Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

** Projeto conta trajetória política dos comunistas em Magé RJ

 
Fonte: FAPERJ 22/06/2011

Projeto conta trajetória política dos comunistas em Magé

Danielle Kiffer

 Acervo pessoal
         
          Câmara Municipal de Magé, em meados do século XX

A trajetória política do Partido Comunista Brasileiro (PCB) nas grandes cidades é conhecida e divulgada. Entretanto, houve, ao longo do tempo, polos importantes em cidades do interior do estado onde o partido atuou e que podem dizer muito sobre a classe trabalhadora e sobre a história do próprio PCB. Um exemplo é a cidade de Magé, que foi palco de muitos acontecimentos relacionados ao partido junto à classe operária. O município fluminense teve 11 vereadores comunistas eleitos de 1947 a 1964, parte deles ex-operários têxteis e dirigentes nos sindicatos dos trabalhadores locais. Uma pesquisa do historiador Felipe Augusto dos Santos Ribeiro, hoje doutorando na Fundação Getúlio Vargas (FGV), resgata informações sobre a atuação do PCB em Magé. O estudo resultou em sua dissertação de mestrado, defendida em 2009 na Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). "Este trabalho permite repensar a política fluminense e a própria trajetória do Partido Comunista Brasileiro, pois mostra os militantes comunistas fora dos grandes centros urbanos e exercendo papéis no Parlamento, discutindo leis. Acredito que seja interessante para lançar um novo olhar sobre a atuação do partido", conta o pesquisador, que foi contemplado com bolsa de mestrado da FAPERJ de 2007 a 2009.

Antes de abordar especificamente a questão política, o historiador conta, no estudo, a situação que o município vivia. De acordo com Felipe, desde o século XIX que Magé enfrentava repetidos surtos de malária. "Para que se tenha ideia da gravidade da questão, vale lembrar que, em 20 anos, de 1920 a 1940, a cidade cresceu em apenas cinco mil habitantes, dado a quantidade imensa de óbitos". Foi neste contexto que o médico sanitarista Irun Sant'Anna, hoje com 94 anos, chegou ao município em 1940, designado para amenizar e controlar a propagação da enfermidade no local. Felipe conta que o médico era filiado ao PCB desde os 18 anos. "Conforme o próprio Irun Sant'Anna relata, ao chegar a Magé, ele pôde unir o útil ao agradável: atuaria com saúde pública, sua grande paixão, e poderia divulgar as diretrizes do partido à população". Segundo o historiador, o médico viu no município um terreno fértil para a divulgação da orientação política propagada pelo Partido Comunista Brasileiro, já que Magé tinha, na época, cinco fábricas têxteis funcionando e uma relevante quantidade de operários. 

O historiador relata que o médico, inicialmente, tentou se aproximar dos operários por meio dos sindicatos de trabalhadores que já existiam no município, mas não obteve êxito imediato. Segundo Felipe, Irun Sant'Anna, então, reuniu os comunistas já existentes na região e começou a se aproximar dos trabalhadores têxteis por meio da formação de comissões nas fábricas, que atuavam paralelamente e de forma similar aos sindicatos. Desta forma, das comissões começaram a emergir líderes ligados ao Partido Comunista, abrindo caminho para que muitas campanhas fossem propagadas. "Magé era um município predominantemente operário e a identificação com o discurso dos comunistas foi muito forte. A estratégia de aproximação do PCB junto aos operários foi bastante eficaz", diz o historiador, que continua: "Na dissertação, eu trabalho com a perspectiva de que Irun Sant'Anna intensificou um processo político em Magé, o que acabou formando uma geração de operários têxteis ligados ao PCB, pois ele ministrava cursos e propagava as ideias do partido". Deste período, de acordo com Felipe, o médico guarda a lembrança de uma ocasião em que foi questionado por um dos trabalhadores. "Ele conta que um operário o questionou onde estaria o imperador do imperialismo de que Irun tanto falava."

