Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

** Estudo investiga a vida nos cárceres secretos da Inquisição portuguesa

 

Estudo investiga a vida nos cárceres secretos da Inquisição portuguesa



Fonte: FAPERJ - Débora Motta


                                            Reprodução
  
   Com o lema "Misericórdia e Justiça",
   a Inquisição perseguia os "hereges"
Ao longo da história, muitos embates foram travados em nome da fé. As perseguições promovidas pela Inquisição portuguesa são um desses capítulos turbulentos. Um estudo da Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, Daniela Buono Calainho, historiadora e professora da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), analisa aspectos pouco conhecidos do cotidiano dos prisioneiros nos cárceres do Tribunal do Santo Ofício português, entre os séculos XVII e meados do XVIII. Este período é considerado o ápice das perseguições inquisitoriais em Portugal e no resto do Império português, inclusive no Brasil, à época ainda colônia.

Nessa época, o Tribunal da Inquisição em Portugal tinha sede em três cidades: Lisboa, Évora e Coimbra. "Todos os processos dos réus oriundos do Brasil eram remetidos para o tribunal lisboeta, o maior deles", explica a professora, lembrando que a primeira visita da Inquisição ao Brasil ocorreu em 1591, na Bahia. Para repreender as heresias – transgressões aos dogmas da Igreja católica –, instituiu-se na colônia uma figura permanente a serviço da Inquisição: a do familiar. Considerado um cargo de grande prestígio da Inquisição, o familiar era responsável por recolher denúncias sobre os "hereges", prender os suspeitos e acompanhar os presos nos autos de fé, ocasião em que se lia publicamente as sentenças dos réus, para então queimar aqueles que eram considerados "relaxados ao braço secular".

Uma das maiores heresias aos olhos da Inquisição, que atuou no contexto da Contra-Reforma – movimento criado para fortalecer a fé católica em resposta ao avanço do protestantismo –, era a prática do judaísmo pelos cristãos-novos. "Os hereges mais perseguidos pela Inquisição foram os cristãos-novos, ou seja, os judeus que, convertidos ao cristianismo, eram suspeitos de continuar crendo e praticando sua religião original", explica Daniela Calainho. Entre outros "hereges" perseguidos frequentemente estavam os bígamos, que em alguns casos deixavam as mulheres em Portugal e se casavam pela segunda vez, ao chegar a um novo lugar do Império português; os sodomitas, isto é, os homossexuais; os feiticeiros, ou indivíduos que se dedicavam ao exercício da magia; os blasfemadores, aqueles que desacatavam os dogmas católicos pela palavra; os mouriscos, muçulmanos convertidos ao cristianismo que insistiam em professar a antiga fé; e os protestantes.

Condições degradantes nos cárceres de Lisboa


 Reprodução
        
 Lista dos condenados aos autos de fé:
 conduta pessoal era monitorada de perto


O estudo da historiadora Daniela Calainho tem como enfoque os bastidores dos cárceres da Inquisição de Lisboa, localizados no mesmo prédio do Tribunal do Santo Ofício da capital. Em um minucioso levantamento de dados, realizado ao longo de algumas viagens à capital lusitana, desde 2009, a pesquisadora investigou detalhes como de que maneira os réus se comunicavam e como eram as reais condições de vida dos prisioneiros. "Analisamos aspectos como os níveis de comunicabilidade e de sociabilidade possíveis dentro do espaço do cárcere, além do grau de comprometimento físico e emocional dos presos condenados a diversas penas inquisitoriais", resume.

De acordo com a historiadora, 95% das informações que serviram como base para a pesquisa foram encontradas no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Entre os documentos, destacam-se os Regimentos inquisitoriais de 1613, 1640 e 1774, que forneceram pistas sobre como o Santo Ofício organizava seu sistema prisional, os funcionários envolvidos e as relações do tribunal com os presos; os Livros do alcaide dos cárceres, contendo dados pessoais dos presos, locais específicos onde estavam, pedidos variados, petições e ocorrências; os Processos dos diferentes delitos do foro inquisitorial, para descrever o cotidiano dos cárceres, as condições físicas dos detentos e suas relações com o poder inquisitorial; e as Visitas de inspeção ao Tribunal de Lisboa em 1643, 1649 e 1658, ocasião em que se averiguava a conduta moral e ética dos funcionários e sua relação com os presos, além das condições dos cárceres e dos prédios onde funcionava o tribunal.       

