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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

** [Carta O BERRO] PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de Sônia Maria de Moraes Angel Jones -XIII-

Carta O Berro..........................................................repassem



Sônia Maria de Moraes Angel Jones

 


Militante da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN).

Nasceu em 9 de novembro de 1946, em Santiago do Boqueirão, Estado do Rio Grande do Sul, filha de João Luiz Moraes e Cléa Lopes de Moraes.

Foi morta aos 27 anos em 1973, em São Paulo.

Estudou no colégio de Aplicação da antiga Faculdade Nacional de Filosofia e, posteriormente, na Faculdade de Economia e Administração da UFRJ, mas não chegou a se formar, sendo desligada pelo Decreto nº477, de 24 de setembro de 1969.

No Rio, trabalhava como professora de Português no Curso Goiás.

Casou-se, em 18 de agosto de 1968, com Stuart Edgar Angel Jones, militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).

Em 1° de Maio de 1969, foi presa por ocasião das manifestações de rua na Praça Tiradentes/RJ com mais três estudantes, levada para o DOPS e, posteriormente, para o Presídio Feminino São Judas Tadeu. Somente foi libertada em 6 de agosto de 1969, quando foi julgada e absolvida por unanimidade pelo Superior Tribunal Militar. Passou a viver na clandestinidade.

Em maio de 1970 exilou-se na França, onde se matriculou na Universidade de Vincennes e, para se sustentar, trabalhou na Escola de Línguas Berlitz, em Paris, onde lecionava Português.

Com a prisão e desaparecimento de Stuart pelos órgãos brasileiros de repressão política, Sônia decidiu voltar ao Brasil para retomar a luta de resistência. Ingressou na ALN e viajou para o Chile, onde trabalhava como fotógrafa. Posteriormente, em maio de 1973, retornou clandestinamente ao Brasil, indo morar em São Paulo. Em 15 de novembro de 1973 alugou um apartamento em São Vicente, junto com Antônio Carlos Bicalho Lana, com quem se unira. Seu apartamento passou a ser vigiado, sendo presa, juntamente com Antônio Carlos, no mesmo mês, por agentes do DOI-CODI/SP, tendo o II Exército divulgado a notícia de que morrera, após combate, a caminho do hospital (O globo 1º de dezembro de 1973).

Foi assassinada sob torturas no dia 30 de novembro de 1973, juntamente com Antônio Carlos Bicalho Lana.

A autópsia assinada pelos legistas Harry Shibata e Antônio Valentine, apenas descreve as perfurações das balas, sem nada mencionar das torturas sofridas. Afirmam que o crânio sofreu corte característico da autópsia e que examinaram detidamente o corpo.

Durante quase vinte anos a família investigou os fatos relacionados à prisão, tortura e assassinato de Sônia e Antônio Carlos.

Como resultado dessas investigações, a família produziu o vídeo "Sônia Morta e Viva", dirigido por Sérgio Waismann.

A prisão do casal, em São Vicente, foi detalhadamente planejada, como constatou sua família, durante as investigações junto aos empregados do prédio em que Sônia e Antônio Carlos moravam. Ela costumava, assim que se mudou, tomar banho de sol numa prainha ligada ao prédio e, desde então era observada de um prédio próximo por agentes policiais, através de uma luneta. Dias depois, os mesmos agentes comunicaram aos empregados do prédio que moravam ali dois terroristas muito perigosos e para justificar tal afirmativa "empregaram-se" como funcionários do prédio e passaram a observá-los mais de perto. Certa manhã, bem cedo, quando Antônio Carlos e Sônia pegaram o ônibus da Empresa Zefir, já havia dentro do ônibus alguns agentes, inclusive uma senhora vestida de vermelho. Ao mesmo tempo, nas imediações da agência do Canal 1, São Vicente, já se encontravam vários agentes à espera de que um deles, pelo menos, descesse para adquirir passagens, pois as mesmas não eram vendidas no ônibus. Até hoje, a família não pôde precisar o dia exato da prisão, possivelmente num sábado, depois do dia 15 de novembro, fato este testemunhado por Celso Pimenta, motorista do ônibus, e Ozéas de Oliveira, vendedor de bilhetes, ambos da Agência Zefir.

Existem duas versões a respeito da prisão, tortura e assassinato de Sônia e Antônio Carlos.

A versão do primo do pai de Sônia, coronel Canrobert Lopes da Costa, ex-comandante do DOI-CODI de Brasília, amigo pessoal do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do DOI-CODI de São Paulo: depois de presa, do DOI-CODI de São Paulo foi mandada para o DOI-CODI do Rio de Janeiro, onde foi torturada, estuprada com um cassetete e mandada de volta a São Paulo, já exangüe, onde recebeu dois tiros.

A versão do Sargento Marival Chaves, membro deo DOI-CODI/SP: Sônia e Antônio Carlos foram presos e levados para uma casa de tortura na Zona Sul de São Paulo onde ficaram de cinco a dez dias, até morrerem, dia 30 de novembro de 73 e foram colocados, no mesmo dia, à porta do DOI-CODI/SP, para servir de exemplo. Ao mesmo tempo, foi montado um "teatrinho" – termo usado pelo sargento – para justificar a versão oficial de que foram mortos em conseqüência de tiroteio, no mesmo dia 30 (metralharam com tiros de festim um casal e os colocaram imediatamente num carro).

Versão oficial publicada dia 1° de dezembro de 1973 em dois jornais: "O Globo" e "O Estado de São Paulo": Morte de Sônia e Antônio Carlos, a caminho do Hospital, após tiroteio em confronto com os agentes de segurança, na Avenida de Pinedo, no Bairro de Santo Amaro, cidade de São Paulo, altura do n° 836, às 15 horas.

No arquivo do antigo DOPS/SP foi encontrado um documento da Polícia Civil de São Paulo-Divisão de Informações CPI/DOPS/SP que diz: "Consta arquivado nesta divisão uma cópia xerográfica do Laudo de Exame Necroscópico referente à epigrafada com data de 20 de novembro de 1973." (Teve o laudo assinado antes de morrer?).

Apesar de haverem identificado Sônia Maria, os seus assassinos enterraram-na, como indigente, no Cemitério Dom Bosco, em Perús, sob o nome de Esmeralda Siqueira Aguiar. A troca proposital do nome de Sônia, demonstra a clara tentativa dos órgãos de repressão em esconder seu cadáver. A família de Sônia conseguiu obter através de processo de número 1483/79 na 1ª Vara Civil de São Paulo, a correção de identidade e retificação do Registro de Óbito.

Oficialmente morta, a família pôde transladar seus restos mortais para o Rio de Janeiro, em 1981.

Em 1982, na tentativa de apuração das reais circunstâncias da morte de Sônia, através de processo movido contra Harry Shibata, médico do IML/SP que atesta sua morte (inclusive assinando o atestado de óbito sob o nome falso e o laudo com nome verdadeiro), o IML/RJ constatou que os ossos entregues à família, enterrados no Rio de Janeiro, eram de um homem.

Para sepultar dignamente os restos mortais de Sônia, a família teve que fazer várias exumações, que chegaram a seis. A última exumação apresentava um crânio, sem o corte característico de autópsia e a família não aceitou os restos mortais, por desconfiar que seria mais um engano do Instituto Médico Legal de S. Paulo.

Em um de seus depoimentos à CPI realizada na Câmara Municipal de S. Paulo, Harry Shibata declarou que a descrição feita no laudo necroscópico de que houve corte de crânio, não corresponde à verdade, uma vez que essa descrição é apenas uma questão de praxe. Assim declarando, assumiu a farsa com que eram feitos os laudos.

Após serem identificados pela UNICAMP, seu restos mortais, finalmente, foram trasladados para o Rio de Janeiro no dia 11 de agosto de 1991.

De seu pai, o Tenente-Coronel da Reserva do Exército Brasileiro e professor de matemática, João Luiz de Morais:

"Sônia Maria Lopes de Moraes, minha filha, teve seu nome mudado após o seu casamento com Stuart Edgar Angel Jones, para Sônia Maria de Moraes Angel Jones. Ambos foram torturados e assassinados por agentes da repressão política, ele em 1971 e ela em 1973. Minha filha foi morta nas dependências do Exército Brasileiro, enquanto seu marido Stuart Edgar Angel Jones foi morto nas dependências da Aeronáutica do Brasil.Tenho conhecimento de que, nas dependências do DOI-CODI do I Exército, minha filha foi torturada durante 48 horas, culminando estas torturas com a introdução de um cassetete da Polícia do Exército em seus órgãos genitais, que provocou hemorragia interna.

Após estas torturas, minha filha foi conduzida para as dependências do DOI-CODI do II Exército, local em que novas torturas lhe foram aplicadas, inclusive com arrancamento de seus seios. Seu corpo ficou mutilado de tal forma, a ponto de um general em São Paulo ter ficado tão revoltado, tendo arrancado suas insígnias e as atirado sobre a mesa do Comandante do II Exército, tendo sido punido por esse ato. Procedi a várias investigações em São Paulo, visando a aferição desses fatos, inclusive tentando manter contato, porém sem êxito, com esse General, tendo tido notícia de que o mesmo sofrera derrame cerebral, estava passando mal e de que sua família se opunha a qualquer contato e a qualquer referência aos fatos relativos a Sônia Maria.

As informações sobre as torturas, o estupro, o arrancamento dos seios de Sônia Maria e os tiros, me foram prestadas pessoalmente pelo coronel Canrobert Lopes da Costa e pelo advogado Dr. José Luiz Sobral. Minha filha, em sua militância política, utilizava o nome de Esmeralda Siqueira Aguiar. Em 1° de dezembro de 1973, ao ler no Jornal "O Globo" vi uma notícia sobre Esmeralda Siqueira Aguiar. Viajei imediatamente em companhia de minha mulher Cléa, de minha cunhada Edy, de minha outra filha, Ângela, e de meu futuro genro, Sérgio, para a cidade de São Vicente, dirigindo-me diretamente para a Rua Saldanha da Gama, 163, apto. 301, local onde residia Sônia Maria. Ao chegar a esse local, à noite, encontrei-o ocupado por alguns homens, em torno de 5 (cinco) ao que me recordo, membros das Forças da Segurança. Ao me recusar entregar minha carteira de identidade, cheguei a ser agredido. Após ter sido agredido, ameaçado de ser atirado do 3°andar e de ser metralhado por esses homens, consegui comunicar-me com o superior-de-dia do II Exército, em São Paulo, quando então, após identificar-me como Tenente-Coronel, consegui deste uma determinação por telefone diretamente a um dos 5 membros das Forças da Segurança, que me libertassem, mediante o compromisso de dirigir-me para um hotel em São Paulo, onde fiquei juntamente com minha mulher à disposição do II Exército e no dia seguinte prestei depoimentos no DOI-CODI.

