas também tem uma faceta que lembra a Wikipédia, a enciclopédia da internet que pode ser editada por leigos mundo afora.
      "O projeto é colaborativo. Queremos que ele seja uma rede de contatos sobre a história colonial do Brasil. Isso pode incluir genealogistas, historiadores locais e outras pessoas", afirma Gil.
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        ** Unesp volta a editar Cadernos Cedem

         

        Publicação eletrônica do 
        Centro de Documentação e 
        Memória retorna após 
        três anos de interrupção 

         

        Unesp volta a editar Cadernos Cedem

        30/06/2011
        Fonte: Agência FAPESP – Os Cadernos Cedem, publicação eletrônica semestral do Centro de Documentação e Memória da Unesp (Cedem), voltam a ser editados após três anos de interrupção. Outros conteúdos que também passam a integrar a página do Cedem são o Boletim Informativo e uma Exposição Virtual.
        Os Cadernos Cedem são pautados por fatos históricos cujos documentos estão sob a guarda do centro. O volume 2, número 1 de 2011, traz, por exemplo, artigo sobre direitos dos operários na Primeira República, além de uma entrevista com o historiador Nilo Odália sobre a criação da Unesp a partir de institutos isolados de ensino superior.
        O Boletim Informativo tem como meta divulgar as principais atividades do Cedem, entre elas a execução dos projetos, boa parte deles com financiamento de órgãos de fomento – como a FAPESP, por meio do programa Apoio à Infraestrutura.
        A nova página do Cedem terá ainda espaço para exposições virtuais. Intitulada Anistia 30 anos: autoritarismo e democracia, a primeira mostra abordará o Movimento Brasileiro pela Anistia, do qual resultou uma coleção de aproximadamente 1,5 mil cartazes sob custódia do centro.
        Vinculado à vice-reitoria da Unesp, o Centro de Documentação e Memória foi constituído em 1987 por iniciativa de um grupo de professores com o objetivo de preservar e colocar à disposição da sociedade a memória contemporânea dos movimentos sociais brasileiros.
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          domingo, 3 de julho de 2011

          ** "Escravidão africana no Recôncavo da Guanabara (séculos XVII - XIX)"

           

          Editora da UFF lança livro sobre escravidão no Rio de Janeiro

          A Editora da UFF (Eduff) lança o livro "Escravidão africana no Recôncavo da Guanabara (séculos XVII - XIX)", organizado por Mariza de Carvalho Soares e Nielson Rosa Bezerra. O lançamento será no dia 6 de julho, às 18h, no Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, Rua Pedro Ernesto, 32/34, Gamboa, Rio de Janeiro. Antes, às 15h, será realizado debate com a participação dos pesquisadores que colaboraram com a coletânea. A entrada é franca.

          Organizada em duas partes, a obra apresenta cinco artigos agrupados sob o tema "A escravidão como experiência coletiva", nos quais são abordados assuntos como a organização familiar escrava, as milícias de cor, os usos e práticas da moradia e os mundos do trabalho no Rio de Janeiro.



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          Fabrício Augusto Souza Gomes




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            sábado, 2 de julho de 2011

            ** CHAMADA REVISTA TEMPOS HISTÓRICOS

             
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              ** Noticias ANPUH PR - 02-07-2011


              Veja em Noticias ANPUH/PR http://www.pr.anpuh.org/ Destaques: V Seminário de Pesquisa do Mestrado em História Social - Universidade Estadual de Londrina Lançamentos: Revista de História - FFLCH /USP Revista de Teoria da História Chamadas de artigos Revista NUPEM Eventos Evento Inaugural do Laboratório de Estudos Africanos - UFRJ Simpósio sobre o Centenário do Contestado III Simpósio Baiano de Arquivologia


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                sexta-feira, 1 de julho de 2011

                ** Revista de História

                 
                Revista de História
                Do USP Online


                A edição número 164 da Revista de História, publicação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, acaba de sair. Nessa edição, além dos artigos de fluxo, há um dossiê sobre ensino de história.
                A Revista de História é feita pelo Departamento de História e pelos Programas de Pós-graduação em História Social e em História Econômica da FFLCH. O conteúdo pode ser visto integralmente aqui.
                Mais informações: (11) 3091-3701, email revistahistoria@usp.br
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                  quinta-feira, 30 de junho de 2011

                  ** LEÁFRICA/UFRJ convida para palestra: "UMA TEORIA DA POLÍTICA DO COTIDIANO NA DIÁSPORA NEGRA" com o prof. Dr. MICHAEL HANCHARD, da Universidade Johns Hopkins.