Do grupo de trabalhadores têxteis, três foram eleitos vereadores, além do próprio Irun Sant'Anna e mais um suplente, logo na primeira eleição municipal pós-Estado Novo, em 1947. Como o Partido Comunista estava na ilegalidade na época, eles utilizaram a legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – em eleições posteriores, eles lançaram mão de outras legendas "emprestadas", como o Partido Trabalhista Nacional (PTN) e ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Entretanto, um acontecimento viria a mudar o rumo desses políticos. O historiador conta que, pouco depois de um ano de mandato, os cinco comunistas foram cassados, mesmo não pertencendo legalmente ao PCB. "A justificativa para a cassação foi que o teor dos discursos desses vereadores no plenário caracterizava-se como comunista". Felipe conta que houve uma grande mobilização por causa do acontecimento, amplamente noticiado pelos jornais da época, como O Estado, a Tribuna Popular e a A Notícia.

 Divulgação/Aperj
 
 O historiador Felipe (2º a partir da esquerda) por ocasião
 da entrega do prêmio do concurso de monografia da Aperj 
 
 
Foi justamente por causa desta cassação que a pesquisa do historiador só pôde analisar os documentos legislativos de alguns anos depois. O historiador explica: "Na verdade, não há atas desse primeiro mandato dos comunistas na Câmara Municipal de Magé, cassados em 1948. Foi realmente um episódio muito traumático, e a lacuna das atas justamente nesse período pode ter sido uma tentativa de esquecimento". É a partir de 1951 que Felipe começa a analisar a atuação dos vereadores comunistas na Câmara do município. Ele destaca uma das discussões que identificou em atas antigas, dos anos 1950. "Vi um registro que descrevia uma forte discussão entre os vereadores, até que um deles foi acusado de comunista. Prontamente, o político respondeu: 'Com muito orgulho em sê-lo', antes da reunião ser interrompida. Na reunião seguinte, o mesmo vereador diz: 'Por questão de ordem, queria retificar que não tenho orgulho de ser comunista, mas agradeço o elogio de Vossa Excelência'. Podemos interpretar isto como um reflexo da cassação ocorrida em 1948". Felipe ressalta que este é um dos pontos bem trabalhados em sua pesquisa, sobre o quanto a histórica cassação implicou nas formas de atuação dos comunistas mageenses em décadas posteriores.

Ainda assim, a presença dos vereadores comunistas junto aos trabalhadores de Magé foi muito ativa. Um exemplo citado pelo historiador foi a "greve do açúcar", ocorrida em 1959. Nesta ocasião, de acordo com Felipe, houve o racionamento do alimento, mas só para os operários. "Quando eles descobriram a sua exclusão, se rebelaram e deflagraram uma greve. Por este motivo, muitos tecelões foram presos e o presidente do sindicato, comunista, que também era vereador, os acompanhou até a delegacia. Espalhou-se então a notícia de que ele também havia sido preso. Diante do ocorrido, houve grande mobilização na cidade, até que todos foram soltos".

O historiador também teve acesso ao prontuário individual de Iran Sant'Anna no Departamento de Ordem Política e Social (Dops). "Este documento me ajudou imensamente, pois além de ser uma fonte inédita e de difícil acesso, me mostrou o outro lado da história que eu investigava, a atuação dos agentes da polícia política em Magé. No prontuário, encontrei diversas listas de comunistas do município, por exemplo. Em minha pesquisa de doutorado estou analisando mais a fundo essas fontes".

