Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

** Historiador dá nova visão sobre os índios no Brasil

 

Historiador dá nova visão sobre os índios no Brasil

Fonte: Portal Universidade 13/ Outubro 2010

A historiografia indígena vigente, baseada em documentos escritos pelo homem branco, tende a transmitir abordagem unilateral e incapaz de dar conta do papel exercido pelos índios na configuração social do Brasil Colônia. Uma contribuição para ampliar o horizonte de compreensão da questão está na obra Os indígenas e os processos de conquista dos sertões de Minas Gerais (1767-1813), escrita pelo historiador Adriano Toledo Paiva e recentemente lançada.

Graduado em História pela Universidade Federal de Viçosa, Adriano Toledo cursa doutorado na UFMG, com ênfase na pesquisa dos processos de conquista e governo dos sertões da Capitania de Minas Gerais na segunda metade do século 18. O livro é resultado de dissertação de mestrado e utiliza como estudo de caso a freguesia do Mártir São Manoel dos Sertões do Rio da Pomba e do Peixe dos Índios Cropós e Croatos, localizada em área de grande extensão territorial na atual Zona da Mata.

De acordo com Toledo Paiva, a ideia de que a cultura e as comunidades nativas dos territórios conquistados nas Minas do Ouro foram dizimadas disseminou-se e perdurou por muito tempo nos manuais didáticos e em uma produção historiográfica. No entanto, a população indígena na capitania era numerosa e os registros documentais por ele analisados revelam que os aborígenes se adaptaram às situações impostas pelo processo colonizatório, reestruturando suas concepções de espaço, liderança e poder.

Para o historiador, "a descoberta e a grande provocação do estudo é observar de que maneira os índios se inseriram no universo colonial, como eles incorporaram elementos colocados como mecanismos de conquista do homem branco e de que maneira acionaram esses instrumentos para alcançar seus próprios objetivos".

Adriano Toledo Paiva afirma que a colonização teve efeito devastador sobre as aldeias, transformando severamente alguns parâmetros da organização tradicional e eliminando lideranças e valores por meio de confrontos armados. Mas, a despeito disso, ele considera equivocada a ideia da conversão das aldeias em aldeamentos como processo que fez dos índios vítimas passivas de um projeto político.

O pesquisador mostra que os índios souberam explorar as vantagens oferecidas pelo Estado, e a partir de alianças com o poder colonial
reconfiguraram suas aldeias. "Os conquistados encontraram novas formas de organização diante da suposta submissão ao poder colonial", afirma Paiva.

Narrativa
O fio da narrativa se desenvolve pela descrição de alguns personagens, escolhidos conforme a temática que o estudo se propõe a observar. Adriano Toledo conta, por exemplo, a trajetória do Padre Manuel de Jesus Maria, primeiro vigário da freguesia. Nascido de ventre escravo, ele se ofereceu para construir o aldeamento e para catequizar os seus índios, instaurando um novo organismo social extremamente mesclado
e complexo.

Em outra frente, o autor desconstrói a tese de alguns pesquisadores que usaram a história de Pedro da Motta, índio e padre, para tentar provar a incapacidade do indígena de viver no mundo do colonizador. "Desde a chegada das primeiras caravelas, os índios foram pensados como seres efêmeros e em transição. Não devemos abordar essas comunidades como cultura pura ou original e fadadas a contaminações que desagregam o ser índio. Precisamos compreender as reformulações identitárias e culturais vivenciadas pelos indígenas ao longo do tempo", conclui.

__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

** [anpuhes] Lançamento: Revista Dimensões v. 24

 


 
              O Programa de Pós-Graduação em História e o Núcleo de Pesquisa e Informação Histórica da Ufes tem a honra de informar o lançamento do último número de Dimensões cujo dossiê, organizado pelo prof. Júlio Bentivoglio, se intitula Formas da História, Sentidos da Historiografia.  Os artigos podem ser acessados livremente por meio do endereço www.ufes.br/ppghis/dimensoes.  Solicitamos a todos que nos auxiliem na divulgação desta mensagem.
               Cordiais saudações,
               Prof. Gilvan Ventura - editor de Dimensões

Dimensões
VOL. 24, 2010

Apresentação
Júlio Bentivoglio

Dossiê: Formas da História, Sentidos da Historiografia

História: conhecimento, verdade, argumento
Estevão de Rezende Martins

A filosofia da História de R. G. Collingwood: duas contribuições
Cristiano Alencar Arrais