                   
                  Caríssimos,

                  O  Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA) do Instituto de História da UFRJ convida para a sessão inaugural do EncontrÁfrica – uma série eventos em que pesquisadores sobre temas de África e da diáspora africana irão compartilhar suas trajetórias de investigação e os resultados de seus trabalhos com estudantes, professores e público interessado.
                  Nesse encontro, receberemos o Dr. MICHAEL HANCHARD, da Universidade Johns Hopkins, que falará sobre "UMA TEORIA DA POLÍTICA DO COTIDIANO NA DIÁSPORA NEGRA"

                  Dia e hora: 07/07/2011 (quinta-feira), às 14h
                  Local: Instituto de História da UFRJ – Largo de São Francisco nº1 – Centro – Rio de Janeiro, RJ, sala 113. Térreo.  A palestra será em Português.

                  O Dr. Hanchard é Presidential Professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade John Hopkins (EUA), foi pesquisador visitante da Universidade de Gana (África Ocidental) e da Universidade de West Indies (Jamaica). Fez pesquisa no Brasil, onde já esteve outras vezes, convidado para ministrar palestras e cursos. Recebeu, entre outros prêmios, o Ford Foundation Award para a pesquisa "Global Mappings: a Political Atlas of African Diaspora". É autor dos livros Party/Politics: Horizons in Black Political Thought. New York: Oxford University Press, 2006 e Orpheus and Power: Afro-Brazilian Social Movements in Rio de Janeiro and São Paulo, Brazil, 1945-1988. Princeton University Press, 1994. Suas pesquisas mais recentes discutem as implicações do racismo numa perspectiva que atravessa diferentes regiões da diáspora africana e do próprio continente, além de conceitos como afro-modernidade, discutindo políticas negras transnacionais em diálogo com teorias do nacionalismo.
                  Atenciosamente,

                  Prof. Dr. Silvio de Almeida Carvalho Filho
                  Profa. Dra. Mônica Lima e Souza


                  Este álbum possui 1 foto e estará disponível no SkyDrive até 28/09/2011.
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                    quarta-feira, 29 de junho de 2011

                    ** Simpósio Centenário do Contestado [1 Anexo]

                     
                    Prezados colegas e amigos
                       Em anexo, segue chamada de trabalhos e ficha de inscrição para o Simpósio sobre o Centenário do movimento do Contestado. Por favor, divulguem.
                       Maiores informações:
                       Grato,

                    _______________________________________
                           Paulo Pinheiro Machado
                           Fone: 55 48 9185 9055
                          Departamento de História
                    Universidade Federal de Sta. Catarina
                           pmachado@mbox1.ufsc.br
                    _____________________________________

                    1 de 1 arquivo(s)
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                      ** Olimpíada Nacional em História do Brasil recebe inscrições

                       

                      Competição do Museu 
                      Exploratório de Ciências da 
                      Unicamp envolve professores 
                      e alunos na resolução dos 
                      problemas propostos
                      (Vista de Olinda/Franz Post,1662)

                      Olimpíada Nacional em História do Brasil recebe inscrições

                      29/06/2011
                      Fonte: Agência FAPESP – O Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas (MC-Unicamp) está com inscrições abertas até 9 de agosto para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB).
                      Composta por cinco fases on-line e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos, com o objetivo de estimular o conhecimento e o estudo. A primeira fase da olimpíada começa em 15 de agosto. A fase presencial ocorrerá nos dias 15 e 16 de outubro, na Unicamp.
                      Podem participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história.
                      A ONHB premiará escolas, alunos e professores com medalhas e certificados de participação. A escola receberá doação de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.
                      Segundo os organizadores, o objetivo da Olimpíada Nacional em História do Brasil é trazer para o âmbito das ciências humanas a atividade de olimpíada, que estimula o conhecimento e o estudo, desperta talentos e aptidões e envolve os participantes em atividades de desafio construtivo.
                      Mais informações: olimpiada.museudeciencias.com.br/3-olimpiada
                      Conheça nosso perfil no Faceboock
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                        ** Quem Construiu Humaitá?