Para Felipe, este projeto não só ajuda a compreender a situação política do PCB de um ponto de vista diferente, como também revela uma classe trabalhadora politicamente ativa, ao contrário do que alguns estudos mostram. Sua dissertação de mestrado, intitulada "Operários à tribuna: vereadores comunistas e trabalhadores têxteis de Magé (1951-1964)", foi premiada com a terceira colocação na edição 2011 do concurso de monografias do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), recebendo Menção Honrosa.
© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.
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        **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

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    quarta-feira, 22 de junho de 2011

    ** O café e os escravos

     
    O café e os escravos
    Acontece nesta segunda-feira (27), às 14 horas, o seminário "O café e os escravos: Um estudo dos efeitos do desenvolvimento da cafeicultura sobre a população cativa da Zona da mata mineira no século XIX". O seminário faz parte do ciclo de História econômica Hermes & Clio e acontece na sala Delfim Netto, do prédio FEA-2, da Faculdade de Economia, Administração e contabilidade (FEA) da USP.
    O evento é aberto ao público em geral, gratuito e sem necessidade de inscrição prévia. A FEA fica localizada na Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo.
    Mais informações: (11) 3091-6055
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      ** Pós-Graduação História e Patrimônio Histórico da Cidade do Rio de Janeiro.

       



      História e Patrimônio Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
       
       


      OBJETIVOS:

      O curso pretende criar as condições necessárias para que os alunos conheçam as particularidades históricas da cidade do Rio de Janeiro, identifiquem os diferentes legados que formam o seu patrimônio histórico e desenvolvam projetos de produção cultural a partir desse contexto.

      PÚBLICO ALVO:

      Graduados nas diferentes áreas do conhecimento.

      HORÁRIO: sábados quinzenais de 09:00 as 16:00h

      PREÇO: 18 cotas de R$ 240,00 ( R$ 220,00 para Funcionário Público )

      CARGA HORÁRIA: 360h

      DURAÇÃO: 18 meses

      INÍCIO:INSCRIÇÕES ABERTAS

      CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO: A Avaliação dar-se-à através de verificações, relatórios, pesquisas, trabalhos individuais ou em grupo e trabalho monográfico.
      Será considerado aprovado o aluno que tiver:

      · Média final maior ou igual a 7 (sete);
      · Freqüência maior ou igual a 75% (setenta e cinco por cento) das atividades propostas
        pelo curso;
      · Aprovação no julgamento de uma monografia.

      MONOGRAFIA: A monografia de conclusão do curso será constituída por um tema relacionado a história da cidade do Rio de Janeiro. Deverá ser concluída e entregue à coordenação da pós-graduação até 6 meses após o término do curso.

      DISCIPLINAS:


      Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História
      História da Arte e da Arquitetura
      História e Patrimônio Histórico da Cidade do Rio de Janeiro I
      História e Patrimônio Histórico da Cidade do Rio de Janeiro II
      História Política do Brasil (Império e República)
      Nações e Nacionalismos no Mundo Contemporâneo
      História e Administração do Patrimônio Histórico no Brasil e no Mundo
      Elaboração e Gestão de Projetos Culturais
      Didática do Ensino Superior
      Metodologia Científica


      Documentação:


      Ficha de inscrição preenchida, acompanhada de:
      Xerox do diploma de curso Superior
      Xerox do histórico escolar do curso superior
      Xerox de identidade e do CPF
      Curriculum vitae
      Um retrato 3 x 4 (recente)


      INFORMAÇÕES: ISEP - INSTITUTO SUPERIOR DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS
      FABES - FACULDADE BÉTHENCOURT DA SILVA

      Rua Frederico Silva, 86 - Bloco B - 6o andar
      Centro - Rio de Janeiro
      Tel.: 2221-9221 (Após as 14h)
      2277–7600 - ramal 7656
      Internet: www.isep.com.br
      CERTIFICADO : Será fornecido pela FABES .
       