Durante esse depoimento, indaguei aos interrogadores a respeito do paradeiro do corpo de minha filha, sendo que um destes respondeu que o corpo só poderia ser visto com a autorização do Comandante do II Exército.

Na tarde desse mesmo dia, viajei para o Rio de Janeiro em companhia de minha mulher para conversar com meu amigo, General Décio Palmeiro Escobar, Chefe do Estado Maior do Exército, já falecido, o qual me deu uma carta para ser entregue ao General Humberto de Souza Mello, carta essa em que o General Décio pedia "ao ilustre companheiro e amigo" que me liberasse, assim como minha mulher, de São Paulo, pois necessitávamos permanecer no Rio, onde dirigíamos um Colégio, bem como fosse liberado o corpo de Sônia para um sepultamento cristão.

Regressando a São Paulo em companhia de minha mulher, no dia seguinte, dirigi-me ao Quartel do II Exército para entregar a mencionada carta, sendo certo que o General Humberto não quis receber-me, e a carta foi levada pelo então Coronel Hugo Flávio Lima da Rocha, que, ao voltar do gabinete do General, deu a seguinte resposta: "o General manda te dizer que, por causa desta carta, você está preso a partir deste momento" e, como seu velho companheiro de Realengo, faço questão de, pessoalmente, levá-lo para o Batalhão da Polícia do Exército. No Batalhão da Polícia do Exército, fiquei preso durante 4 (quatro) dias, vindo a ser liberado, sem maiores explicações mas com a recomendação de que "regressasse ao Rio, nada falasse, não pusesse advogado e aguardasse em casa o atestado de óbito de Sônia que seria remetido pelo II Exército e, quanto ao corpo, não poderia vê-lo pois havia sido sepultado".

Somente decorridos muitos anos pude entender minha prisão, ou seja, naqueles dias Sônia Maria ainda estava viva e sendo torturada e, na medida em que era mantido preso, era possível evitar minha interferência, ao mesmo tempo que, com essa prisão, buscavam amedrontar toda a família.

Apesar do desespero, das ameaças e do conseqüente apavoramento, a família continuou insistindo em conhecer os detalhes sobre a morte de Sônia Maria e, nessa procura, o referido advogado, José Luiz Sobral, que se dizia amigo comum da família e do General Adir Fiúza de Castro, então Comandante do DOI-CODI do Rio de Janeiro, prontificou-se em obter esclarecimentos diretamente com esse General. O Dr. José Luiz Sobral, ao retornar das dependências do DOI-CODI do I Exército, claudicava um pouco, e insinuava 'ter levado umas cassetadas', trazendo-me um presente inusitado: um cassetete da Polícia do Exército, mandado pessoalmente pelo General Fiúza para a família, com a recomendação que não falasse mais sobre o assunto, pois 'todos estavam falando demais'.

Na ocasião, a família guardou o cassetete sem lhe dar maior importância e só recentemente, há uns 2 (dois) anos, é que pude fazer a interligação dos acontecimentos, ou seja, conclui estarrecido que o verdadeiro significado desse presente é que o mesmo General Fiúza nos enviava, como advertência, o próprio instrumento que provocara a morte de Sônia Maria. Este cassetete se encontra em meu poder, podendo ser apresentado a qualquer tempo.

A partir da morte de Sônia, todo final de semestre, nas Declarações de Herdeiros que prestava ao Ministério do Exército, colocava Sônia Maria Lopes de Moraes como minha herdeira, assinalando sempre que 'presumivelmente morta pelas Forças de Segurança do II Exército, deixo de apresentar a certidão de óbito porque não me foi fornecida ainda pelo II Exército, conforme prometido'. Essas declarações causavam mal-estar entre os militares, tendo sido aconselhado pelo chefe da pagadoria do Exército a requerer a certidão diretamente ao Comandante do II Exército. Apresentado o requerimento, em setembro de 1978, recebi uma correspondência onde o General Dilermando Gomes Monteiro, então Comandante do II Exército, afirmava que 'não cabe ao II Exército fornecer o atestado solicitado. No Cartório de Registro Civil do 20° Sub Distrito - Jardim América/SP, foi registrado o óbito de Esmeralda Siqueira Aguiar, filha de Renato A. Aguiar e de Lucia Lima Aguiar. O requerente procure o Cartório em causa, se assim o desejar.' O documento acrescentava, ainda, que 'mandara retirar do Cartório referido, por pessoa indiscriminada, uma certidão de óbito registrada, que fora fornecida sem qualquer problema'. A referida correspondência, subscrita pelo Comandante do II Exército, foi o primeiro reconhecimento oficial da morte de Sônia Maria. Apesar de ter requerido o atestado de óbito em nome de Sônia Maria Lopes de Moraes, a resposta do Comandante do II Exército foi a entrega de uma certidão de óbito em nome de Esmeralda Siqueira Aguiar. Tempos depois da entrega desse atestado de óbito, tomei conhecimento de um outro documento, 'Auto de Exibição e Apreensão', datado de 30 de novembro de 1973, em cujo verso há uma nota do DOI-CODI do II Exército, onde, no final, consta um 'em tempo: material encontrado em poder de Esmeralda Siqueira Aguiar, cujo nome verdadeiro é Sônia Maria Lopes de Moraes.

No Cemitério de Perus, consegui encontrar o registro de sepultamento de Esmeralda Siqueira Aguiar, na Quadra 7, Gleba 2, Terreno 486, com algumas rasuras, em datas principalmente. Nessa oportunidade, os ossos de Sônia não podiam ser exumados porque estava sepultado na parte de cima um outro cadáver. Tivemos que aguardar ainda 3 (três) anos para a pretendida exumação, ocorrida em 16 de maio de 1981. Nessa ocasião reclamei das divergências existentes entre o que constava do laudo assinado pelos legistas Harry Shibata e Antônio Valentine e a realidade da ossada retirada, pois, ao contrário do que constava nesse laudo, o crânio que seria o de Sônia não apresentava nenhum orifício de entrada ou saída de projétil de arma de fogo e estava inteiro. Apesar dessas discrepâncias, levamos os ossos para o Rio de Janeiro, sepultando-os no Cemitério Jardim da Saudade, mais precisamente no Lote 18874, Espaço B, Setor IV, e, durante um ano, todos os sábados, juntamente com minha mulher, ia ao Cemitério e levava flores em homenagem a minha filha.

Além da ação proposta na I Vara de Registros Públicos para retificação de identidade, intentamos outra na Auditoria Militar de São Paulo, pleiteando a abertura de IPM para averiguar as verdadeiras causas da morte de minha filha, bem como a falsidade da certidão e laudo assinados por Harry Shibata e Antonio Valentine. Esse processo, na Auditoria Militar, teve seu curso normal até que o Comandante da II Região Militar, General Alvir Souto se negou a cumprir determinação do Juiz para a abertura de IPM, alegando insuficiência de provas.

Nessa ocasião a Juíza Dra. Sheila de Albuquerque Bierrembach determinou a exumação dos restos mortais sepultados no Cemitério Jardim da Saudade, bem como o seu exame pelo IML do Rio de Janeiro, constatando esse Instituto que aquela ossada não pertencia a Sônia, mas sim a um homem, negro, de aproximadamente 33 anos de idade.

Diante do estranho resultado dessa última exumação, a mesma Juíza Sheila Bierrenbach determinou que se fizessem, no Cemitério de Perus, tantas exumações quantas fossem necessárias até serem encontrados os restos mortais de Sônia Maria. Nessa busca, participei juntamente com minha mulher, familiares e amigos ainda de mais 4 exumações nesse mesmo Cemitério de Perus. Terminada a última dessas exumações foi encontrada uma ossada, que poderia ser a de Sônia. Porém, o crânio encontrado também não estava seccionado e os orifícios de entrada e saída de projéteis não coincidiam inteiramente com o laudo. Não tínhamos então a ficha dentária de Sônia, que havia sido perdida por seu dentista no Rio de Janeiro, Dr. Lauro Sued. Não tínhamos elementos de convicção para aceitar aqueles restos mortais como sendo os de Sônia e, por isso, tentamos impugnar as conclusões do IML de São Paulo, apresentando 11 quesitos e 10 fotografias do crânio de Sônia quando esta tinha 11 anos de idade. A juíza, Dra. Sheila, finalmente, aceitou a conclusão do IML de São Paulo, no sentido de que aqueles eram, oficialmente, os restos mortais de Sônia Maria de Moraes Angel Jones."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

** [Carta O BERRO] PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de DEVANIR JOSÉ DE CARVALHO -XII-

Carta O Berro..........................................................repassem

DEVANIR JOSÉ DE CARVALHO

UM EXEMPLO DE RESISTENCIA E DE LUTA DE CLASSE OPERÁRIA


Thainá Siudá e Fernanda Toscano




Mineiro, nascido no dia 15 de julho de 1943, na cidade de Muriaé, Devanir era filho de José Carvalho e Esther Campos de Carvalho e irmão de Derli, Daniel, Joel, Jairo e Helena. Na década de 1950, sua família, de origem camponesa, mudou-se para São Paulo, para a região do ABCD. Era a época do início da instalação das indústrias metalúrgicas e automobilísticas na região.Juntamente com seus irmãos Derli, Daniel e Joel, com quem aprendeu o ofício de torneiro mecânico desde a adolescência, trabalhou nas indústrias da região – Villares e Toyota, entre outras. Em 1963, casou-se com Pedrina, com quem teve dois filhos: Carlos Alberto José de Carvalho e Ernesto Devanir José de Carvalho.


A clandestinidade


Em 1963, logo que se empregou, uniu-se ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, militou por reformas de base e participou de greves, passeatas operárias e outras formas de mobilização. Nesse mesmo ano ingressou no Partido Comunista do Brasil, no qual militou até 1964. Depois do golpe militar, mudou-se para o Rio de Janeiro, devido às perseguições, e lá continuou sua militância na clandestinidade, trabalhando como motorista de táxi.


Em 1967, Devanir uniu-se à Ala Vermelha, dissidência do PCdoB. Em 1969, voltou para São Paulo e, depois de se desligar da Ala Vermelha, fundou o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT).


O que foi a Ala Vermelha


A Ala Vermelha originou-se do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Este, por sua vez, é fruto de uma cisão no Partido Comunista Brasileiro (PCB), mas considera-se o verdadeiro continuador do partido fundado em 1922. A ruptura deu-se a partir da crítica ao pacifismo do PCB, que se definira por mudar o sistema pela via institucional.


Com o golpe de Estado de 1964, o PCdo B reafirma a Guerra Popular como caminho da luta revolucionária no Brasil, diferenciando-se do pacifismo do PCB e também da via da guerrilha urbana adotada pelas novas dissidências do PCB, a exemplo de Aliança Libertadora Nacional (ALN).
A Conferência do PCdoB realizada em 1967 provocou divisões internas, entre as quais se situa a do grupo de militantes oriundos, em sua maioria, do movimento estudantil, e em menor escala de setores operários do ABCD paulista e de integrantes das Ligas Camponesas. Este grupo fundou uma nova organização chamada Ala Vermelha.