Hans-Georg Gadamer e a Teoria da História
Pedro Spinola Pereira Caldas
Teoria e metodologia na escrita da História do Brasil: Afonso de Taunay e a Academia Brasileira de Letras
Karina Anhezini

A História Conceitual de Reinhart Koselleck
Julio Bentivoglio

A aporia da História em dois momentos: na Antiguidade Clássica e no historicismo
Géssica Góes Guimarães Gaio

A biografia como escrita da História: possibilidades, limites e tensões
Alexandre de Sá Avelar

Teoria da História e Filosofia da História: uma análise das relações entre a epistemologia, a metodologia e o pensamento especulativo
Carlos Oiti Berbert Junior

Pensamento indomado: História, poder e resistência em Michel Foucault e Gilles Deleuze

Davis M. Alvim

Sobre a utilidade e desvantagem da ciência histórica, segundo Nietzsche e Gumbrecht
Marcelo de Mello Rangel

História Econômica, História em construção
Rogério Naques Faleiros
"O dever-ser é coisa do Diabo"? Sobre o problema da neutralidade axiológica em Max Weber
Sérgio da Mata
Razão e experiência na constituição do conhecimento histórico: reflexões sobre os aspectos indiciários do paradigma newtoniano
Sara Albieri
Artigos

"Eu canto o sertão que é meu": escrituras de sertão na poesia de Patativa do Assaré
Henrique Pereira Rocha
Iranilson Buriti
José Clerton de Oliveira Martins

Vilas operárias no Rio Grande do Sul: uma breve reflexão sobre o Bairro da Balsa em Pelotas, Bairro São Cristóvão em Passo Fundo e Galópolis em Caxias do Sul
Neuza Regina Janke
Resenha

História do Estado do Espírito Santo – Uma história maciça das elites
Paolo Spedicato


__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

** Cientistas sociais de países de língua portuguesa chegam à internet

 

Fonte: JC e-mail 4114, de 11 de Outubro de 2010.
 
Cientistas sociais de países de língua portuguesa chegam à internet


Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do Brasil (CPDOC/FGV) divulga acervo de entrevistas com cientistas sociais de Brasil, Portugal e Moçambique

O projeto "Cientistas Sociais de Países de Língua Portuguesa: Histórias de Vida" produz e disponibiliza ao grande público, via internet, entrevistas filmadas com cientistas sociais de Brasil, Portugal e Moçambique.

Resultado de uma parceria entre instituições dos três países, com apoio do CNPq, o projeto reúne depoimentos sobre as trajetórias individuais dos entrevistados e, através delas, também a história das Ciências Sociais nesses países.

As entrevistas têm levado também ao acesso a memoriais, filmes, fotografias e textos relacionados às trajetórias e pesquisas dos cientistas sociais entrevistados, material também disponibilizado online.

Os resultados, em constante atualização, podem ser vistos em http://cpdoc.fgv.br/cientistassociais

Conheça nosso perfil no Faceboock
__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

__,_._,___

** A Proteção do Patrimônio Arqueológico Subaquático brasileiro - uma breve avaliação

 
A Proteção do Patrimônio Arqueológico Subaquático brasileiro – uma breve avaliação