Para além da complexa burocracia que regia os procedimentos da Inquisição, os documentos revelam as condições de vida nada favoráveis dos calabouços. Lúgubres, insalubres, de higiene precária, escuros e com muitos presos em cada cela. Os réus eram presos enquanto ainda aguardavam o julgamento dos processos, que geralmente transcorriam durante anos a fio, em segredo, obrigando-os a aguardar a decisão final dos inquisidores em meio a inúmeras sessões de inquirições e tortura. "Dificilmente alguém era absolvido. Depois de longos anos de prisão, eles geralmente eram condenados a várias penas, entre elas o degredo ou a temida fogueira", afirma a pesquisadora.

Aliás, a ideia do segredo dos processos era muito cara ao funcionamento da Inquisição ibérica. "Os próprios calabouços da Inquisição eram chamados de 'cárceres do secreto'", explica Daniela Calainho. Ela conta que os prisioneiros não podiam receber visitas nem contar nada do que se passava lá dentro. Além disso, mesmo sem saber o porquê, eram presos e obrigados a confessar o motivo pelo qual imaginavam ter sido presos. "O ato de confessar as heresias era valorizado", completa a historiadora, acrescentando que outra questão comum que afetava a sociabilidade dos réus nos calabouços eram as denúncias entre os próprios colegas de cela, devido a questões como a prática do judaísmo.

A atuação dos médicos e dos barbeiros nos "cárceres do secreto" também foi considerada pela pesquisadora. Estes profissionais eram responsáveis pelo cuidado dos réus e por atestados deliberativos de comutação das penas, isto é, pela substituição de uma sanção por outra menos grave. "Médicos e barbeiros deliberavam sobre as condições dos réus e se responsabilizavam sobre sua integridade física, de modo que cumprissem suas penas e saíssem de lá vivos. Sua presença também era imprescindível nas sessões de tormento, para avaliar a capacidade dos réus de suportá-las", diz a historiadora.

Daniela Buono Calainho é autora de dois livros sobre a Inquisição: Agentes da fé: Familiares da Inquisição portuguesa no Brasil colonial, de 2006, da editora Edusc, de São Paulo; e Metrópole das mandingas: Religiosidade africana e Inquisição portuguesa no antigo regime, lançado pela editora Garamond, em 2008, com apoio do Programa de Auxílio à Editoração (APQ3), da FAPERJ. Para ela, estudar a vida nos "cárceres do secreto" pode ajudar a esclarecer uma parte ainda obscura da história. "O estudo dos cárceres inquisitoriais pode nos levar à compreensão da construção da autoridade e dominação da Inquisição sobre a própria sociedade, por meio da pedagogia do medo", conclui.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