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        terça-feira, 21 de junho de 2011

        ** Revista Histórica - edição 48

         

        Informamos a publicação da 48ª edição da revista Histórica – publicação on-line do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
        Acesse http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/
         
         
        Submissão de artigos para a próxima edições:
        Edição 49 – Agosto
        Tema: Oralidade e Memória
        Prazo de envio: 6 de julho



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          ** Para ver Carter, d. Paulo driblou igreja e governo

           
          Para ver Carter, d. Paulo driblou igreja e governo

          Papéis revelam como o cardeal e o presidente dos EUA se encontraram à revelia dos militares




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            segunda-feira, 20 de junho de 2011

            ** III Simpósio de Pesquisa Estado e Poder: Processos de construção de Hegemonia no Brasil Contemporâneo - 3ª Chamada (Programação e Datas)

             
            Prezados Colegas e Amigos
            Encaminho novamente a Circular do III Simpósio de Pesquisa Estado e Poder. Três informações importantes:
            1. Para inscrição de comunicações, basta enviar os resumos até 30 de junho para estadoepoder@yahoo.com.br, com as informações indicadas no item inscrição de trabalhos;
            2. Não é necessário fazer o pagamento agora, ele pode ser feito após a submissão dos trabalhos;
            3. As informações relativas ao evento (chamada eletrônica e programação completa) estão disponíveis no sítio www.projetoham.com.br
            Abraços
            gilberto

            Campus de Marechal Cândido Rondon
            Centro de Ciências Humanas, Educação e Letras
            Programa de Pós-Graduação em História
            Área de Concentração: História, Poder e Práticas Sociais

            III SIMPÓSIO DE PESQUISA ESTADO E PODER
            Processos de construção de Hegemonias no Brasil Contemporâneo
            UNIOESTE – Campus de Marechal Cândido Rondon.  PR
            16 a 18 de agosto de 2011
            3ª CIRCULAR
            https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjkgfbRu8vhpMyh3idC5b2P6H52Mc8Hwchp1jcbQbnlcsdjphAv97IOYvb2k4NFcQoEAFCUzt7nq8IMj6mU-lER_KDThEfofF6xpZTGETlD74ob8CgqqntLKR-GcxAufXMZcM0MO9fN2A/s400/mst+latuff.jpg
            Imagem:

            PROMOÇÃO:
            Programa de Pós-Graduação em História, Poder e Práticas Sociais
            Linha de Pesquisa Estado e Poder
            Grupo de Pesquisa História e Poder
            Laboratório de Pesquisa Estado e Poder



            APRESENTAÇÃO


            A Linha de Pesquisa Estado e Poder e o Grupo de Pesquisa História e Poder promovem o III Simpósio de Pesquisa Estado e Poder: processos de construção de Hegemonias no Brasil Contemporâneo, com o objetivo de viabilizar a apresentação e discussão das pesquisas relacionadas à vasta problemática que envolve as relações de poder e a configuração do Estado, em sua dimensão ampliada. A organização do evento é de responsabildade dos professores e mestrandos vinculados à Linha de Pesquisa Estado e Poder do Programa de Pós-Graduação em História, Poder e Práticas Sociais (PPGH), bem como dos professores e acadêmicos que integram o Grupo de Pesquisa História e Poder e o Laboratório de Pesquisa Estado e Poder (pesquisadores, mestrandos, graduandos, bolsistas e professores da rede pública vinculados ao Programa de Desenvolvimento Educacional). O Simpósio de Pesquisa Estado e Poder ocorre desde 2007, tendo periodicidade bianual.
            A Linha de Pesquisa Estado e Poder tem por objeto de ensino e de investigação as práticas sociais relacionadas ao Estado e ao Poder. A abordagem que orienta os estudos dos integrantes da linha concebe o Estado em seu sentido amplo, abarcando aspectos diversos das relações estabelecidas entre os agentes sociais. O poder, por sua vez, é compreendido enquanto exercício do domínio no interior da sociedade política, mas também no âmbito das mais variadas organizações e corporações da sociedade civil. O exercício do poder e a produção de hegemonia abrangem, portanto, esferas diversas, como a gestação e a afirmação, a crítica e a contraposição de projetos sociais, as elaborações intelectuais e as políticas partidárias, a organização dos diferentes grupos e classes sociais, a constituição de aparelhos privados de hegemonia, o gerenciamento e a disseminação de ideologias e projetos sociais.
            A temática central deste terceiro Simpósio privilegia a discussão dos processos de construção de Hegemonias no Brasil Contemporâneo, com especial atenção aos processos de afirmação de hegemonias, de constituição de aparelhos privados de hegemonia, de organização  dos grupos dominantes e das classes subalternas e de gestação, afirmação e contestação de projetos sociais nas últimas cinco décadas. Esta temática será contemplada de forma especial na programação de conferências e mesas redondas. Por outro lado, serão aceitas proposições de comunicações acadêmicas para além da delimitação temporal e espacial indicada, desde que em alguma medida estabeleçam relação com a problemática de Estado e Poder.