                         

                        Quem Construiu Humaitá?

                        30.06.2011
                        Fonte: «PRAVDA.Ru» 
                        Mário Maestri
                        Quem Construiu Humaitá?. 15235.jpeg 

                        Humaitá, a Sebastopol guarani, cerrava ameaçadora a navegação em direção a Asunción. Quando da guerra do Paraguai [1864-1870], o Império lamentava-se de ter contribuído, anos antes, à sua construção, para proteger o então aliado da ameaça de Juan Manoel de Rosas [1829-1832], senhor da Argentina. Após 1870, a paternidade da fortaleza seguiu sendo comumente apresentada pela historiografia brasileira como prova das boas disposições tupiniquins. Se o Império pretendesse atacar o Paraguai, jamais levantaria as fortificações que detiveram até inícios de 1868 a poderosa esquadra imperial.     
                        Durante a guerra, José Antônio Pimenta Bueno apresentou-se como idealizador da fortificação, quando representante do Império em Asunción [1844]. Em Memória publicada após sua morte, o marquês de São Vicente [1803-1878] registrou que sua contribuição consistira em recomendar, a Carlos Antonio López,  um "tenente-coronel prussiano" que combatera com os liberais mineiros. O oficial teria riscado o "plano de Humaitá" e "a planta estratégica da estrada desde o Passo da Pátria até Assumpção".
                        Em março de 1857, ao passar por Humaitá, o naturalista francês Aimé Bonpland [1773-1858] anotou que a mais forte defesa no rio Paraguai, com pouco mais de 120 canhões, fora levantada dois anos antes, quanto os "brasileiros subiram o rio [sic] com intenções hostis". Ou seja, quando da fracassada expedição enviada contra o Paraguai, em 1854-5, formada por quinze navios de guerra, 130 canhões, 2.061 marinheiros e três mil soldados, sob o comando do almirante Pedro Ferreira de Oliveira. Portanto, mais de dez anos após a visita de Pimenta Bueno ao Paraguai!
                        Aproveitando o estreitamento do rio, Humaitá sediara inicialmente uma humilde guarda destinada a proteger as estâncias orientais dos ataques dos nativos do Chaco. Em fins de 1844, quando o presidente paraguaio soube que chegava a expedição naval para impor pela força a abertura da navegação do Paraguai e a expansão das fronteiras imperiais, Humaitá fora artilhada a toque de caixa, sob as ordens de Francisco Solano López, general em chefe das forças armadas paraguaias.
                        Desse esforço surgiram, riscadas pelo coronel, engenheiro e cartógrafo húngaro, as primeiras fortificações  protegidas por parapeitos de madeira e terra, com 150 canhões, em doze baterias. Contratado por Solano López durante sua viagem à Europa, Franz Wisner de Morgenstern também escreveu, sob encomenda dos empregadores, biografia do doutor Francia, El Dictador del Paraguay: José Gaspar Francia, editada em 1923. Ele organizou a primeira flotilha e combateu nas tropas paraguaias durante o grande conflito, falecendo, em 1878, aos 74 anos, no país que o adotara.
                        Em 19 de fevereiro de 1868, após exasperante contemporização, navios imperiais realizariam a passagem de Humaitá, praticamente sem sofrer danos. O pintor Victor Meirelles [1832-1903] produziu, também em 1868, quadro homônimo para glorificar a operação, encomendado pelo governo. Com enorme exagero, a operação foi registrada como grande feito naval do Império. Nesse então, os anacrônicos canhões paraguaios já não causavam danos aos modernos encouraçados imperiais. Com alguma decisão, a operação teria sido realizada muito antes, como exigira o general argentino Bartolomé Mitre, acusado de querer ver soçobrar em Humaitá a ameaçadora frota imperial!
                        • Mário Maestri, 63, é professor do Curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net
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