** Nota escrita quando da morte de Nelson Werneck Sodré.

 
A Morte de um General Diferente

Mário Maestri*

Com o falecimento, em 13 de janeiro, de Nélson Werneck Sodré, o Brasil perde um dos seus mais longevos e brilhantes pensadores. Werneck Sodré nasceu, em 1911, e ingressou, ainda jovem, na carreira militar, onde alcançou o generalato. Desde jovem oficial, dedicou-se ao estudo da sociedade brasileira, publicando, em 1938, com apenas 27 anos, seus dois primeiros livros, Panorama do Segundo Império e História da literatura brasileira : seus fundamentos econômicos. 
O título do segundo livro - que, ampliado, conheceu inúmeras reedições –assinalava já a opção metodológica do autor. De seu debut como escritor até sua morte, Sodré dedicou-se à análise materialista da sociedade brasileira. Apesar de ter-se consagrado sobretudo como historiador, produziu vastíssima obra abordando diferentes aspectos da formação social brasileira - literários, geográficos, sociológicos, políticos, etc.
Nos anos quarenta, cinqüenta e sessenta, Sodré desempenhou singular importância na formação da intelectualidade brasileira, em geral, e de esquerda, em particular. O fato de ter sido o mais brilhante defensor da existência de relações semi-feudais no passado`do Brasil,  tese defendida pelo Partido Comunista Brasileiro, então maior partido da esquerda do país, determinou forte desvalorização de sua produção teórica, quando da crise daquela organização, golpeada pelo golpe de 1964.
Antes e após o golpe, diversos pensadores de esquerda propunham, em oposição a essa leitura, o caráter capitalista acabado da sociedade brasileira e, portanto, um programa socialista para o país. Na época, a ideologização da discussão historiográfica levou a que parcelas da intelectualidade e da militância de esquerda negassem, em bloco, a produção de Sodré.  O debate entre passado semi-feudal e capitalista seria superado, em 1978, por Jacob Gorender, dirigente dissidente do PCB, ao propor uma essência escravista do Brasil, até 1888, em O escravismo colonial.
Intelectual e politicamente ativo após a redemocratização, Sodré permaneceu, com Oscar Niemeyer, também de sua geração, ao lado de Luiz Carlos Prestes, quando o velho secretário-geral rompeu com o PCB, acusando sua direção de revisionismo. Na década de 80, sob a pressão da maré neoliberal, o marxismo conheceu forte desprestígio entre a intelectualidade, sendo praticamente defenestrado dos cursos universitários de história, sociologia e letras. Nesses anos, intelectuais de esquerda abandonaram suas posições sob a pressão da conjuntura hostil. Mesmo após o fim da URSS, o velho general perseverou em suas concepções.
Nesses anos, construiu-se uma quase conspiração de silêncio em torno da obra de Sodré. Diversas gerações de cientistas sociais formaram-se escutando que o velho pensador constituia anacronismo que se negava a render-se aos novos tempos. Em geral, essa desqualificação foi realizada sem o estudo da obra em questão, não raro, por críticos que não a conheciam. Tal era essa ignorância que os próprios críticos continuaram veiculando conteúdos, corretos e incorretos, atuais ou vencidos, cunhados ou difundidos pelo historiador, em sua vasta produção.
A negativa a uma apreciação sistemática da obra de Sodré devido a seu conteúdo e opções metodológicas determinou verdadeiro empobrecimento das ciências sociais brasileiras. Na sua práxis historiográfica, esse autor aventurou-se por sendas, sobretudo historiográficas, que décadas mais tarde seriam apresentadas, como último grito da pós-modernidade, em geral num sentido conservador. Em seus livros encontram-se páginas magistrais sobre a história da vida quotidiana e das mentalidades; sobre as relações entre história e literatura; sobre aspectos variados e inusitados da história política, etc.
Sodré distinguiu-se também pela plena consciência dos nexos essenciais que unem, também nas ciências sociais, forma e conteúdo. Por ter escrito sua obra com virtuosismo de artista e de artífice, a leitura de muitos de seus livros permitem verdadeiro prazer estético.
A obra sodreana construiu-se através de seis décadas. Um dedo a mais da metade de história republicana do Brasil! Ela constitui tentativa de reflexão sistemática, a partir do método marxista, da sociedade brasileira, passada, presente e futura, e singular registro da evolução de importante vertente da intelectualidade nacional.
A historiografia e o movimento social brasileiro batem comovidos continência diante do velho general que entra, de cabeça erguida, para as páginas da história que tanto amou.

* Mário Maestri  é historiador
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

** Evento debate relação de pesquisadores com a fonte arquivista

 
 
Evento debate relação de pesquisadores com a fonte arquivista
 
Fonte: UFOP

De 01 a 03 de junho será realizado no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) o "I Encontro Regional de Pesquisadores em História de Minas Gerais". O evento pretende ampliar o espaço de discussão dos estudantes de graduação de História.