A Ala Vermelha fez a crítica do PCdo B, fundamentalmente, em três aspectos:


1) – Análise da realidade brasileira, caracterizada como semifeudal, que exigiria uma etapademocrático-nacional. A Ala tendia a afirmar o caráter capitalista da economia brasileira;
2) – relegação, a segundo plano, da preparação da guerra popular. A Ala se propunha a"organizar um partido de novo tipo em função da luta armada";
3) – autoritarismo dos dirigentes do PCdoB na condução dos debates relativos àsdivergências internas.


Embora reafirmando a estratégia maoísta da Guerra Popular Prolongada, com o cerco das cidades pelo campo, a Ala Vermelha considerava a necessidade de implantação imediata de um foco guerrilheiro rural como embrião do futuro Exército Popular e a formação de grupos armados na área urbana, para ações de apoio ao campo.


Partiu para a ação e foi o primeiro grupo a realizar ações armadas no Brasil, durante a ditadura militar, já no ano de 1968. Essas ações eram dirigidas pelo Grupo Especial Nacional (GEN), do qual participava Devanir Carvalho.


Uma intensa repressão desencadeada em 69 levou a Direção Nacional a conduzir uma profunda reflexão interna, a qual levou às conclusões contidas num documento de 16 pontos. A autocrítica considerava que a organização vinha tendo uma prática militarista e reorientava a linha política para a realização de trabalho de massa, especialmente no meio operário e nos bairros populares.


MRT – A hora e a vez das armas


O Grupo Especial Nacional (GEN) não aceitou a reorientação e, saindo da Ala, criou o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), retomando o nome de uma organização criada por militantes das Ligas Camponesas, que se preparava para desenvolver a luta armada, quando foi dizimada logo após o golpe militar de 1964.


Pequena, mas combativa e eficiente, já em dezembro de 1969, o MRT realizou ações armadas em conjunto com outros grupos guerrilheiros com os quais formou uma Frente (ALN, VPR e REDE). Foram assaltos simultâneos a dois bancos. Essa ação teve grande repercussão porque a ditadura militar vinha alardeando o "fim do terror", após o assassinato de Carlos Marighella, ocorrido em novembro daquele ano ( V. A Verdade, Ano I nr. 12 ).


O MRT passou todo o ano de 1970, com a Frente, realizando ações armadas de expropriação e o seqüestro do cônsul-geral do Japão em São Paulo para obter a libertação de presos políticos. No início0 de 1971, começou um processo de debates para formulação de sua linha política, mas a repressão se abateu pesada e dizimou seus principais dirigentes (Devanir Carvalho, Joaquim Alencar de Seixas e Dimas Antônio Cassemiro, inviabilizando a continuidade do movimento político-militar.


A prisão


Por volta de 11 horas da manhã do dia 5 de abril de 1971, Devanir chegou à Rua Cruzeiro, n° 1111, Bairro de Tremembé, em São Paulo, onde foi recebido pela polícia com uma rajada de metralhadora, que o deixou imobilizado. Levado para o Deops, passou a ser torturado pelo delegado Sérgio Fleury e sua equipe. Foi assassinado por volta das 18 horas do dia 7 de abril de 1971.


Segundo a versão policial, Devanir foi morto em confronto com a polícia, mas o próprio delegado Fleury fazia questão de deixar claro que pretendia prendê-lo e levá-lo à morte por meio de tortura. Esses avisos eram mandados pelos próprios irmãos de Devanir, que permaneceram presos de 1969 a 1970. Fleury dizia: "Avisem ao Henrique (nome de guerra de Devanir) que encomendei nos Estados Unidos um bastão tranqüilizante para poder pegá-lo vivo e que serei eu, pessoalmente, que o pegarei no pau". A família de Devanir prefere aceitar a versão de que ele foi morto em confronto com a polícia: "É melhor para nós. É muito difícil pensar que meu pai foi torturado até a morte", diz Ernesto, seu filho.


Depois da morte de Devanir, Pedrina chegou a ficar presa durante um mês, passando por torturas e conseguindo ser solta em seguida. Em julho de 1971, refugiou-se no Chile juntamente com seus filhos. Em 1973, Joel e Daniel, irmãos de Devanir que se encontravam no Chile, fizeram uma tentativa de voltar ao Brasil para regressar à luta, mas a partir daí são considerados desaparecidos políticos, não tendo até hoje seus corpos sido encontrados. Pedrina só regressou ao Brasil com seus filhos, três meses antes da anistia, em 1978.


Sem nenhuma fotografia que retrate o pai – todas foram levadas pela polícia –, Ernesto, filho de Devanir, diz que tentou formar a imagem da figura paterna: "Tenho uma foto em que ele está com o rosto coberto para não ser identificado. Há uma outra em que está comigo e meu irmão, mas foi tirada de muito longe e não dá para reconhecê-lo. O que restou foi uma foto 3x4, onde ele está disfarçado, barbeado e de óculos".


O reconhecimento


Devanir foi muito reconhecido em países como Portugal, Argentina, França e Brasil, onde sua família esteve exilada. Embora a polícia, cão-de-guarda da ditadura militar fascista, tenha feito de tudo para que Devanir fosse conhecido como criminoso, não conseguiu esconder o que ele foi, verdadeiro herói da luta pela libertação da classe operária do jugo da exploração capitalista. Hoje, sua história também é relembrada em uma escola municipal em Diadema, que se chama Devanir José de Carvalho e que comemorou seus 10 anos em outubro, servindo de exemplo para a juventude e a classe operária que ainda sofrem com a opressão do sistema capitalista.
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FONTES


- Dos Filhos deste solo, Nilmário Mário Miranda e Carlos Tibúrcio
- Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a partir de 1964, Comissão de Familiares, Instituto de Estudo da Violência do Estado e Grupo Tortura Nunca Mais.
- Perfil dos Atingidos. Projeto: Brasil: Nunca Mais, Arquidiocese de São Paulo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

** Newsletter CPDOC, 19/01/2011



Newsletter CPDOC
19 de janeiro de 2011   
Informativo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da Fundação Getulio Vargas. http://www.fgv.br/cpdoc

  Nesta edição:
  1. James McGann profere palestra aberta sobre Think Tanks na FGV
  2. Inscrições abertas para o MBA em Relações Internacionais
  3. Inscrições abertas para a Pós-Graduação em Cinema Documentário
  4. Inscrições abertas para o MBA em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão
  5. Chamada de papers para a 6ª Conferência Geral do ECPR





1. James McGann profere palestra aberta sobre Think Tanks na FGV


sobe


James McGann, renomado pesquisador sobre Think Tanks, professor da Universidade da Pensilvânia e Senior Fellow no Foreign Policy Research Institute, visitará a FGV entre os dias 7 e 8 de fevereiro. Prof. McGann dirige o Think Tanks and Civil Societies Program e coordena o International Survey of Think Tanks, que avalia anualmente a influência política e econômica de 817 think tanks em 95 países. No ranking elaborado por McGann, a FGV foi considerada o mais importante think tank da América Latina.
O professor McGann proferirá uma palestra aberta, intitulada Think Tanks: The Global, Regional and National Dimension, em 8 de fevereiro, às 16h, no auditório 1028.

Mais informações em: http://www.fgv.br/cpdoc



2. Inscrições abertas para o MBA em Relações Internacionais


sobe


O objetivo do MBA em Relações Internacionais da FGV é qualificar profissionais graduados para lidar criticamente com a conjuntura mundial, desenvolvendo seu instrumental analítico e preparando-o para atuar, principalmente, em empresas públicas e privadas, consultorias especializadas, firmas de advocacia, no mercado financeiro, no poder público, no jornalismo e em organizações e grupos internacionais. O curso é composto por seis disciplinas presenciais e duas on-line, sua carga horária totaliza 432 horas-aula, distribuídas em aproximadamente 14 meses.
O MBA em Relações Internacionais é vinculado ao Centro de Relações Internacionais da FGV, sediado no CPDOC. Mais informações em http://www.fgv.br/cpdoc/ri ou pelos telefones (21) 3799-5902 ou 5900.



3. Inscrições abertas para a Pós-Graduação em Cinema Documentário (Rio e São Paulo)


sobe


Com turmas em renovação desde 2005, a Pós-Graduação em Cinema Documentário combina as experiências de profissionais de cinema que, além de produzirem documentários, têm reflexão intelectual sobre o gênero, e a dos professores do CPDOC. O Programa fornece base teórica e prática para os interessados em realização, pesquisa e reflexão na área de Cinema Documentário.
O curso tem como público alvo graduados de todas as áreas do conhecimento que pretendam atuar como realizadores e pesquisadores de documentário. A coordenação acadêmica do curso é de Eduardo Escorel; a coordenação executiva, de Adelina Novaes e Cruz (adelina.cruz@fgv.br).
Informações adicionais para nova turma no Rio de Janeiro: http://www5.fgv.br/mgmrio/novosite/mgm-rio/DetCurso.aspx?codCurso=479
Informações adicionais para nova turma em São Paulo: http://www5.fgv.br/mgmsp/MGM-SP/DetCurso.aspx?codCurso=267



4. Inscrições abertas para o MBA em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão


sobe


Um curso que alia excelência acadêmica e foco no mercado de bens culturais. O aluno do MBA em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão, estará habilitado a aplicar o conhecimento produzido pela FGV em Ciências Sociais, Economia e História a uma das áreas mais dinâmicas do mundo contemporâneo. O curso foi criado em parceria por duas escolas da FGV - Escola Superior de Ciências Sociais (FGV/CPDOC) e Escola de Economia de São Paulo (FGV/EESP).
Apesar da importância e da expansão da área cultural, as ações e os projetos culturais carecem de recursos humanos com formação específica, focada nas áreas de história e cultura, de economia, de produção e gestão de bens culturais. O objetivo do MBA é dar aos profissionais que atuam, ou queiram atuar nesta área, (i) uma formação ampla, no que se refere à análise da evolução histórica e econômica do setor no Brasil e (ii) especializada, dando-lhes elementos para: conformar uma visão estratégica; controlar ferramentas de formulação, viabilização, implementação, avaliação e divulgação de projetos. O curso se destina a profissionais graduados em qualquer área do conhecimento que busquem se especializar no desenvolvimento de atividades ou projetos privados e públicos relacionados a ações culturais e produção e gestão de bens culturais. É voltado, particularmente, para profissionais que atuam em empresas privadas ou fundações (institutos culturais, fundações de fomento à cultura) ou públicas (museus, setores culturais), em áreas de responsabilidade social, em agências do poder público e em organizações do Terceiro Setor.
Mais informações podem ser obtidas em: http://www5.fgv.br/mgmsp/MGM-SP/DetCurso.aspx?codCurso=265