Daniel M. Gusmão


No último dia 7 de outubro, o jornal O Globo noticiou na sua coluna Ciência/Cultura  que o governo da Espanha, por meio de sua Marinha de Guerra, juntamente com o Ministério da Cultura estavam empreendendo um grande trabalho de salvamento do patrimônio cultural subaquático.
Por meio da Campanha de Proteção do Patrimônio Arqueológico Subaquático a Marinha espanhola, com dois navios de guerra e uma lancha hidrográfica, juntamente com seus mergulhadores e arqueólogos subaquáticos do Centro de Arqueologia Subaquática (CAS) pretendem localizar, identificar e quando possível, resgatar naufrágios existentes na plataforma continental do Golfo de Cádiz até uma profundidade de 200 metros. Num segundo momento este trabalho se estenderá a toda costa espanhola.
Esta empreitada da armada espanhola faz parte de um grande projeto denominado Plano Nacional para a Proteção do Patrimônio Arqueológico Subaquático (PNPPAS), aprovado em 20NOV2007 pelo governo espanhol. Este plano prever que sejam adotadas medidas efetivas para a salvaguarda, conservação e difusão do patrimônio espanhol subaquático, no intuito de evitar que as atividades de exploração não afetem diretamente este patrimônio e velar para que as atividades subaquáticas legalmente autorizadas não incidam negativamente em sua conservação.
Cabe destacar, que o governo espanhol desde 06JUN2005 tornou-se um dos países signatários da convenção da UNESCO sobre a Proteção ao Patrimônio Cultural Subaquático aprovada em 02NOV2001. Ratificada por mais de trinta países como Espanha, Portugal, México, dentre outros ela ainda apresenta algumas divergências diante do conceito de "patrimônio da humanidade", sendo que nações como o Brasil, Inglaterra, Holanda, Alemanha, etc; que mantêm políticas voltadas para o proteção do patrimônio cultural subaquático não ratificaram a presente convenção.
A convenção estabelece como regra básica, a proibição da exploração comercial do patrimônio arqueológico subaquático e regula normas relativas às atividades voltadas para a proteção deste acervo tornando-os patrimônios da humanidade.
A Espanha despertou para a proteção do seu patrimônio cultural subaquático somente depois de ter o seu mar territorial invadido pela empresa de explorações submarinas Odyssey Explorer, sediada na Flórida (EUA). Em 2007, esta empresa localizou e explorou a embarcação de guerra Nuestra Señora de las Mercedes, que naufragou em 1804, atacada por navios ingleses no Estreito de Gilbraltar e dela retirou mais de 500.000 moedas e diversos objetos, desde então o governo espanhol vem travando uma batalha judicial para obter a posse desse seu patrimônio histórico e arqueológico.
Apesar de não ser signatário da convenção da UNESCO, o Brasil vem engatinhando na adoção de medidas para a proteção de seu patrimônio arqueológico subaquático.
No início da década de 80, notícias de saque em naufrágios da costa do nordeste brasileiro mobilizaram um navio de guerra, o Navio de Socorro Submarino Gastão Moutinho, mergulhadores da Marinha do Brasil (MB) e especialistas do então Serviço de Documentação-Geral da Marinha para trabalhos de salvamento dos referidos naufrágios.
A partir deste trabalho de salvamento, o Museu Naval e Oceanográfico inaugurou, em 10DEZ1993, a exposição Arqueologia Subaquática no Brasil, primeira exposição museológica do gênero no País.
Mesmo sem realizar um projeto arqueológico subaquático dentro dos parâmetros acadêmicos vigentes atualmente, este trabalho de salvamento da Marinha propiciou uma reflexão sobre a atividade arqueológica no Brasil.
Até meados da década de 80, não havia no País norma especifica que regulamentasse as atividades de arqueologia subaquática. O que havia até então dispunha apenas sobre monumentos arqueológicos e pré-históricos cabendo ao então Ministério de Educação e Cultura, por meio da Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a gerência destas atividades no País.
Foi somente em 1986, que se sancionou lei que dispunha sobre a pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas ou bens afundados, submersos, encalhados e perdidos em águas sob jurisdição nacional, em terreno de marinha e seus acrescidos e em terreno de marinha e seus acrescidos e em terrenos marginais, em decorrência de sinistro, alijamento ou fortuna do mar . A referida lei propunha que a coordenação, controle e fiscalização das atividades subaquáticas passaram a ser de competência do então Ministério da Marinha.
A partir desta lei, iniciava-se uma forma sistemática de proteger o patrimônio cultural subaquático, que ganhou força três após a sua vigência com uma portaria interministerial, aprovando normas comuns, no intuito de
"(...) estabelecer procedimentos visando à padronização de ações adotadas pelos Ministérios da Marinha e da Cultura quanto à pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas ou bens de valor artístico, de interesse histórico ou arqueológico afundados, submersos, encalhados e perdidos em águas sob jurisdição nacional, em terrenos de marinha e seus acrescidos e em terrenos marginais, em decorrência de sinistro, alijamento ou fortuna do mar ".