            CRONOGRAMA


            30/5 a 30/6: Inscrições com apresentação de trabalhos.
            1º/7 a 16/8: Inscrição para ouvintes.
            18/8: Entrega do texto completo para publicação nos Anais Eletrônicos do Simpósio.
            Obs: Serão publicados nos Anais exclusivamente os textos dos trabalhos efetivamente apresentados

            INSCRIÇÕES


            Graduandos: R$ 10,00
            Demais inscrições: R$ 15,00
            Depósito em Nome da Fundcamp - Banco Itaú - Ag. 2967 - C/C: 05315-4.
            É imprescindível apresentar o registro do pagamento no credenciamento do evento.
             

            INSCRIÇÃO DE TRABALHOS


            Período de Inscrições: 30/05 a 30/06 de 2011.
            -   A inscrição deve conter: Título; Autor; Vínculo Institucional; Resumo (entre 15 a 20 linhas) e 3 Palavras-Chave.
            -   Formatação: Fonte New Time Roman, tamanho 12, espaçamento simples e Margens 2,5.
            -   Arquivo com extensão ou "rtf", a ser enviado ao email: estadoepoder@yahoo.com.br
            -   É imprescindível a entrega do comprovante de pagamento para o credenciamento no evento.
            - São aceitos no máximo dois autores por trabalho, devendo ambos estarem inscritos no evento e participarem da apresentação do trabalho. O Orientador não deve constar como co-autor do trabalho. Será aceito apenas um trabalho por autor.
            Obs.: Não há taxa adicional para inscrição para comunicação, sendo suficiente a inscrição no evento.

            PROGRAMAÇÃO


            16/08 - TERÇA-FEIRA:
            8h- Abertura
            8:15-10h: Conferência de Abertura Mídia e Democracia: falsas confluências. Prof. Francisco Fonseca (FGV-SP)
            10:15-12h . Conferência A resistência ao regime militar (1964-1985). Prof. Dr. Muniz Ferreira (UFBA)
            13:30- 15:15: Sessão de Comunicações Acadêmicas 1
            15:30-17:15: Sessão de Comunicações Acadêmicas 2
            19h-22h: Mesa Redonda Mídia, Hegemonia e Alienação. Profa. Dra. Carla Luciana Silva (Unioeste) e Prof. Drd Jon Juanma (Universidade de Alicante, Espanha)
            17/08 - QUARTA-FEIRA:
            8h-9:45h: Mesa Redonda 2  Terra e Poder. Prof. Dr. Paulo José Koling (Unioeste) e Prof. Dr. Márcio Antonio Both (Unioeste)
            10h-11:45h: Conferência Os impasses da contra-hegemonia e as derrotas do "espírito de cisão". Prof. Dr. Eurelino Coelho (UEFS)
            13:30-15:15: Sessão de Comunicações Acadêmicas 3
            15:30-17:15: Sessão de Comunicações Acadêmicas 4
            19h-22h: Mesa Redonda  A construção da hegemonia nos anos Vargas. Profa. Maria Letícia Corrêa (UERJ) e Prof. Dr. Gilberto Calil (Unioeste).
            18/08  QUINTA-FEIRA:
            8h-12h: Mesa Redonda A Hegemonia neoliberal nos anos 90 e a classe trabalhadora. Prof. Dr. David Maciel (UEG); Prof. Dr. Rinaldo Varussa (Unioeste); Prof. Dr. Gelsom Rozentino (UERJ)
            13:30-15:15: Sessão de Comunicações Acadêmicas 5
            15:30-17:15: Sessão de Comunicações Acadêmicas 6
            19h-22h: Conferência de Encerramento: Diálogos entre cultura e política na América Latina. Prof. Dra. Maria Lígia Coelho Prado (USP)