5. Chamada de papers para a 6ª Conferência Geral do ECPR


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A 6ª Conferência Geral do European Consortium for Political Research acontece na Islândia, de 24 a 27 de agosto de 2011. A professora do CPDOC Elena Lazarou será chair do painel "Multilateralism and Global Transformations: new actors and new issues". Sua co-chair, Tatiana Coutto, doutora pelo European University Institute, é bolsista no CPDOC/FGV. As propostas de trabalho devem ser submetidas pelo site da ECPR, e o prazo se encerra em 1 de fevereiro. Mais informações em http://www.fgv.br/cpdoc/ri.
Dúvidas ou informações, escreva para faleconosco.cpdoc@fgv.br.
CPDOC/FGV
Praia de Botafogo, 190, 14° Andar - Botafogo  •  Rio de Janeiro  •  22253-900  • 
Tel.:(21) 3799.5676  •  Fax: (21) 3799.5679  •  e-mail: faleconosco.cpdoc@fgv.br  • 
Internet: http://www.fgv.br/cpdoc

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Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

** ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTU DOS DE DEFESA

 

Informamos que as inscrições para proposição de trabalhos ( comunicações) em Simpósios Temáticos no V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos de Defesa - ABED, estão abertas.
A relação de Simpósios Temáticos bem como o Edital de Chamada de Trabalhos contendo as instruções para as inscrições encontram-se no site da ABED: http://www.abed-defesa.org/



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** Passeio Cultural "A presença francesa no Rio de Janeiro"

 

A Imagem Cultural tem o prazer de apresentar o Passeio Cultural:
"A presença Francesa no Rio de Janeiro"

Os Passeios Culturais promovem a integração entre homem e a arquitetura da cidade, reafirmando a idéia de valorizar e preservar o Patrimônio Cultural gerando assim, responsabilidade social.
Conscientizando e divertindo, os passeios são uma ótima forma de lazer. Os grupos têm, no máximo, 30 pessoas, e são guiados por um professor de História da Arte, que comenta aspectos fundamentais das transformações urbanísticas naquele determinado espaço.
No próximo dia 29 de janeiro(sábado), vamos observar e discutir os estilos Art Decó e Art Nouveau presentes na arquitetura do centro do Rio de Janeiro.

Confira as informações abaixo!




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** [Carta O BERRO] PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de Frederico Eduardo Mayr -XI-

Carta O Berro..........................................................repassem



Frederico Eduardo Mayr


Militante do MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO POPULAR (MOLIPO).

Nasceu em Timbó, Santa Catarina, em 29 de outubro de 1948, filho de Carlos Henrique Mayr e Gertrud Mayr.


Foi baleado e preso pelos agentes do DOI/CODI-SP no dia 23 de fevereiro de 1972, na avenida Paulista, em São Paulo.


Levado às câmaras de tortura do DOI/CODI, apesar de ferido com um tiro no abdômen. Frederico foi visto pelos outros presos recolhidos àquele órgão de repressão política, sendo torturado na chamada "cadeira de dragão".


Vários companheiros, estiveram com ele antes de ser morto pelos torturadores. Entre os quais, José Carlos Gianini, que afirma não haver possibilidades de Frederico ter travado tiroteio com os policiais, nem mesmo se tivesse conseguido fugir, pois estava muito debilitado devido ao ferimento a bala e às torturas.


Segundo os depoimentos desses presos, foi torturado até a morte pelos integrantes da Equipe "C" do DOI/CODI paulista, investigador de Polícia Federal "Oberdan", investigador de polícia do DEOPS lotado no DOI/CODI Aderval Monteiro, vulgo "Carioca", escrivão de polícia Gaeta, vulgo "Mangabeira" e um policial conhecido como "Caio", da Polícia Civil de São Paulo, todos comandados pessoalmente pelo hoje general da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-CODI e pelo vice-chefe, Tenente-Coronel Dalmo Lúcio Muniz Cirillo.


No processo n° 100/72 da 2ª Auditoria Militar de São Paulo, vários presos políticos denunciaram a prisão e morte de Frederico, pois o estavam processando como revel, quando o Juiz Nelson Machado Guimarães fez excluir seu nome, extinguindo sua punibilidade por morte, só reconhecida naquele momento. As várias denúncias feitas nunca foram registradas devido à negativa do referido juiz.


Enterrado sob nome falso no Cemitério Dom Bosco, em Perús/SP, seus restos mortais estavam na Vala de Perus. A ossada de n° 246 era de Frederico, sendo identificada, em 1992, no Departamento de Medicina Legal da UNICAMP. Seus restos mortais foram trasladados para o jazigo da família, no Rio de Janeiro, em 13 de julho de 1992.


Todos documentos policiais têm seu nome verdadeiro e na ficha individual (documento do DOPS/SP 30Z-165-124), além do nome verdadeiro, dados de qualificação, ficha datiloscópica e fotos de frente e de perfil, há também os nomes falsos. Portanto, Frederico foi identificado pelos órgãos da repressão. No DOPS/SP foi encontrada ficha individual , feita no dia 24 de fevereiro de 1972, pelo Serviço de Identificação do Exército com fotos de Frederico ainda vivo, catalogada no DOI sob o n° 1112 e que dá como local da prisão a avenida Paulista e data de 23 de fevereiro de 1972. No entanto, sua certidão de óbito foi lavrada em nome de Eugênio Magalhães Sardinha e enterrado como indigente no Cemitério de Perús/SP.


Assinaram o laudo da necrópsia os médicos legistas Isaac Abramovitch e Walter Sayeg.


Um documento encontrado no arquivo do antigo Dops/SP, conta a mesma história afirmada pelo IML. O que impressiona na versão oficial são os detalhes do inacreditável tiroteio, onde ele teria morrido. Diz o documento, que os guerrilheiros, a bordo de um fusca "começaram a atirar contra os policiais sem serem provocados". No combate que aconteceu, só Frederico caiu morto e os demais ocupantes do veículo não foram mais citados, nem como presos, nem como foragidos.


Dona Gertrud, sua mãe, dá o seguinte depoimento:


"O segundo de meus três filhos, Frederico foi educado com muito amor dentro dos mesmos princípios que eu recebi de meus pais. Em meio aos valores encontrados em Timbó, área de colonização européia, lugar onde eu nasci e fui criada, Frederico cedo aprendeu que todos os homens são iguais e têm o seu valor próprio independente de seu trabalho. Ainda criança, veio para o Rio de Janeiro. Viemos todos. Seu pai, Carlos Henrique Mayr é médico e estabelecido com sucesso na Zona Sul do Rio de Janeiro. Convivendo no meio agitado do Rio, Frederico manteve o ensinamento de como a liberdade de um limita a liberdade do próximo, esforço que fiz para prepará-lo a viver harmoniosamente na coletividade. Sempre atento às necessidades dos outros e generoso, demonstrava grande sensibilidade, qualidades próprias que, combinadas com a formação que Ihe dei, o levaram a se preocupar com o próximo. Cursou o primário na escola municipal Dr. Cócio Barcellos, uma escola da rede pública em Copacabana, próxima de nossa casa, ensino igual para todos, princípio que achávamos importante em sua educação. Fez seu curso ginasial e científico no Colégio Mallet Soares, também em Copacabana. Ingressou na Faculdade aos dezoito anos de idade. Foi um escoteiro exemplar, dos sete aos dezesseis, na Tropa Baden Powell. Gostava muito da vida em contato com a natureza, dos acampamentos. Praticou a pesca submarina na adolescência. Era namorador e queria ser arquiteto.


Cursava o segundo ano da Faculdade de Arquitetura da UFRJ e se dedicava às artes plásticas, quando foi forçado, pelas circunstâncias, a sair de casa para viver na clandestinidade. Tinha um futuro promissor pela frente, tanto na arquitetura como nas artes. Seu desempenho foi elogiado tanto por seus professores na faculdade, e entre eles Ubi Bava, como por artistas plásticos com quem se relacionava, Ilio Burrini e Ivan Serpa, os mais próximos. Serpa foi o primeiro que lhe ensinou os segredos das tintas e dos pincéis e como dividir o espaço nas telas. Participou coletivamente de sua primeira exposição apresentando dois trabalhos aos quinze anos. Frederico não foi o filho que eu perdi, mas o meu filho que todos nós perdemos. Quando existe um nascimento, sabemos que vai existir a morte. Mas o que aconteceu comigo, com a minha família e outras em situação semelhante, não segue a lei natural.


O que se passou conosco foi uma afronta à dignidade humana. Frederico Eduardo, julgado e absolvido, no Conselho Permanente de Justiça, em 21 de setembro de 1972, inocência confirmada no STM em 15 de fevereiro de 1974, já não era vivo. Baleado, preso e torturado por agentes do DOI/CODI de São Paulo, Frederico Eduardo havia morrido em 22 de fevereiro de 1972, fato que só vim a saber muitos anos depois.


Em outro depoimento sua mãe conta:


"Em 1969, em um dos primeiros processos nas Auditorias Militares do Rio de Janeiro, meu filho viu-se envolvido em uma ação penal que tinha como co-réus os cidadãos Jorge Raymundo Jr., Carlos Fayal, Carlos Alberto Nolasco e outros, sendo Frederico condenado à revelia à pena de três anos. Essa condenação motivou protesto de Jorge Raymundo em plena sessão de julgamento, quando, aos gritos, disse que Frederico era inocente.


A partir dessa condenação, meu filho entrou para a clandestinidade. A família recebeu um bilhete dele pedindo para trancar matrícula na Faculdade. Não recebemos mais informações dele.


No final de 1972, em uma outra ação penal na Justiça Militar do Rio de Janeiro, foi juntado por um advogado um recorte de jornal que noticiava a morte de Flávio Carvalho Molina. Embora essa notícia não mencionasse Frederico, a família pediu ao advogado Mário Mendonça que fosse a São Paulo para obter informações. O advogado voltou dizendo que nada constava em São Paulo segundo as informações que recebera das autoridades sobre uma eventual prisão ou morte de Frederico. Foi neste momento que Nelson Lott me perguntou se Frederico ainda estava vivo. A partir desse instante tomei consciência de que meu filho pudesse ter sido preso e eventualmente morto.


Foi somente em 1979, quando da promulgação da Lei de Anistia, que vimos o nome de meu filho ser publicado em listas dos Comitês Brasileiros pela Anistia, ora como morto, ora como desaparecido. Membros do CBA/SP procuraram familiares meus no Rio de Janeiro com cópias de documentos do processo, onde as autoridades judiciárias extinguiam sua punibilidade por ter sido morto por órgãos de segurança e enterrado no Cemitério de Perus sob o falso nome de Eugênio Magalhães Sardinha. Na justiça foi feita retificação do assentamento de óbito, substituindo os dados falsos pelos verdadeiros. Após ter sido encontrado enterrado em Perus, sob o nome falso de Nelson Bueno, o perseguido político Luis Eurico Tejera Lisboa (o primeiro desaparecido político encontrado), em 1979, fui ao Cemitério de Perus para buscar informarções sobre meu filho e naquele registro não constava o nome de Frederico nem se encontrou anotações com o sobrenome Sardinha.