O Encontro é uma iniciativa dos alunos do curso de História da UFOP, motivados pelas comemorações dos 300 anos das Vilas do Ouro, criadas em 1711 pelo governo português. A quantidade de arquivos históricos acumulados na região ao longo dos anos levou os alunos a promoverem o debate da relação do pesquisador! com a fonte arquivista.

No encontro haverá mesas redondas e conferências. Mais informações e a programação completa no
blog do evento. 
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** Convite - Palestra sobre Análise de Cenários Estratégicos / UFF

 
 Prezados (as),
Gostaríamos de convidar a comunidade de pesquisadores para Palestra  -  Análise de Cenários Estratégicos -  a ser proferida pelo Cel. Paulo Roberto Laraburu (ex-chefe do Centro de Estudos Estratégicos - CEEEx).
O evento será realizado no dia 8 de Junho de 2011 no Auditório do Bl O 2º andar, Universidade Federal Fluminense / Campus Gragoatá.
Att,
Marcial Suarez

--
Prof. Dr. Marcial A. Garcia Suarez
Departamento de Ciência Política
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia - ICHF
Universidade Federal Fluminense
Campus do Gragoatá – Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis, Bloco O.
São Domingos – Niterói CEP 24210-201 – RJ – Brasil
http://www.uff.br/ichf

Ph.D Marcial A. Garcia Suarez
Political Science
Philosophy and Humans Science Institute
Fluminense Federal University
Campus do Gragoatá – Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis, Bloco O.
São Domingos – Niterói CEP 24210-201 – RJ – Brasil
http://www.uff.br/ichf

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** Seminário 110 anos do Correio da Manhã 14 e 15 junho

O Arquivo Nacional convida:



ENTRADA FRANCA

Promoção Institucional – Coordenação-Geral de
Acesso e Difusão Documental
Arquivo Nacional
tel. 2179 1291





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Fabrício Augusto Souza Gomes




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    ** Nota de Falecimento - Profa. Eulália Lobo

     
    Faleceu hoje a professora Eulália Lobo, historiadora com grande produção nas áreas de história econômica, movimentos sociais, com ênfase para movimento operário e, ultimamente, migrações, destacando-se a imigração portuguesa. Foi uma pioneira no estudo sobre história urbana e imigração. Culta, erudita e educada, deu grande contribuição ao avanço das pós-graduações em História no Brasil, tendo orientado muitos professores universitários que lecionam Brasil afora. Era professora da UFRJ, de onde foi cassada pelo regime autoritario, da UFF e membro do IHGB


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    Fabrício Augusto Souza Gomes





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    ** Notícias ANPUH-PR 01-06-2011

     


    Veja em Notícias ANPUH/PR http://www.pr.anpuh.org/


    Chamadas: 
    Revista NUPEM

    Lançamentos:
    Novo número da Revista  Tempo, Espaço e Linguagem

    Eventos:

    Centenário de Nelson Werneck Sodré

    IV Colóquio LEIR-UFOP - Poderes e Narrativas no Império Romano

    Colóquio Internacional  300-800: Entre a Antinguidade Tardia e a Alta Idade Média

    Encontro Internacional Franco-Brasileiro - Aristocracia e Igreja na Idade Média

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    ** Chamada Revista NUPEM

     
    CHAMADAS DE TEXTOS

    O Conselho Editorial da Revista NUPEM comunica que está aberta a chamada de trabalhos (Entrevista, Artigo, Notícias de Pesquisa, Resumo, Resenha) para os números 4 e 5 com previsão para publicação no primeiro e segundo semestres de 2011.
    • Chamada para número 4 de 2011: Área de História - Até 12 de fevereiro de 2011;
    • Chamada para número 5 de 2011: Área de Educação - Até 05 de junho de 2011.
    Os textos devem observar as normas de publicação apresentadas no site http://www.fecilcam.br/nupem/revistanupem/, link 'NORMAS'.
    Conselho Editorial
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    ** Novo Número Revista Tempo, Espaço e Linguagem