            SECRETARIA

            Laboratório de Pesquisa Estado e Poder
            UNIOESTE – Campus Marechal Rondon
            Rua Pernambuco, 1777 - CEP: 85960-000 - Fone: (45) 3284-7900 begin_of_the_skype_highlighting            (45) 3284-7900      end_of_the_skype_highlighting
            Obs.: A inscrição dá direito ao caderno de resumos e aos anais eletrônicos do evento (que serão produzidos após o evento). Os primeiros cinquenta inscritos receberão exemplar impresso dos Anais do II Simpósio de Pesquisa Estado e Poder.

            COMISSÃO CIENTÍFICA

            Profa. Dra. Carla Luciana Silva, Prof. Dr. Fábio Ruela de Oliveira; Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil, Prof. Dr. Marcio Antonio Both , Prof. Dr. Paulo José Koling;

            COMISSÃO ORGANIZADORA

            Profa. Dra. Carla Luciana Silva; Dr. Fábio Ruela de Oliveira; Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil; Prof. Dr. Marcio Antonio Both, Prof. Dr. Paulo José Koling; Profa. Ms. Cristiane Bade; Profa. Ms. Edina Rautenberg; Prof. Ms. Luis Fernando Zen; Prof. Ms.Marcos Alexandre Smaniotto; Prof. Ms. Marcos Vinícius Ribeiro; Profa. Ms. Maria José Castelano;  Profa. Ms. Selma Martins Duarte; Prof. Mtd. Gervásio Cézar Júnir; Prof. Mtd. Ricardo Krupinski; Prof. Mtd. Milena Mascarenhas; Profa. Mtd. Isabel Grassioli; Prof. Mtd. Lucas Patschiki; Prof. Mtd Marcus Vinícius Conceição; Profa. Mtd. Suzane Conceição Tostes; Prof. Mtd. Carlos Boaretto Pereira; Profa. Mtd. Patrícia Bonilha Leão; Profa. Sandra Popioleck; Acad. Alexandre Arienti Ramos; Acad. Guilherme Ignácio Franco de Andrade; Acad. Juliana Valentin; Acad. Lucas Blank Fano.

            INSTRUÇÕES PARA O TEXTO COMPLETO

            Prazo máximo para entrega: 18 de agosto de 2011.
            -   Texto: Título (centralizado); Autor (à esquerda); Titulação e Vínculo Institucional (em rodapé); Resumo (entre 15 a 20 linhas) e 3 Palavras-Chave; e com no máximo 20.000 caracteres incluindo espaços e notas de rodapé.
            -   Arquivo com extensão "doc" ou "rtf", no padrão do Microsoft Office Word, edição 98 ou superior.
            -   As indicações de fontes nas citações e autorias, bem como as Referências Bibliográficas devem seguir as normas da ABNT. As notas devem ter caráter explicativo ou de comentário.
            -   Inserir imagens pelo editor com extensão "JPG".
            -   Formatação: Fonte New Time Roman, tamanho 12, espaçamento simples e Margens com 2,5 cm.
            -   Tamanho máximo do arquivo de 200 Mb.
            -   Enviar para o email do evento (solicitar confirmação de recebimento).