Apesar da informação da morte constar em processo na Justiça Militar, meu filho continuou a responder a outras ações penais em outras auditorias militares."




Jornal A Notícia/Joinvile - 04/07/03


Outra vítima inocente da cadeira do dragão


"Segundo de meus três filhos, Frederico foi educado com muito amor dentro dos preceitos que recebi de meu pai. Desde cedo aprendeu que os homens são iguais e têm o seu valor próprio independente de seu trabalho. Era namorador, queria ser arquiteto. Frederico não foi o filho que eu perdi, mas o filho que todos nós perdemos. O que se passou conosco foi uma afronta à dignidade humana. Frederico, julgado e absolvido, inocência reafirmada no Superior Tribunal Militar em 1974, já não era mais vivo. Baleado, foi preso e torturado até morrer, três dias depois".


(Depoimento da mãe de Frederico, Gertrud Mayr)


Mesmo absolvido em inquérito policial, Frederico Eduardo Mayr foi preso e torturado até a morte em 1972


A cadeira do dragão contabilizava mais uma vítima. O jovem sobre o assento agonizava com o buraco de tiro na barriga, recebido horas antes. A equipe "C" estava a postos. Oberdan, Carioca, Mangabeira e Caio, todos policiais civis paulistanos formados na arte da tortura pela cartilha do hoje general da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, insistiam em protagonizar o sofrimento com choques elétricos e batidas com uma madeira dura nas debilitadas pernas do rapaz. A cadeira era um instrumento de tortura pesado, com zinco em sua base. Na parte posterior havia terminais de choque, aplicados em todas as partes do corpo. Tinha também uma travessa de madeira que empurrava as pernas para trás. A cada espasmo do choque, as pernas batiam na travessa, causando ferimentos. Frederico Eduardo Mayr, 24 anos, pedia clemência a seus sarcásticos algozes. Em vão. Torturado por mais 72 horas ininterruptas, não resistiu e morreu.


Frederico Eduardo Mayr era o do meio de uma família com três filhos. Alegre, comunicativo, tinha inclinação para as artes, principalmente as plásticas. Seus quadros continham cores vivas, mostrando o cotidiano de sua vida. Seu sonho era ser arquiteto. Filho de descendentes alemães e suíços, nasceu em Timbó em 1948 e enfrentou desde cedo uma educação rígida do pai. "Nada do que os filhos faziam era bom", recorda a mãe, Gertrud.


A mãe sempre se preocupou com a educação dos filhos. Sempre que podia, levava as crianças a exposição de artes, concertos musicais e museus. Isso ficou mais freqüente quando a família se mudou para o Rio de Janeiro, onde o patriarca, Carlos Henrique, médico, iria clinicar. Frederico não tinha intimidade com a música; preferiu a pintura. Ao contrário de sua mãe, que sempre dedilhava canções clássicas no piano recostado na sala de estar da residência da família. Como não tinha muito dinheiro para comprar material, Frederico improvisava. Construía suas próprias telas, o que dava ainda mais originalidade a seu trabalho.


Convivendo com a agitação cultural do Rio de Janeiro da década de 60, Frederico aos poucos construiu um círculo de amizades onde pôde debater política e sociedade sem constrangimentos. O grupo se reunia de tempos em tempos para discutir a situação do País, ações que pudessem ser feitas para melhorar as condições sociais da maioria da população. Daí para a militância foi um passo. Depois de 1968, integrou-se ao Movimento de Libertação Popular (Molipo) e passou a efetuar ações coordenadas com o grupo. Passou a viver na clandestinidade.


Na versão oficial, teria sido preso em 23 de fevereiro de 1972, na avenida Paulista, quando fazia contatos com companheiros estabelecidos em São Paulo. O inquérito policial militar aponta para um tiroteio entre Frederico e policiais, quando ele foi ferido na barriga. Um documento encontrado posteriormente pela família no Dops dá detalhes do inacreditável tiroteio, em um texto recheado de contradições. Diz o documento "que os guerrilheiros, a bordo de um Fusca, começaram a atirar contra os policiais sem serem provocados". No combate que teria acontecido, só Frederico foi baleado e os demais ocupantes do veículo não foram mais citados, nem como presos, nem como foragidos. Frederico foi enterrado como indigente no cemitério de Perus e seus restos mortais só foram identificados oficialmente em 1992.


"A arte amenizou minha dor"


Blumenau - Demorou longos anos para que Gertrud Mayr convivesse com mais naturalidade com a perda trágica do filho Frederico. O ópio para a dor veio das artes. Foi só depois que começou a pincelar telas que ela conseguiu alento para continuar vivendo. "A arte amenizou minha dor da perda", reconhece Gertrud, enquanto passeia com as mãos pelas obras que faz questão de mostrar num ateliê improvisado na casa de idosos onde vive, em Blumenau. "Agora consigo falar sobre isso e entendo que o sacrifício dele está servindo. Um pouco, mas está servindo".


Gertrud lembra da perseguição que a família teve de suportar enquanto Frederico não era detido. "É quase como morrer aos poucos", relembra, ao contar a revista de policiais na casa da família no Rio de Janeiro. "Um deles chegou a pegar o menino, o Luiz Roberto (outro filho) para interrogar", diz. Outro alívio para dona Gertrud foi encontrar os restos mortais do filho, na vala de Perus, em São Paulo. Foi um peso retirado dos ombros. "Se não tivesse recebido a identidade do meu filho não estaria assim, vivendo. Estaria um caco, talvez até em cadeira de rodas", acredita. No pequeno apartamento do lar onde vive, guarda fotos e quadros pintados por Frederico.


Os irmãos Carlos Henrique, médico, 56 anos, e Luiz Roberto, arquiteto, 46, continuam sofrendo com a morte de Frederico. "À medida que o tempo vai passando fica ainda mais difícil lidar com tudo isso", reconhece Luiz Roberto. "Essas pessoas foram à luta, atrás de seus ideais. É um exemplo que fica", diz ele. Quando passou a viver na clandestinidade, Frederico perdeu um pouco do contato com a família. Ele foi julgado por participação em assalto a banco e condenado à revelia. O pai se recusou a pagar advogado, deixando o caso para a defensoria pública. "Quando Frederico pediu ajuda ao pai, ele não levou a sério", recorda Gertrud. Foi a partir da condenação que ele passou a viver na clandestinidade, depois de trancar a matrícula na faculdade de arquitetura. (LFA)


Nome Frederico Eduardo Mayr


Nascimento 1948, em Timbó/SC


Profissão Estudante


Militância Movimento de Libertação Popular (Molipo)


Morto em 1972. Corpo localizado na vala de Perus e identificado em 1992. Enterrado no jazigo da família, no Rio de Janeiro

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

** Casa das Áfricas: Textos e Livros

 
Casa das Áfricas: Textos e Livros



"Nzinga Mbandi" de Pacavira: Novo romance histórico angolano

Mantolvani, Rosangela  | Texto |

... sempre pelas franjas de impérios ... e quase sempre em contra-mão ...

Carvalho, Ruy Duarte de  | Texto |

A África central

Van Noten, F.  | PDF |

A África hoje

Amin, Samir  | Link | PDF |

A África meridional: caçadores e coletores

Parkington, J. E.  | PDF |

A África na sala de aula: visita à história contemporânea

Hernandez, Leila Leite  | Link |

A África negra e o movimento de solidariedade dos povos afro-asiáticos (1969)

Kimche, David  | Link | PDF |

A África ocidental antes do século VII

Wai-Andah, B.  | PDF |

A África oriental antes do séc. VII

Sutton, J. E. G  | PDF |

A África presente no discurso de Richard Francis Burton: uma análise da construção de suas representações

Gebara, Alexsander Lemos de Almeida  | PDF |

A África útil

Moreira, Adriano  | Link | PDF |

A arqueologia da África e suas técnicas: Processos de datação

Iskander, Z.  | PDF |

A arte contemporânea e o Benin

Jolly, André-Jean  | Link | PDF |

A arte da resistência africana

Diawara, Manthia  | Texto | Link | PDF |

A arte pela vida: a vida pela arte

Lawal, Babatunde  | Link | PDF |

A arte pré-histórica africana

Ki-Zerbo, J.  | PDF |

A chegada da fotografia e a sua aquisição pelos próprios africanos

Njami, Simon  | PDF |

A civilização de Axum do século I ao século VII

Anfray, F.  | PDF |

A civilização de Napata e Méroe

Ali Hakem, A. M.  | PDF |

A comunidade brasileira de Uidá e os últimos anos do tráfico atlântico de escravos, 1850-66

Law, Robin  | Link | PDF |

A comunidade de países de língua portuguesa: A base lingüística e material

Mourão, Fernando Augusto de Albuquerque  | Texto |

A constituição duma sociologia das sociedades africanas

Macamo, Elísio  | PDF |

A construção da nação (pós-)colonial: África do Sul e Suriname, 1933-1948

Rosa Ribeiro, Fernando  | Link | PDF |

A controvérsia sobre a Aids na África do Sul: marcas da política de vida e morte no pós-apartheid

Posel, Deborah  | Link | PDF |

A costa da África oriental e seu papel no comércio marítimo

Sheriff, Abdul M. H.  | PDF |

A criação do MPLA

Bittencourt, Marcelo  | PDF |

A cristianização da Núbia

Michalowski, K  | PDF |

A cultura pré-axumita

Contenson, H. de  | PDF |

A desintegração da unidade política no Magrebe: A queda dos Almóadas

Hrbek, Ivan  | PDF |

A diáspora feminina: degredadas para Angola no séc. XIX (1865-1898)

Pantoja, Selma  | PDF |

A dimensão atlântica da política externa brasileira: uma história de oportunidades latentes

Saraiva, José F. Sombra  | PDF |

A dinâmica das relações de gênero e parentesco num contexto comercial: um balanço comparativo da produção histórica sobre a região da Guiné Bissau sécs. XVII e XIX

Havik, Philip J.  | Link | PDF |

A educação tradicional na África

Bâ, Amadou Hampâté  | Texto |

A enxada e a lança: a paisagem e o homem (cap. 1 de "A enxada e a lança: a África antes dos portugueses")

Costa e Silva, Alberto da  | PDF |

A evolução da historiografia da África

Fage, J. D.  | PDF |

A evolução de Luanda: aspectos sócio-demográficos em relação à independência do Brasil e ao fim do tráfico

Mourão, Fernando Augusto de Albuquerque  | PDF |

A expansão árabe na África e os Impérios negros de Gana, Mali e Songai (sécs. VII-XVI) - Primeira Parte

Costa, Ricardo da  | PDF |

A expansão árabe na África e os Impérios negros de Gana, Mali e Songai (sécs. VII-XVI) - Segunda Parte