     
     
    Novo Número Revista TEL
    Prezados,

    É com satisfação que lançamos mais um número da Revista Tempo, Espaço, Linguagem (TEL) com as seguintes colaborações:

    Artigos
    Subjetividade e Relativismo na História
    José Costa D'Assunção Barros

    A Catástrofe da Iara e o Reconhecimento de Cobra Norato: duas lendas brasileiras na perspectiva do trágico
    Felippe Estevam Jaques

    Rituais fúnebres da Igreja Católica de rito ucraniano em Prudentópolis
    Juliane Martenovetko, João Carlos Corso

    História, memória e identidade: considerações acerca da ocupação da região de Entre Rios feita pelos suábios do Danúbio no Paraná (1951 – 1971)
    Monique Gärtner e Ariel Pires

    Ensaios
    Memória (lembrança), esquecimento e representação em uma cinebiografia do século XX: "nós que aqui estamos por vós esperamos".
    Júlia Silveira Matos

    Resenhas
    A história ou a leitura do tempo
    Rodrigo Gomes de Araujo, Fabrícia Minetto

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    Aproveitamos a oportunidade para convida-lo a acessar o versão online da Revista e colaborar com a próxima edição.

    Os Editores


    --
    Hélio Sochodolak
    UNICENTRO - campus de Irati - PR
    DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA




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    ** Seminário Internacional "Relações Sul- Sul", 13 e 14 de junho de 2011

     
    Prezados senhores,


    Solicitamos, por gentileza, divulgação do Seminário Internacional Relações Sul-Sul: Coalizões Políticas e Cooperação para o Desenvolvimento entre seus contatos.


    O folder com a programação completa.

    Cartaz. Seminário Relações Sul-Sul.jpg



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    ** II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DA UFMS/CPTL

     
    Prezados Colegas
    Entre os dias 25 e 28 de Outubro vamos promover o II Simpósio Internacional de História e a XIV Semana de História da UFMS, Campus de Três Lagoas. Até o dia 30 de maio estamos recebendo as propostas de coordenadores de Simpósios Temáticos e de ministrantes de Minicursos.
    O tema geral do evento deste ano é "Cultura e Religiosidade: abordagens e métodos". As propostas de Simpósios Temáticos e de Minicursos não precisam estar ligadas à temática do Evento, podendo versar sobre as diversas faces da História, bem como de outras áreas como a Antropologia, a Geografia, as Letras, as Ciências Sociais, e demais áreas.

    No site do evento encontra-se o formulário e o endereço para a inscrição de Simpósios Temáticos e Minicursos: http://xivsemanadehistoria.webnode.com.br/

    Aproveito para encaminhar, em anexo, o segundo Boletim Campus Histórico do PET-História.

    Obrigado a todos
    ATT
    Vitor Oliveira
    Prof. Ronaldo (Coordenador do Evento)



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    SÁBADO RESISTENTE DISCUTE A COMISSÃO DA VERDADE E HOMENAGEIA CBA-SÃO PAULO. Dia 4 de junho de 2011 - SP-

     
    Carta O Berro..........................................................repassem

     





    SÁBADO RESISTENTE

    DISCUSSÃO DA COMISSÃO DA VERDADE

    E

    HOMENAGEM AOS FUNDADORES DO
    COMITÊ BRASILEIRO PELA ANISTIA EM SÃO PAULO


    SÁBADO
    4 de junho 2011

    14h00

    MEMORIAL DA RESISTÊNCIA

    Largo General Osório 66
    LUZ






    SÁBADO RESISTENTE DISCUTE A COMISSÃO DA VERDADE
    E PRESTA HOMENAGEM AOS FUNDADORES DO CBA-SÃO PAULO
    A ferramenta necessária para o esclarecimento definitivo da História da ditadura militar no Brasil 