Até então, a proteção do patrimônio cultural subaquático brasileiro estava gerido por um conjunto de regras que o protegiam, pois as citadas normas proibiam a sua comercialização; porém, de acordo com o Livro Amarelo (...) irônica e lamentavelmente, em 27 de dezembro de 2000 (entre as festas de Natal e Ano Novo) foi sancionada a Lei Federal nº 10.166, que alterou significativamente os procedimentos da Lei nº 7.542 .
A lei em vigor, a partir de 2000, propiciou concessão para a realização de operações e atividades de pesquisa, exploração, remoção ou demolição a pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras, e também a possibilidade do pagamento de recompensa a terceiros que venham a explorar patrimônio arqueológico subaquático nacional.
Estas mudanças apresentaram um retrocesso pela salvaguarda e proteção do patrimônio cultural. Porém, a partir de 2006, com a iniciativa da Deputada Nice Lobão, encontra-se tramitando no Senado Federal, Projeto de Lei da Câmara nº 45, de 2008, dispondo sobre o patrimônio cultural subaquático brasileiro e revogando os artigos da Lei nº 10.166/2000, que tratam do pagamento de recompensa sobre o referido patrimônio.
Nestes últimos quatros anos, diversos fatores ocorreram que influenciou de maneira positiva ou negativa a atividade arqueológica subaquática no Brasil.
Em 2007, um dos maiores grupos de pesquisa e explorações subaquáticas do mundo, a empresa húngara Octupus (www.deepresearch.hu
), obteve autorização da Marinha do Brasil para localizar uma embarcação holandesa naufragada na costa do Estado do Pernambuco.
Foi a primeira vez, que se concedeu autorização a um grupo estrangeiro para realizar pesquisas arqueológicas subaquáticas em águas jurisdicionais brasileiras.
Nos últimos anos, grupos vêm realizando trabalhos de pesquisa e exploração de naufrágios na costa brasileira. Cabe destacar que estes trabalhos são autorizados pela MB e devem ser acompanhados/fiscalizados, em conjunto pela MB e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Um exemplo de trabalho que vem sendo bem efetuado e acompanhado pelos órgãos competentes é a atividade de conservação e estudos de um naufrágio localizado na Praia dos Ingleses, na Ilha de Santa Catarina pela Organização Não-Governamental Projeto de Arqueologia Subaquática (ONG PAS) - http://www.ongpas.com/
.
Cabe ressaltar, que o domínio das técnicas de atividades aplicadas ao mergulho tem se desenvolvido rapidamente nos últimos anos, propiciando desta forma uma maior permanência do homem no meio subaquático. Desta forma, o patrimônio cultural que permaneceu guardado durante séculos tende-se a ser deteriorado em pouco tempo devido à ação do homem se não for devidamente pesquisa, estudado e conservado.
Exemplo desta ação indevida, fora noticiada recentemente quando da retirada de embarcações e objetos do leito do Rio Paraná por terceiros sem autorização da Autoridade Marítima.
A importância deste segmento para a preservação do patrimônio arqueológico nacional, redundou na criação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), órgão do Ministério da Cultura que se voltará especificamente para as atividades de preservação e proteção do patrimônio arqueológico nacional.
Destarte, cada vez mais os países desenvolvidos estão lançando maciças campanhas de proteção ao patrimônio cultural subaquático notadamente contra a exploração indevida por grandes grupos de caça-tesouros, a exemplo do que a Espanha vem realizando a favor do seu patrimônio.
Ações como a do governo espanhol, inibirão as atividades de tais grupos, fazendo com que eles se voltem para países, como o nosso, que mantém uma tímida política de proteção ao seu patrimônio, que poderá ser contornada com a aprovação do projeto de lei que tramita no congresso e uma ação mais efetiva do governo brasileiro, assim como fez o governo da Espanha, por meio da utilização dos seus navios de guerra.

 
Conheça nosso perfil no Faceboock
__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

sábado, 9 de outubro de 2010

** PRORROGA PARA EL ENVIO DE PONENCIAS COMPLETAS. II Jornadas Internacionales de Problemas Latinoamericanos.

 

PRORROGA PARA EL ENVIO DE PONENCIAS COMPLETAS

Se informa a todos los inscriptos con ponencia APROBADAS que se ha extendido el plazo para el envío de los escritos completos hasta el día 15 de octubre de 2010 -para poder ser incluidos en la memoria del congreso- y el día 20 de octubre como fecha límite para la participación en calidad de ponentes.
Luego de esta última fecha se desestimarán las incripciones de aquellos autores que no hayan enviado sus ponencias completas.

Así mismo se recuerda que:
. Los trabajos deben ser enviados en formato Word 97/2003 ó RTF, respetando las normas editoriales (descargables desde aquí: [ descargar ] ó del panel lateral del blog.) a la dirección ponentes2jornadas@gmail.com
. En el asunto del mail debe figurar el número de simposio en el que participa la ponencia y los apellidos de los autores. Ejemplo: "Asunto: 5 - Dominguez, Gomez" para una ponencia de los autores "Dominguez y Gomez inscripta en el simposio Nº5.
. Sólo uno de los integrantes de la ponencia debe mandar el texto completo (siguiendo el ejemplo anterior, si envía el mail "Dominguez", el autor "Gomez" no debe enviar nada.)