            REALIZAÇÃO

            ·  Programa de Mestrado em História, Poder e Práticas Sociais.
            ·  Linha de Pesquisa Estado e Poder
            ·  Colegiado do Curso de História.
            ·  Grupo de Pesquisa História e Poder
            ·  Laboratório de Pesquisa Estado e Poder

            APOIO
            ·  UNIOESTE – Campus de Marechal Cândido Rondon
            ·  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
            ·  Fundação Araucária/Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI)

             


             



                          Sistema Estadual de C&T         




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            Atividade nos últimos dias:
                  **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

                                                                                                                  Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
               
              Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

              ** NOTICIAS ANPUH-PR 20-06-2011

               


              Veja em Noticias Anpuh-Pr http://www.pr.anpuh.org/

              Anais ANPUH-PR
              Já estão disponíveis os Anais dos seguintes Encontros Regionais de História do Paraná

              XII Encontro - Irati - 2010
              XI Encontro - Jacarezinho - 2008
              X Encontro - Maringá - 2006 ( não há anais só um link para a página do Encontro)
              IX Encontro - Ponta Grossa - 2004
              VIII Encontro - Curitiba ( Universidade Tuiuti do Paraná) - 2002

              Em breve estaremos disponibilizando os anais: VII Encontro ( Marechal Candido Rondom 2000);  VI Encontro ( Maringa 1998); V Encontro ( Ponta Grossa 1996) e IV Encontro ( Londrina 1995)


              Destaques:
              17ª Conferência Internacional de História Oral
              Revista Diálogos - UEM

              Lançamentos:

              Caminos de Historia y Memoria en America Latina
              Perspectivas Historiográficas

              Chamadas de artigos

              Revista Cadernos do CEOM

              Processos Seletivos:

              Seleção Pos-Graduação - Universidade Federal de Uberlândia
              Seleção Pós- Graduação - UFPR






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              Atividade nos últimos dias:
                    **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

                                                                                                                    Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
                 
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                domingo, 19 de junho de 2011

                ** A luta secreta de D. Paulo Arns

                 

                A luta secreta de D. Paulo Arns

                Documentos inéditos obtidos pelo 'Estado' em Genebra revelam como o cardeal e a Igreja combateram a ditadura militar