Costa, Ricardo da  | PDF |

A expansão da civilização magrebina: seu impacto sobre acivilização ocidental

Talbi, Mohamed  | PDF |

A função da peregrinação e do mouled na formação da identidade religiosa copta no Egito e na diáspora

Bakour, Houda Blum  | PDF |

A história contemporânea de Angola: Seus achados e suas armadilhas

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A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões da literatura didática

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A hominização: problemas gerais. Parte I

Coppens, Y.  | PDF |

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A identidade muçulmana kaabunké: um processo de construção identitária sui generis na Senegâmbia

Dias, Eduardo Costa  | Link | PDF |

A importância da Núbia: um elo entre a África central e o Mediterrâneo

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A intervenção militar belgo-americana em Stanleyville: contribuição à interpretação sócio-jurídica

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A Lei de Conciliação Industrial e a discriminação do trabalhador africano, 1931-1960: Civilized Labour Policy em Zimbábue colonial

Döpcke, Wolfgang  | PDF |

A língua portuguesa em Angola: Língua materna versus língua madrasta

Agualusa, José Eduardo  | Link | PDF |

A literatura dos PALOP e a teoria pós-colonial

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A Memória histórica sobre os costumes particulares dos povos africanos, com relação privativa ao reino da Guiné, e nele com respeito ao rei de Daomé, de Luís Antônio de Oliveira Mendes

Costa e Silva, Alberto da  | Link | PDF |

A nação Moçambicana como comunidade de destino

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A noção de pessoa entre os fula e os bambara

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A Núbia antes de Napata: de 3500 a 750 antes da era cristã

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Diop, Cheikh Anta  | PDF |

A política africana da China

Oliveira, Amaury P.  | Link | PDF |

A política externa brasileira e sul-africana para a África austral

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A política num micro-estado: São Tomé e Príncipe, ou os conflitos pessoais e políticos na génese dos partidos políticos

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A questão da ruptura e da continuidade (proto)nacionalista na obra de Mário Pinto de Andrade

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Mello e Souza, Marina de  | Texto | Link |

A reforma de Ibn Yasín: discussão sugerida pelo Kitáb Al-Bayán

Farias, Paulo F. de Moraes  | Link | PDF |

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A resposta dos "crioulos luandenses" ao intensificar do processo colonial em finais do séc. XIX

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A sociedade Egbe Òrun dos Abikü, as crianças nascem para morrer várias vezes

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Africanidade, espaço e tradição: a topologia do imaginário espacial tradicional africano na fala griot sobre Sundjata Keita no Mali

Waldman, Maurício  | Link | PDF |

Afro-Brasileiros no Togo: a história da família Olympio, 1882-1945

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Afrocentrismo: entre uma contranarrativa histórica universalista e o relativismo cultural

Farias, Paulo F. de Moraes  | Link | PDF |

Algumas reflexões sobre o legado brasileiro no Daomé

Soumonni, Elisée  | Link | PDF |

Angola: Uma tentativa de acomodação das diferenças

Sango, André  | PDF |

Argélia: a tirania da identidade e a ascensão fundamentalista

Izerrougene, Bouzid  | Link | PDF |

Argentina y el espacio sudatlántico. Las relaciones argentino-africanas

Alvarez, Gladys L. de  | PDF |

Arte africana contemporânea e diáspora

Peffer, John  | Link | PDF |

Arte africana e autenticidade: um texto sem sombra

Kasfir, Sidney  | Texto |

Arte africana moderna

Okeke, Chika  | Link | PDF |

Arte e oralidade entre os ashanti: classificação e interpretação dos pesos de ouro

Chirinos, Lucia H. Borba  | Texto | Link |

Arte na vanguarda ? Arte contemporânea africana: o mito do referente cultural

Aplogan, Edwige A.  | Link | PDF |

As 'escravas perpétuas' e o 'ensino prático': Raça, gênero e educação no Moçambique colonial, 1910-1930

Zamparoni, Valdemir  | Link | PDF |

As 'prendisajens' poéticas em Ondjaki: dimensões da metáfora 'xão'

Muraro, Andrea Cristina  | PDF |

As fontes escritas a partir do século XV

Hrbek, I  | PDF |

As fontes escritas anteriores ao século XV

Djait, H.  | PDF |

As formas africanas de auto-inscrição

Mbembe, Achille  | Link | PDF |

As múltiplas atividades de Roger Bastide na África (1958)

Verger, Pierre  | Link | PDF |

As Populações Africanas no Brasil

Alencastro, Luiz F. de  | Link | PDF |

As populações do hinterland de Benguela e a passagem das caravanas comerciais (1846-1860)

Sousa, Maria de J. e Barrocas, Deolinda  | PDF |

As relações Angola-Brasil: Referências e contatos

Bittencourt, Marcelo  | PDF |

As Relações do Brasil com os Países de Língua Portuguesa: Oportunidades, Esquecimentos e Relançamentos

Saraiva, José F. Sombra  | Texto | Link |

As sociedades da África sub-saariana na Idade do Ferro Antiga

Posnansky, M.  | PDF |

As tendências actuais do islã na Guiné-Bissau

Cardoso, carlos  | Link | PDF |

Aviso à navegação

Carvalho, Ruy Duarte de  | PDF |

Axum cristão

Mekouria, Tekle Tsadik  | PDF |

Axum do século 1 ao século IV: economia, sistema político e cultura

kobishanov, Y. M.  | PDF |

Biografia, mobilidade e cultura atlântica: a micro-escala do tráfico de escravos em Benguela, séculos XVIII-XIX

Ferreira, Roquinaldo  | Texto | Link | PDF |

Brancos e Pretos em Angola

Oliveira, Waldir Freitas  | Link | PDF |

Campos, aparato repressivo e construção social do inimigo: notas sobre a cooperação da RDA em Moçambique

Thomaz, Omar Ribeiro  | PDF |

Cherif Keita: Mali, A History in Musichttp

Eyre, Banning  | Texto | Link |

Cirurgiões e mercadores nas dinâmicas do comércio atlântico de escravos (séculos XVIII e XIX)

WISSENBACH, Maria Cristina Cortez  | PDF |

Classificação das línguas da África

Greenberg, J. H.  | PDF |

Colonialismos, descolonizações e crises na África

Bittencourt, Marcelo  | Texto | Link |

Comerciantes e concubinas: Sócios estratégicos no comércio Atlântico na costa da Guiné

Havik, Philip J.  | PDF |

Comércio e islamização na Guiné portuguesa: aspectos da simbiose em 1908

Ribeiro, Jorge Martins; Santos, Maciel Morais  | Link | PDF |

Commerce et religion: expansion et configurations de l'Islam en Afrique Orientale

Penrad, Jean-Claude  | Link | PDF |

Como as aringas de Moçambique se transformaram em quilombos

Capela, José  | Texto | Link | PDF |

Conclusão HGA II

Mokhtar, G. (coord. vol.)  | PDF |

Conexões e identidades de gênero no caso Brasil e Angola, sécs. XVIII-XIX

Pantoja, Selma  | Link | PDF |

Confrontações culturais

Bâ, Amadou Hampâté  | Texto | PDF |

Considerações concernentes à formação dos estados Hauças

Smith, Abdullahy  | Link | PDF |

Cooperação regional no âmbito da UE/África

PINHEIRO, João de Deus  | Link | PDF |

Criando um espaço de liberdade: mulheres artistas de África N'Goné Fall

Fall, N'Goné  | Texto | Link |

Cultura Africana: do velho e do novo; os anos 90

Ojo-Ade, Femi  | Link | PDF |

Cultura Mandingue: Oeste da África

Mendes, Pedro  | Texto |

Cultura, identidade e Estado nacional no contexto dos países africanos

Munanga, Kabengele  | PDF |

Culturas da diferença: seqüelas das políticas coloniais portuguesas e britânicas na África Austral

Fry, Peter  | Link | PDF |

Curso de Yorubá - 1o. ano

Antonio Jacintho  | PDF |

Da África ao Afro: uso e abuso da África entre os intelectuais e na cultura popular brasileira durante o século XX

Sansone, Lívio  | Texto | PDF |

Da bricolagem da memória à construção da própria imagem entre os agudás do Benim

Guran, Milton  | Link | PDF |

Da Escola Corânica Tradicional à Escola Arabi: um simples aumento de qualificação do ensino muçulmano na Senegâmbia

Dias, Eduardo Costa  | PDF |

Daomé e o mundo atlântico

Soumonni, Elisée  | PDF |

Das esquinas do olhar: Scramble for Africa

Dias, José António Fernandes  | Texto | Link | PDF |

De babuínos, homossexuais e um presidente - ou: o fracasso da política exterior do Zimbábue depois do fim da Guerra Fria

Döpcke, Wolfgang  | PDF |

De Roma ao Islã - Parte 2 (HGA II)

Salama, P.  | PDF |

De sogra para nora para sogra: redes de comércio e de família em Moçambique

Jardim, Marta  | Texto | PDF |

Decifrando a África

Farias, Paulo F. de Moraes  | Texto | Link |

Democracia em África: possibilidades e limites

Furtado, Cláudio  | Link | PDF |

Denominações para os muçulmanos no Sudão Ocidental e no Brasil

Reichert, Rolf  | Link | PDF |

Depoimento de Kabengele Munanga ao Museu da Pessoa

Munanga, Kabengele  | Texto | Link |

Descoberta e difusão dos metais e desenvolvimento dos sistemas sociais até o século V antes da Era Cristã

Vercoutter, J.  | PDF |

Dimensão dos aportes africanos no Brasil

Castro, Yeda Pessoa de  | Link | PDF |

Dinâmicas e assimetrias afro-atlânticas: a agência feminina e representações em mudança na Guiné (séculos XIX e XX)

Havik, Philip J.  | PDF |

Dinheiro e feitiço numa vila moçambicana

Passador, Luiz Henrique  | PDF |

Documento: Plano de Desenvolvimento de Gana

Governo de Gana (1965)  | Link | PDF |

Dogon: Uma sociedade entre etnografia e cinema

Barros, Denise Dias  | PDF |

Economia, democracia e justiça em Angola: o efêmero e o permanente

Santos, Daniel dos  | Link | PDF |

Economias e sociedades em transição na África Lusófona

Murteira, Mário  | Link | PDF |

El esfuerzo de África por renovarse

Burgos, Bartolomé  | Texto |

El espacio Atlântico como escenario del proceso de formación de la comunidad caboverdeana en la Argentina

Sparta, Luciana L. Contarino  | PDF |

El Islam negroafricano

Gorostegui, Agustín Arteche  | Texto | Link |

Elites Intelectuais e a conformação da identidade nacional em Cabo Verde

Anjos, José Carlos Gomes dos  | Link | PDF |

Em torno de um documento em que se dá notícia de uma investida política dos ex-escravos brasileiros no Daomé