    As Comissões da Verdade vêm sendo amplamente utilizadas no mundo, como uma forma definitiva de esclarecer o passado histórico. A sua implementação no Brasil permitirá reinserir no debate social a questão do autoritarismo e suas nefastas consequencias, promovendo a reflexão e, principalmente, prevenindo a eventualidade de políticas que continuem a esconder a Verdade e permitindo a continuação de abusos e violações de Direitos Humanos.  
    Com o lançamento do 3º Programa de Direitos Humanos (PNHD-3) em dezembro de 2009, o eixo "Direito à Memória e à Verdade" tornou-se um dos eixos principais da política dos Direitos Humanos no País e o lançamento de uma "Comissão Nacional da Verdade" um de seus imperativos. A recente sentença da Corte Interamericana no caso da Guerrilha do Araguaia também obriga o Governo Brasileiro a instituir finalmente no país este instrumento de Verdade e Justiça. Desde o mes de maio de 2010, foi enviado ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 7673, que estabelece a Comissão da Verdade. No entanto, até esta data, embora muito discutido na imprensa falada, escrita e televisada, pouco se avançou no Congresso para que este P/L fosse aprovado.
    Para debater sobre os fundamentos, objetivos, parâmetros e características das Comissões da Verdade e sobre os aspectos de Justiça e Paz diretamente relacionados com a Comissão a ser instalada, uma vez o projeto aprovado, o Sábado Resistente do próximo dia 4 de junho quer dar a sua contribuição para que a mobilização social necessária em torno desse importante tema seja o resultado de um  conhecimento mais aprofundado e efetivo.
    Na ocasião será distribuída, de forma gratuita, a Cartilha "Comissão da Verdade – Por que, o que é e o que temos que fazer", preparada pelo Núcleo de Preservação da Memória Política. 

    Antes do debate,  serão homenageados os que lutaram para que o  Comitê Brasileiro da Anistia (CBA) de São Paulo  tivesse um papel fundamental na Luta pela Anistia.

    PROGRAMAÇÃO
    14h00:    Boas vindas –  Marcelo Araujo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo 
                 Apresentação – Alípio Freire do Núcleo Memória
    14h30:  A luta pela Anistia – Homenagem aos fundadores/lutadores do CBA-SP (Comitê Brasileiro pela Anistia) 
    15h00:  Moderadora – Profa. Dra. Deisy Freitas Lima Ventura
    Professora de Direito Internacional e Presidente da Comissão de Cooperação internacional do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP). Doutora em Direito Internacional e Mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne, mestre em Integração Latino-americana da Universidade Federal de Santa Maria e graduada em Direito.

    PARTICIPANTES 
    Prof. Dr. Paulo Abrão
    Secretário Nacional de Justiça e Presidente da Comissão de Anistia. doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Unisinos e especialista em Direitos Humanos e Processos de Democratização pela Universidade do Chile.  Professor  da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e professor convidado do Curso de Mestrado em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB).

    Dr. Belisário dos Santos Junior
    Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, mestre em Legislação Penal Especial (pela FaDUSP) . Foi Secretario da Justiça e da Defesa da Cidadania entre 1995 e 2000. Membro da Comissão Justiça e Paz desde 1992; foi advogado de presos e perseguidos políticos durante os anos da ditadura. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB e Presidente da associação de Advogados Latino Americanos pela Defesa dos Direitos Humanos 

    Dra. Marcie Mersky
    Diretora do Centro Internacional para a Justiça de Transição – ICTJ. Nasceu nos Estados Unidos, mas viveu nos últimos 25 anos na América Latina, onde foi consultora sênior das Nações Unidas na Guatemala durante os trabalhos da Comissão da Verdade naquele país, exercendo o papel de coordenadora do relatório final. Possui mestrado pela Universidade de Harvard; atuou no grupo "Orientando as Comissões da Verdade"; e foi funcionaria das Nações Unidas na Comissão que investigou  as causas do assassinato de Benazir Bhutto, no Paquistão.  

     
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    dia 4 de junho de 2011
    14 horas
    Largo General Osório, 66 - Luz

    Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes
    têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.





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    Esquecer NUNCA!

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    Atividade nos últimos dias:
        **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

                                                                                                        Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
     
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