Comité Organizador

Propuestas de Simposios
Las propuestas de Simposios, Presentaciones de publicaciones y proyectos audiovisuales se recibirán hasta el 15 de febrero de 2010 en el correo electrónico del Comité organizador: 2jornadaslatinoamericanas@gmail.com Se deberá enviar un resumen de la propuesta con una extensión máxima de 500 palabras. Asimismo cada simposio debe proponer la modalidad de la mesa y las actividades complementarias como talleres, conferencias, proyecciones audiovisuales, presentaciones de publicaciones, etc. En la presentación deberán figurar los nombres, contactos y pertenencia institucional de los coordinadores propuestos. Su aprobación será realizada por el Comité Organizador y el Comité Académico. El detalle de Simposios se publicará en el sitio web de las Jornadas (http://jornadaslatinoamericanas.blogspot.com/) y se dará a conocer vía correo electrónico a partir del 31 de marzo de 2010.

Modelo presentación
Titulo simposio
Resumen
Actividades complementarias –no obligatorio-
Nombres coordinadores /pertenencia institucional
Cronograma

Comité Académico
Adrián Scribano (Centro de Estudios Avanzados Unidad Ejecutora de CONICET)
Alberto Betancourt Posada (Universidad Nacional Autónoma de México)
Alberto Bonnet (Universidad Nacional de Quilmes, Argentina)
Alexis Meza Sánchez (Universidad ARCIS, Chile)
Claudia Girón (Movimiento de Víctimas de Crímenes de Estado, Colombia).
Cleria Botelho da Costa (Universidad de Brasilia, Brasil)
Ernesto Mora Queipo (Universidad del Zulia, Venezuela)
Marcos Montysuma (Universidad Federal de Santa Catarina, Brasil)
Mónica Gordillo (Universidad Nacional de Córdoba- CONICET)
Rachel A. May (University of Washington, USA)
Robson Laverdi (Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil)
Sara Ortelli (CONICET-UNCPBA, Argentina)

Comité Organizador
Escuela de Historia, Facultad de Filosofía y Humanidades de la Universidad Nacional de Córdoba.
Programa Acción Colectiva y Conflicto Social. Centro de Estudios Avanzados - UE/ CONICET. Universidad Nacional de Córdoba.
Programa Antropología e Historia relación capital trabajo. Centro de Estudios Avanzados - UE/ CONICET. Universidad Nacional de Córdoba.
Equipo de Investigación "Conflictos y formas de movilización social dentro de un paradigma flexibilizador". CIFFYH. Universidad Nacional de Córdoba.
Doctorado en Estudios Sociales de América Latina. Centro de Estudios Avanzados. Universidad Nacional de Córdoba.
Cátedra Historia de América II, Escuela de Historia, Facultad de Filosofía y Humanidades de la Universidad Nacional de Córdoba.
Cátedra Problemas Latinoamericanos Contemporáneos, Departamento de Historia, Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires.
Cátedra Historia América General Contemporánea, Facultad de Humanidades de la Universidad Nacional de Mar del Plata.
Cátedra Historia de América III B, Departamento de Historia, Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires.
Observatorio de Derechos Humanos de la Región Andina, Centro de Estudios Trasandinos y Latinoamericanos, Facultad de Ciencias Políticas y Sociales de la Universidad Nacional de Cuyo.
Escuela de Historia y Ciencias Sociales, Universidad ARCIS, Chile.
Centro de Estudios sobre América Latina Contemporánea, Facultad de Humanidades y Artes de la Universidad Nacional de Rosario.

__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

** História Econômica

 
História Econômica
No próximo dia 13, das 11h30 às 13h30, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, acontece o seminário "O empenho que não se dissolve: notas de pesquisa sobre o endividamento de senhores de engenho de Pernambuco, século XVIII, início do XIX".
O evento faz parte do Programa de Seminários em História Econômica do Hermes e Clio, Grupo de Estudos e Pesquisa em História Econômica da FEA.
Ministrado pela professora Teresa Cristina de Novaes Marques (Universidade de Brasilia), o seminário ocorre das 11h30 às 13h30, na sala 19 do prédio FEA-2, localizado na Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo.
O evento é gratuito e aberto a todos os interessados.
Mais informaçõs: (11) 3091-5802, site www.usp.br/econ
Conheça nosso perfil no Faceboock
__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