Braga, Júlio Santana  | Link | PDF |

Enquanto isso, do outro lado do mar... os Aròkin e a identidade iorubá

Farias, Paulo F. de Moraes  | Link | PDF |

Entrevista com Omar Ribeiro Thomaz

Thomaz, Omar Ribeiro  | Texto | Link |

Entrevista com Toyin Falola

Falola, Toyin  | Link | PDF |

Escravidão e revoltas de escravos em Angola (1830-1860)

Ferreira, Roquinaldo  | Link | PDF |

Estudo Estilístico e iconográfico das esculturas edan do acervo do MAE-USP

Junior, Ademir Ribeiro; Salum, Marta Heloísa Leuba (Lisy)  | Texto | Link |

Etnias de africanos na diáspora: novas considerações sobre os significados do termo 'mina'

Law, Robin  | Texto | Link | PDF |

Feitiçaria e modernidade nos Camarões: alguns pensamentos sobre uma estranha cumplicidade

Geschiere, Peter  | Link | PDF |

Feitos de Mateba. Poesia angolana na composição de uma identidade nacional

Carvalho, Maria do Socorro Fernandes  | Link | PDF |

Fontes e técnicas específicas da história da África: Panorama geral

Obenga, T.  | PDF |

Fotografia na África

Jolly, André-Jean  | Link | PDF |

Gênero e comércio: as traficantes de escravos na região de Angola

Pantoja, Selma  | PDF |

Gênero e trabalho doméstico numa sociedade colonial: Lourenço Marques, Moçambique, c. 1900-1940

Zamparoni, Valdemir  | Link | PDF |

Geografia histórica: aspectos econômicos

Mabogunje, A.  | PDF |

Geografia histórica: aspectos físicos

Diarra, S.  | PDF |

Gregório de Mattos e Guerra em Angola

Peres, Fernando da Rocha  | Link | PDF |

Griots, louvação oral e noção de pessoa no Sahel

Farias, Paulo F. de Moraes  | Texto | PDF |

Guiné espanhola: apresentação

Pélissier, René  | Link | PDF |

Hereros

Carvalho, Ruy Duarte de  | PDF |

História e Arte: Reflexões sobre a literatura angolana

Baccega, Maria Aparecida  | Link | PDF |

História e lingüística

Diagne, P.  | PDF |

Hospedaria Vasque. Cultura, raça, género e expediente num oásis da Mauritânia

Silva, Maria Cardeira da  | Link | PDF |

Identidade étnica e direitos humanos nos países da África sub-saariana

Munanga, Kabengele  | Texto | PDF |

Identidade, segurança e a regeneração da pertença social na África Ocidental: reflexões sobre as crises na Costa do Marfim

Olukoshi, Adebayo; Sall, Ebrima  | PDF |

Ideologias, contradições e mistificações da colonização de Angola no século XX

Neto, Maria da Conceição  | Link | PDF |

Impactos da ocupação colonial nas sociedades rurais do sul de Angola

Silva, Elisete Marques da  | Link | PDF |

Importância da história da África negra (1965)

Athayde, Johildo L. de  | Link | PDF |

Início da Idade do Ferro na África meridional

Phillipson, D. W.  | PDF |

Introdução - História Geral da África IV: A África do séc. XII ao séc. XVI

Niane, Djibril Tamsir  | PDF |

Introdução ao fim da pré-história na África sub-saariana

Posnansky, M.  | PDF |

Introdução geral - História Geral da África, Vol. II: A África antiga

Mokhtar, G.; Vercoutter, J.  | PDF |

Islas de Fernando Poó y Annabón. Dos intentos de presencia española en África a fines del siglo XVIII

Crespi, Liliana  | PDF |

Jihad, Cativeiro e Redenção: escravidão, resistência e irmandade, Sudão Central e Bahia - 1835

Cairus, José Antônio Teófilo  | PDF |

Le rituel du cafe, contribution musulmane à l'identité national Ethiopienne

Ficquet, Eloi  | Link | PDF |

Leopold Sedar Senghor e a negritude

Oliveira, Waldir Freitas  | Link | PDF |

Letras africanas

Fernández, Silvio Castro  | Texto | Link |

Literatura e poder na África lusófona

Venâncio, José Carlos  | Link | PDF |

Literaturas africanas de expressão portuguesa - I

Ferreira, Manuel  | Link | PDF |

Literaturas africanas de expressão portuguesa - II

Ferreira, Manuel  | Link | PDF |

Livro: Sundjata ou a epopéia mandinga

Niane, Djibril Tamsir  | PDF |

Livro: Swahili Tales as Told by Natives from Zanzibar

Anônimo  | PDF |

Livro: Terra sonâmbula

Couto, Mia  | PDF |

Los sudafricanos miraron al Atlântico. La migración Boer a Argentina

Pineau, Marisa  | PDF |

Luanda: relações sociais e de gênero

Pantoja, Selma  | PDF |

Lugar da história na sociedade africana

Ki-Zerbo, J. e Hama, Boubou  | PDF |

Lusotropicalismo e nostalgia etnográfica: Jorge Dias entre Portugal e Moçambique

Macagno, Lorenzo  | Link | PDF |

Madagáscar

Vérin, P.  | PDF |

Mali: Uma viagem pelos tecidos

Bordas, Marie Ange  | PDF |

Mapa lingüístico da África

Dalby, D.  | PDF |

Medicina negro-africana

Barros, Denise Dias  | Texto |

Medicina negro-africana: institucionalidade, saberes e sentidos do adoecer e da loucura na África do Oeste e no Mali

Barros, Denise Dias  | Link | PDF |

Memórias da guerrilha: A disputa de um valioso capital

Bittencourt, Marcelo  | PDF |

Mercadores e carregadores das Caravanas do Sudão Central, século XIX

Lovejoy, Paul E.  | Texto | Link | PDF |

Meu nome é África

Couto, Mia  | Texto | Link |

Mia Couto e o exercício da humildade

Couto, Mia  | Link | PDF |

Migrações e diferenciações étnicas e lingüísticas

Olderogge, D.  | PDF |

Minha experiência na África

D'Ambrósio, Ubiratan  | Texto | PDF |

Minha gente, minha terra: As atribuições sociais da emigrante em Cabo Verde

Évora, Iolanda Maria Alves  | Link | PDF |

Minha história/trajetória de vida inserida na problemática da construção da cidadania e da nação moçambicana

Subuhana, Carlos  | PDF |

Miragens e Vitrinas: os paradoxos da arte africana contemporânea

Sansi, Roger  | Link | PDF |

Moçambique em retrato 3x4: Uma pequena brecha para a política africana do Brasil

Saraiva, José F. Sombra  | Link | PDF |

Moçambique, a década de 1970 e a corrente Wahhabita: uma diagonal

Monteiro, Fernando Amaro  | Link | PDF |

Moçambique: identidades, colonialismo e libertação

Cabaço, Jose Luis de Oliveira  | PDF |

Moçambique: islã e cultura tradicional

Bouene, Felizardo  | Link | PDF |

Modernidade, Modernismo e o lugar da África na história da arte da nossa época

Araeen, Rasheed  | Link | PDF |

Modos de calendarização entre os povos de Angola

Campos, Fernando  | PDF |

Monhés, Baneanes, Chinas e Afro-maometanos: Colonialismo e racismo em Lourenço Marques, Moçambique, 1890-1940

Zamparoni, Valdemir  | Link | PDF |

Muçulmanos em Espaços Lusófonos

Tiesler, Nina Clara  | Link | PDF |

Múltiplas faces da identidade africana

Mourão, Fernando Augusto de Albuquerque  | Link | PDF |

Naguib Mahfuz, o Egito e o romance árabe moderno

Farah, Paulo Daniel  | Texto | PDF |

Não é apenas a Beija-Flor: todos mentem sobre a real África

Lopes, Nei  | Texto |

Notas discursivas diante das máscaras africanas

Salum, Marta Heloísa Leuba (Lisy)  | Texto | Link |

Notas sobre a solidariedade e o fenômeno da orfandade na sociedade Akan-Agni

Almeida, Acácio  | Link | PDF |

Notas sobre o ''Quartier Brésil'' no Daomé

Braga, Júlio Santana  | Link | PDF |

Notas sobre o Reino do Congo no século XVI

Teixeira, Marli Geralda  | Link | PDF |

Notas sobre uma história de adesão coletiva ao Islã na África do oeste

Barros, Denise Dias; Abdalla, Mustafa  | PDF |

Notícia de uma pesquisa em África

Castro, Yeda Pessoa de  | Link | PDF |

O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX

Costa e Silva, Alberto da  | Link | PDF |

O crioulo da Guiné-Bissau

Augel, Johannes  | Link | PDF |

O declínio do Império do Mali

Ly-Tall, Madina  | PDF |

O Deus Supremo Iorubá; uma revisão das fontes

Verger, Pierre  | Link | PDF |

O Egito faraônico

Bakr, Abu A.  | PDF |

O Egito faraônico: sociedade, economia e cultura

Yoyotte, J.  | PDF |

O Egito na época helenística

Riad, H.  | PDF |

O Egito sob dominação romana

Donadoni, S.  | PDF |

O futuro já começou? Transições políticas e afirmação identitária entre os pastores kuvale (herero) do sudoeste de Angola

Carvalho, Ruy Duarte de  | Link | PDF |

O impacto francês na Educação em África, 1817-1960

Gardinier, David  | Link | PDF |

O império de Kush: Napata e Méroe

Leclant, J.  | PDF |

O Islã na África do Oeste e no Brasil

Dobronravine, Nikolay  | PDF |

O Islã, a cultura e língua árabes na África negra (1969)

Beltrán, Luis  | Link | PDF |

O Islão na África negra

Monteil, Vincent  | Link | PDF |

O Islão nos textos portugueses: noroeste africano (sécs. XV-XVII) - das representações à história

Horta, José da Silva  | Link | PDF |

O Islão plástico: Transformações da intimidade em contexto popular marroquino

Silva, Maria Cardeira da  | Link | PDF |

O Islão, as confrarias e o poder na Guiné (1963-1974)

Garcia, Francisco Proença  | Link | PDF |

O Kaabu e os seus vizinhos: uma leitura espacial e histórica explicativa de conflitos

Lopes, Carlos  | Link | PDF |

O legado do Egito faraônico

El-Nadoury, Rashid  | PDF |

O Luso, o Trópicos... e os Outros (Angola, c. 1900-1975)

Neto, Maria da Conceição  | PDF |

O Mali e a segunda expansão Manden

Niane, Djibril Tamsir  | PDF |

O mulato de portagem

Semedo, Manuel Brito  | Link | PDF |

O papel das forças armadas na África contemporânea (1966)

Berghe, Pierre L. van den  | Link | PDF |

O Percurso Político de um homem de Estado Africano: Léopold Sédar Senghor

Lopes, Júlio Mendes  | Texto | Link |

O período cartaginês (HGA II)