__,_._,___

** Convite DIA DO ARQUIVISTA - Arquivo Público do Paraná

 
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com
__,_._,___

** Relações entre Igreja e Estado no Brasil

 
Fonte: Boletim Agência Carta Maior - 08/10/2010

Relações entre Igreja e Estado no Brasil


É inconcebível que em pleno século XXI, presbíteros da Igreja Católica voltem a práticas vergonhosas, que deviam constar apenas de uma história passada e lamentável, quando desempenhavam o papel de cabos eleitorais e lacaios do vil fisiologismo partidário. Algo deve estar errado na formação básica desses presbíteros bem como na sua formação continuada ao longo do exercício de seu ministério pastoral. Esses presbíteros estão servindo de inocentes úteis nas mãos daqueles que se opõem frontalmente às mudanças estruturais que visam abrir novos canais para a ascensão social da maioria da população de menor poder aquisitivo. Essa chantagem deve ser desmascarada publicamente. O artigo é de Raimundo Caramuru Barros.
RELAÇÕES ENTRE IGREJA E ESTADO NO BRASIL: COOPERADORES PARA O DESENVOLVIMENTO E NÃO LACAIOS DO FISIOLOGISMO PARTIDÁRIO

Durante a novena que prepara a festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, parece-nos consentâneo e relevante parar para refletir sobre as verdadeiras e legítimas relações entre Igreja e Estado na tradição deste país.


No período do Brasil Colônia e do Brasil Império (1500 a 1889) o catolicismo era a religião oficial do Estado Brasileiro em decorrência da herança recebida de Portugal que firmara com a Sé da Igreja Católica em Roma a Lei do Padroado. Por esta Lei eram reguladas as relações entre Lisboa e o Pontificado Romano.


Na década de 1870, o Conselho do Império brasileiro mandou encarcerar e endossou a condenação dos Bispos Dom Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira (Olinda – Recife) e Dom Antonio de Macedo Costa (Belém do Pará) por uma questão de consciência sustentada por esses prelados sobre os direitos da Igreja em uma questão de natureza nitidamente religiosa. Ficou então patente que a Igreja no Brasil Imperial tornara-se tão somente uma Repartição Pública do Estado Brasileiro. Por isso, a primeira Constituição Republicana de fevereiro de 1891, com pleno assentimento da Igreja Católica, estabeleceu a separação entre Igreja e Estado. Durante toda a primeira República (1891 a 1930) e do primeiro período da era Vargas (1930 a 1945), as relações entre Igreja e Estado foram pautadas pelo respeito mútuo e pela cooperação em assuntos de interesse comum.


Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, na qualidade de arcebispo de Olinda - Recife de 1916 a 1921, de arcebispo do Rio de Janeiro de 1922 a 1930 e de Cardeal de 1930 a 1942 liderou as relações entre Igreja e Estado durante todo esse período. Sua iniciativa em persuadir o Presidente Washington Luís em 1930 a renunciar espontaneamente à Presidência da Republica, salvou o Brasil de uma iminente guerra civil que, além de sanguinolenta, arriscava provocar a fragmentação da unidade nacional. Desta maneira prestou um serviço inestimável a toda a nação.


Dom Leme sempre resistiu com determinação a todas as iniciativas visando à criação de um Partido Católico. Criou, porém, a Liga Eleitoral Católica com a missão exclusiva de traçar critérios para orientar os fiéis na escolha de candidatos. Dizia-se que a Igreja situava-se “fora e acima dos partidos”. Em coerência com sua missão pastoral, este Cardeal conseguiu de Getúlio o compromisso de sempre escutar a Igreja em decisões relativas a assuntos que envolvessem a fé e a moral.


Neste período a Igreja dedicou-se à sólida formação de seus futuros presbíteros (sacerdotes) em instituições denominadas de seminários, muitos dos quais se tornaram verdadeiros centros de cultura humanista.


Nestas instituições os candidatos ao sacerdócio eram amplamente informados sobre a “questão religiosa” que acirrara as relações entre a Igreja e o Estado brasileiro na década de 1870 e a partir desse fato eram vacinados contra qualquer envolvimento com partidos políticos. Ao longo do tempo houve exceções. Mas, considerando o conjunto do clero é possível afirmar que esses casos foram percentualmente raros.


A ocorrência desse tipo de engajamento político - partidário limitou-se em grande parte a sacerdotes que se candidataram a cargos eletivos e/ou militaram em partidos políticos com as melhores das intenções, tais como evitar o triunfo do partido comunista em território brasileiro. Alguns deles apoiaram ostensivamente partidos políticos que se apresentavam como instrumentos eficazes para combater o comunismo ateu. Os bispos os afastaram de suas funções pastorais e buscaram paternalmente dissuadi-los desse tipo de engajamento mais próprio para ser exercido por fiéis leigos. Ao mesmo tempo os bispos criaram condições para que esses presbíteros retornassem às suas funções pastorais. Em todo caso esses sacerdotes foram sistematicamente barrados de acesso ao episcopado até que ao longo de muitos anos comprovassem estarem curados deste desvio de função.