Warmington, B. H.  | PDF |

O período romano e pós-romano na África do norte - Parte 1 (HGA II)

Mahjoubi, A.  | PDF |

O Rei D. Pedro IV Ne Nsamu a Mbemba e a unidade do Congo (primeira parte)

Campos, Fernando  | Link | PDF |

O Rei D. Pedro IV Ne Nsamu a Mbemba e a unidade do Congo (segunda parte)

Campos, Fernando  | Link | PDF |

O romance como documento social: o caso de Mayombe

Serrano, Carlos  | Link | PDF |

O Saara durante a Antigüidade clássica

Salama, P.  | PDF |

O sufismo e a islamização da África Subsariana

Farinha, Dias  | Link | PDF |

O tráfico de escravos, despovoamento e sacrifícios humanos na historia de Benin

Graham, James D.  | Link | PDF |

O uso do GIS para entender o sistema de trocas no Egito antigo e na Núbia

Pellini, José Roberto  | Link |

Onde, o quê, quem, quando: Algumas notas sobre o conceptualismo

Enwezor, Okwui  | Link | PDF |

Origem e histórico do quilombo na África

Munanga, Kabengele  | Link | PDF |

Origens, desenvolvimento e expansão das técnicas agrícolas

Portères, R.; Barrau, J.  | PDF |

Os ''limites'' da racionalidade migratória guineense: redes, capital social e determinantes sócio-culturais nas dinâmicas migratórias contemporâneas

Butiam Có, João Ribeiro  | PDF |

Os africanos e o mar à chegada dos portugueses (Costa ocidental)

Santos, Maria E. M. dos  | PDF |

Os africanos e o mar: conhecimento e práticas à época da chegada dos portugueses

Santos, Maria Emília Madeira  | Link | PDF |

Os Akan-Agni Morofoé da Costa do Marfim (África do Oeste) frente à emergência e à disseminação do HIV/Aids

Almeida, Acácio  | Texto | Link | PDF |

Os Estudos Africanos no Brasil: Veredas

Zamparoni, Valdemir  | Texto | Link |

Os estudos de História da África e sua importância para o Brasil

Costa e Silva, Alberto da  | PDF |

Os haussa e seus vizinhos do Sudão central

Adamu, Mahdi  | PDF |

Os homens fósseis africanos

Leakey, R.  | PDF |

Os Lele revisitados - Acusações de feitiçaria à solta

Douglas, Mary  | PDF |

Os limites históricos de uma fronteira territorial: Guiné

Lopes, Carlos  | Link | PDF |

Os métodos interdisciplinares utilizados nesta obra [História geral da África, Unesco, 1980]

Ki-Zerbo, J.  | PDF |

Os povos da costa - primeiros contatos com os portugueses - de Casamance às lagunas da Costa do Marfim

Person, Yves  | PDF |

Os povos e reinos da curva do Níger e da Bacia do Volta, do século XII ao XVI

Izard, Michel  | PDF |

Os protoberberes

Desanges, J.  | PDF |

Os Songhais dos século XII ao XVI

Sissoko, Sékéné Mody  | PDF |

Os sonhos dos outros: travessias pela etnografia francesa

Barros, Denise Dias  | Texto |

Percursos da etnografia: Loucura e imaginário Dogon

Barros, Denise Dias  | PDF |

Perspectiva histórica do desenvolvimento cultural na Etiópia

Davis, William B.  | Link | PDF |

Poder, produção e circulação no Ngoyo

Serrano, Carlos  | PDF |

Política de boa vizinhança: Os chefes locais e os europeus em meados do século XIX. O caso de Dombe Grande

Aparício, Maria Alexandra  | PDF |

Pontas e ponteiros na Guiné Bissau

Pereira, João Dantas  | PDF |

Populações do Kaoko

Carvalho, Ruy Duarte de  | PDF |

Por dentro e ao redor da arte africana

Salum, Marta Heloísa Leuba (Lisy)  | Texto | Link |

Pour une approche islamologique aux langues africaines: le cas du Bambara au Mali

Zappa, Francesco  | Link | PDF |

Povos de Calabar

Santos, Cristiane B. e Zanoni, Dafne C. e Oliveira, Márcia S. D. de  | PDF |

Pré-história da África austral

Clark, J. D.  | PDF |

Pré-história da África central - Parte I

De Bayle Des Hermens, R.  | PDF |

Pré-história da África central - Parte II

Van Noten, F.  | PDF |

Pré-história da África do norte

Balout, L.  | PDF |

Pré-história da África ocidental

Shaw, T.  | PDF |

Pré-história da África oriental

Sutton, J. E. G  | PDF |

Pré-história do Saara

Hugot, H. J.  | PDF |

Pré-história do vale do Nilo

Debono, F.  | PDF |

Quadros cronológicos das fases pluviais e glaciais da África - Parte I

Said, I. R.  | PDF |

Quadros cronológicos das fases pluviais e glaciais da África - Parte II

Faure, H.  | PDF |

Raça, escravidão e Islã no Marrocos: a questão dos haratin

Hamel, Chouki El  | Link | PDF |

Raça, sexualidade e doença em Moçambique

Passador, Luiz Henrique e Thomaz, Omar Ribeiro  | Link | PDF |

Raízes históricas da homossexualidade no Atlântico lusófono negro

Mott, Luiz  | Link | PDF |

Reflexão sobre a organização paradigmática da pessoa na conjugação: um estudo comparativo entre português, francês e lingala

Hachim, Bukusu Ndongala  | Texto | Link |

Reflexos da cultura Iorubá na arte e nos artistas brasileiros

Silva, Antonio Vieira da  | Link | PDF |

Reino de Gaza: o desafio português na ocupação do sul de Moçambique (1821-1897)

Santos, Gabriela Aparecida dos  | PDF |

Reinos e povos do Chade

Lange, Dierk  | PDF |

Relações do Egito [Antigo] com o resto da África

Zayed, Abd El Hamid  | PDF |

Relações econômicas Brasil-África: a Câmara de Comércio Afro-Brasileira e a intermediação de negócios no mercado africano

Santana, Ivo de  | Link | PDF |

Relações entre o islamismo, a estrutura do estado e a hegemonia do Mali na África Negra durante o século XIV

Kern, Gustavo da Silva  | PDF |

Religiões africanas e estruturas de civilização

Bastide, Roger  | Link | PDF |

Resenha de ''O livro dos rios'', de José Luandino Vieira

Chaves, Rita  | Texto | Link |

Resenha de 'Moçambique: ensaios' de Peter Fry

Tedesco, Maria do Carmo Ferraz  | Link | PDF |

Resenha de 'Nação crioula: a correspondência secreta de Fradique Mendes' de José E. Agualusa

Zamparoni, Valdemir  | Link | PDF |

Resistência à escravidão na África: o caso dos escravos fugitivos recapturados em Angola, 1846-1876

Curto, José C.  | Link | PDF |

Revertendo imagens estereotipadas

Damasceno, Janaína  | Texto | Link |

Revisitando a crise angolana

Bittencourt, Marcelo  | PDF |

Revisitando as origens malgaxes

Campbell, Gwyn  | Texto | Link | PDF |

Roger Bastide e Angola - a Lunda - na obra de Castro Soromenho

Mourão, Fernando Augusto de Albuquerque  | Link | PDF |

Romuald Hazoumé

LEncyclopédie Universalis  | Link | PDF |

Rumo a África: contribuição para o estudo da presença das companhias de teatro e dos actores portugueses em África

Alvarez, José Carlos  | Link | PDF |

Ruy Duarte de Carvalho: antropologia e ficção na representação do mundo

Chaves, Rita  | Texto |

Santo Antão De Cabo Verde (1724-1732): Da ocupação inglesa à criação do regime municipal

Matos, Artur Teodoro de  | PDF |

Século XIX: mapeamento, prospecção e conflitos

Gebara, Alexsander Lemos de Almeida  | Texto | Link |

Senegâmbia: O desafio da história regional

Barry, Boubacar  | PDF |

Síntese do Colóquio ''O povoamento do Egito Antigo e a decifração da escrita meroíta''

Mokhtar, G. (coord. vol.)  | PDF |

Sou Brasileiro: História dos Tabom, afro-brasileiros em Acra, Gana.

Amos, Alcione Meira e Ayesu, Ebenezer  | Link | PDF |

Sumário Hisória Geral da África - Vol. IV

Niane, D. T.  | PDF |

Sumário História Geral da África - Vol. I

Ki-Zerbo, J. (coord. vol.)  | PDF |

Sumário História Geral da África - Vol. II

Mokhtar, G. (coord. vol.)  | PDF |

Tendências recentes das pesquisas históricas africanas e contribuição à história em geral

Curtin, P. D.  | PDF |

Teorias relativas às ''raças'' e história da África

Ki-Zerbo, J.  | PDF |

Terras negras, donos brancos: O processo de expropriação na região de Lourenço Marques, 1896-1930

Zamparoni, Valdemir  | PDF |

Tombuctu, a África do Sul e o idioma político

Farias, Paulo F. de Moraes  | Link | PDF |

Tuareg, os "homens azuis" do Sahara: história de um povo nômade

Ribeiro, Luiz D.; Leal, Maria E. Caminha  | PDF |

Um afro-brasileiro introdutor da cultura da cana-de-açúcar e da indústria açucareira na Nigéria do Norte

Lewicki, Tadeusz  | Link | PDF |

Um novo caminho para a geopolítica do Brasil: África subsaariana

Schutzer, Herbert  | Texto | PDF |

Uma festa de Xangô no Opô Afonjá

Universidade da Bahia - Unesco  | PDF |

Uma gaiola de ouro: a problemática da regeneração na literatura africana de língua portuguesa

Afolabi, Niyi  | Link | PDF |

Uma nova Idade média Saeliana a partir das inscrições árabes da República do Mali, de Paulo M. de Moraes Farias

Triaud, Jean-Louis  | PDF |

Uma palavra errante: A loucura nos contos dogon

Barros, Denise Dias  | PDF |

União Africana: Possibilidades e desafios

Ribeiro, Cláudio O.  | Link | PDF |

Urbain-Karim Elisio da Silva, um agudá descendente de negro malê

Reis, João José e Guran, Milton  | Link | PDF |

Utopia e dualidade no contato de culturas: o nascimento da literatura cabo-verdiana.

Junior, Benjamin Abdala  | Link | PDF |

Valores civilizatórios em sociedades negro-africanas

Leite, Fábio  | PDF |

Visages de l'Islam dans la litterature africaine de la langue française au Sud du Sahara

Riesz, Janos  | Link | PDF |

Voz de Angola em Tempo de Ultimato

Freudenthal, Aida  | Link | PDF |

Vozes asiáticas e o racismo colonial em Moçambique

Zamparoni, Valdemir  | Link | PDF |




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Atividade nos últimos dias:
        **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

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