Do ponto de vista do episcopado desenvolveu-se e consolidou-se ao longo de todo esse período até a intervenção militar de 1964 uma relação de cooperação para o desenvolvimento entre a Igreja hierárquica e o Estado Brasileiro. Esta relação se traduziu primeiramente nos programas de desenvolvimento regional, tais como Bacia São Francisco, Semi – árido Nordestino, Vales Úmidos, Bacia do Rio Doce, Vale do Paraíba, Amazônia, etc. Este tipo de relação foi assumido igualmente no tocante a programas setoriais específicos, tais como: na criação e operacionalização do Movimento de Educação de Base – MEB, e no esforço concentrado de sindicalização rural na primeira metade da década de 1960 com a criação pela Igreja das diversas Frentes Agrárias Regionais engajadas nesta sindicalização.


A partir da década de 1960 o panorama modificou-se radicalmente em decorrência de dois acontecimentos que conduziram as relações entre a Igreja e o Estado brasileiro a situar-se em um novo contexto: o Concílio Vaticano II e a intervenção militar de 1964. O Concílio Vaticano II de 1962 a 1965 desencadeou um processo de profunda renovação da Igreja Católica, coroando um movimento iniciado em meados do século XIX que visava a uma retomada e aprofundamento das fontes bíblicas e da tradição dos Padres da Igreja que nos primeiros séculos da era cristã receberam a revelação divina mais diretamente do Colégio dos Apóstolos.


Entre outras dimensões este Concílio destacou o Desígnio Divino de Salvação; o mistério da Igreja como um mistério de comunhão com a Trindade e entre seus membros; a natureza peregrina da Igreja como sinal sensível e eficaz do Reino de Deus presente na caminhada da humanidade através da história; as relações de serviço recíproco entre a Igreja e a Sociedade humana, em que a Igreja em coerência com sua missão divina procura promover a dignidade da pessoa humana, da comunidade humana e da atividade humana; e ao mesmo tempo esta mesma Igreja reconhece que os progressos da comunidade humana no plano da família, da cultura, da atividade econômica e social, bem como da política nacional e internacional contribuem de maneira relevante para que ela possa desenvolver em maior amplitude a sua missão de acordo com o Desígnio divino. As encíclicas “Mater et Magistra” e “Pacenm in Terris” do Papa João XXIII; “Populorom Progressio” de Paulo VI, bem como a Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” desse último Pontífice, detalham, ilustram e fazem avançar as diretrizes fundamentais emanadas do Vaticano II.


A Igreja no Brasil notabilizou-se como a Igreja que melhor absorveu o esforço renovador deste Concílio, bem como aquela que mais rápida e profundamente implantou suas diretrizes em todo o território nacional.

Dentro da amplitude desta renovação, no tocante às relações entre Igreja e Sociedade, duas dimensões merecem destaque: a promoção dos direitos fundamentais da pessoa humana e a solidariedade indispensável e prioritária para com as camadas menos favorecidas da sociedade brasileira, marcada ao longo dos últimos cinco séculos de sua história por gritantes desigualdades sociais.

Com respeito à intervenção militar de 1964 dois fatores merecem realce. O primeiro foi extremamente benéfico para a Igreja, na medida em que os vinte anos de Governos militares (1964 a 1985) erradicaram o fisiologismo partidário que enxovalhava setores específicos de presbíteros que na sua atuação recorriam a essas práticas inaceitáveis.


O segundo destaque diz respeito à atuação da Igreja renovada pelo Concílio Vaticanos II , quando a partir de julho de 1968, a linha dura dentro das Forças Armadas conseguiu assumir uma influência dominante e ao longo do Governo do Presidente Médici institucionalizou a prática da tortura de maneira arbitrária e indiscriminada. Neste mesmo período a política econômica sob a liderança de Delfim Neto promoveu um modelo de acentuada concentração de renda, deixando as camadas de menor poder aquisitivo totalmente desprotegida na Rua da Amargura. À luz do Vaticano II, a Igreja no Brasil liderada por insignes prelados e com o suporte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil enfrentou o Estado Brasileiro nas duas frentes: Defesa e promoção dos direitos fundamentais da pessoa humana em face da arbitrariedade do sistema de torturas; Promoção da causa da população de menor poder aquisitivo, ameaçada pelo modelo avassalador de concentração de renda. Nesta oportunidade, a Igreja era a única Voz que assumia posição em nome daqueles e daquelas que tinham sido cassados do seu direito de expressão. Com o fim do período de intervenção militar e da inauguração da volta do país a um regime de democracia civil, a Igreja continua dentro de um novo contexto com a missão que lhe foi confiada pelo Concílio Vaticano II e pelos documentos Pontifícios que retomaram, desenvolveram e ampliaram as diretrizes deste Concílio.


Em primeiro lugar é inconcebível que em pleno século XXI, presbíteros da Igreja Católica que congrega mais de três quartos da população brasileira voltem a práticas vergonhosas, que deviam constar apenas de uma história passada e lamentável, quando desempenhavam o papel de cabos eleitorais e lacaios do vil fisiologismo partidário. Algo deve estar errado na formação básica desses presbíteros bem como na sua formação continuada ao longo do exercício de seu ministério pastoral. Mais recentemente esses presbíteros na sua ingenuidade política estão servindo de inocentes úteis nas mãos daqueles que se opõem frontalmente às mudanças estruturais que visam abrir novos canais para a ascensão social da maioria da população de menor poder aquisitivo. Esses presbíteros não perceberam a chantagem armada pelos paladinos do “status quo”, que se camuflaram em defensores da vida, e em seguida num golpe falacioso acusaram caluniosamente de inimigos da promoção da vida todos aqueles dedicados à elevação social das classes menos favorecidas. Desta maneira foi subtraída do debate a prioridade a ser outorgada aos pobres.


É de capital importância que essa chantagem seja publicamente desmascarada e que as boas intenções desses presbíteros sejam orientadas não para sustentar as forças que desejam a manutenção atual das estruturas injustas e discriminatórias, mas em benefício da maioria da população de menor poder aquisitivo. Cura-se assim uma chaga multissecular que corrói a estrutura social da nação. Promove-se ao mesmo tempo o exercício universal da cidadania e confere-se maior consistência ao tecido da verdadeira e legítima democracia no País.


À luz do Magistério da Igreja, as relações entre Igreja e Estado Brasileiro devem ser antes de tudo a de cooperadores para o desenvolvimento como sobejamente apontado pelos Documentos conciliares e Pontifícios, e mais particularmente explicitado pela Exortação Apostólica de Paulo VI “Evangelii Nuntiandi” de 8 de dezembro de 1976. O tema da Campanha da Fraternidade de 2011 sobre “Fraternidade e a Vida no Planeta Terra” é uma oportunidade ímpar para definir de maneira mais atualizada esta cooperação em função das novas exigências de um desenvolvimento denominado como sustentável, na medida em que confere prioridade à vida e não à matéria inorgânica que deve ficar sujeita à preciosidade inestimável do fenômeno sublime da vida e da solidariedade que deve existir entre todos os seres vivos que povoam o Planeta, dos mais ínfimos organismos até a dignidade ímpar do ser humano, chamado a participar como filho da comunhão de vida das três Pessoas divinas.


É preciso levar em conta que o conceito de vida à luz da Revelação divina é um conceito de natureza analógica, como soe acontecer com tantos outros conceitos da verdade revelada. Por isso, ele engloba um vasto leque de diversos níveis de vida em toda a obra da criação, bem como na obra da Redenção, ambas protagonizadas pela segunda Pessoa da Trindade, a Palavra que se fez carne e habitou entre nós (
Evangelho de João, capítulo primeiro).

Esta Palavra encarnada tornou-se o Primogênito de todos os seres criados, pois aprouve a Deus fazer Nele habitar toda a plenitude da divindade e reconciliar por Ele e para Ele todos os seres tanto terrestres como celestes, estabelecendo a paz pelo sangue de sua cruz (
Carta aos cristãos de Colossos, capítulos 1 e 2).

(*) Raimundo Caramuru Barros é mestre em economia pelo Boston College, EUA. Foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e atuou como especialista nas áreas de transportes, trânsito e meio ambiente, dedicando-se em seguida à assessoria de diversas organizações não-governamentais. É autor de Desenvolvimento da Amazônia – como construir uma civilização da vida e a serviço dos seres vivos nessa região (Editora Paulus, 2009). Publicou livros e artigos sobre a Igreja no Brasil, entre eles, Dom Helder: Artesão da Paz, uma publicação do Senado Federal, volume 120.


__._,_.___
Atividade nos últimos dias:
    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.


                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
 
Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

Arquivo do blog

Seguidores do Grupo de Estudos da História do Brasil - GEHB.