                FONTE: Jamil Chade - O Estado de S. Paulo 19 de junho de 2011 |
                No auge da violência promovida pelo governo militar, parte da Igreja e centenas de líderes religiosos no Brasil passaram a ser alvo da repressão. Documentos guardados há décadas em Genebra obtidos pelo Estado revelam como o cardeal d. Paulo Evaristo Arns liderou um lobby internacional, coletou fundos de forma sigilosa e manteve encontros com líderes no exterior para alertar sobre as violações aos direitos humanos no Brasil.
                Janete Longo/AE
                Janete Longo/AE
                Engajado. D. Paulo, diante de presídio: busca de apoio contra repressão
                A atuação do arcebispo de São Paulo mobilizou uma rede de informantes, financiadores e apoiadores secretos pelo mundo. Dentro do País, os documentos mostram que ele e seus aliados organizaram manifestações, incentivaram líderes operários e pagaram despesas das famílias dos grevistas no ABC em 1980.
                Relatórios, testemunhos, cartas, informações de dissidentes e dezenas de acusações fazem parte de três caixas de documentos entregues ao Brasil na terça-feira, para que possam ser estudados e eventualmente, como espera a ONU, sirvam de base para processos contra autores de crimes contra a humanidade. Os documentos originais foram mantidos no Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra. O Estado teve acesso às mais de 3 mil páginas e, nos próximos dias, publicará parte do conteúdo que está nas caixas entregues à Justiça no Brasil.
                A máquina de tortura instalada no Estado não havia poupado nem sacerdotes. Em dezembro de 1978, o Centro Ecumênico de Documentação e Informação, no Rio, coletaria vasto material sobre a repressão sofrida pela Igreja naquela década.
                O texto de introdução do levantamento deixa claro que o material havia sido encomendado por d. Paulo, que já tentava organizar um dossiê que compilasse as violações aos direitos humanos e pudesse ser usado em algum momento pela Justiça.
                Segundo o relatório, entre 1968 e 1978, 122 religiosos foram presos pelo regime militar. Havia 36 estrangeiros, 9 bispos, 84 sacerdotes, 13 seminaristas e 6 freiras. Outras 273 pessoas "engajadas no trabalho pastoral" tinham sido detidas. Dessas, 34 foram vítimas de torturas como choques elétricos, paus de arara e pressões psicológicas. "Há registros de pessoas que ficam inutilizadas física e/ou psicologicamente por motivo da tortura."
                Entre os motivos mais frequentes de prisão estava o fato de proferirem homilias que desagradavam às autoridades, além de ajudarem a organizar manifestações operárias.
                Até aquele momento, pelo menos sete pessoas haviam sido mortas como forma de pressão ao clero, tidas como "subversivas" ou suspeitas de passar informações a dissidentes. Foram registrados 18 casos de ameaça de morte e uma dezena de sequestros. A repressão também intimou 75 líderes religiosos a depor, para que denunciassem bispos e sacerdotes.
                Reação. Na segunda metade dos anos 70, d. Paulo e líderes religiosos do exterior avaliaram que era hora de reagir nos bastidores para reunir apoio internacional e demonstrar a insatisfação popular nas ruas. Em 27 de setembro de 1977, o então encarregado de Direitos Humanos na América Latina do Conselho Mundial de Igrejas enviou de São Paulo uma carta a Genebra alertando para a "crescente tensão entre a Igreja e as autoridades". A correspondência foi classificada como "confidencial" e seu autor, Charles Harper, pediu que o documento "não fosse publicado".
                A carta relata dois fatos fundamentais daqueles dias. O primeiro foi o ato que reuniu 6 mil pessoas na Igreja da Penha, em São Paulo. "Foi a primeira vez que uma articulação tão lúcida, sob a iniciativa da Igreja no Brasil, foi feita desde 1964 em relação aos direitos humanos", disse Harper. O segundo relato trata da invasão da PUC, no qual Harper aponta para a apreensão de uma tonelada de "material e equipamento subversivo" e para a prisão de 1,5 mil alunos, "alguns em plena prova" nas salas de aula. Para ele, o ocorrido "deve ser visto como uma retaliação contra a Igreja".
                O relato alerta para a pressão sobre d. Paulo, considerado alguém de "coragem, firmeza e sentido de timing". Para Harper, os movimentos de liberalização do regime eram acompanhados por uma hesitação dos militares, temerosos de terem de responder pela violência dos anos anteriores e pela corrupção. "Muitos acreditam que há um forte endurecimento das ações repressivas."
                Harper sugere que o Conselho Mundial de Igrejas demonstre apoio às instituições religiosas no Brasil. Poucos dias depois, a entidade em Genebra enviaria telegramas para manifestar sua oposição à repressão e apoio à democracia.
                Clandestinos. A relação entre o Conselho e d. Paulo ganharia novas dimensões. Dois anos após a invasão da PUC, o cardeal escreveu ao então secretário-geral do Conselho de Igrejas, Philip Potter, sob o alerta de que o "conteúdo dessa carta deve ser confidencial, dada suas implicações". Era o pedido por fundos internacionais clandestinos para a operação que culminaria na publicação, em 1985, de Brasil: Nunca Mais. A pesquisa revelaria nomes de 444 torturadores, 242 centros de tortura no Brasil e, com os testemunhos de milhares de vítimas, apontaria a dimensão da repressão no País.
                O projeto foi ideia do reverendo protestante Jaime Wright, cujo irmão, Paulo, havia sido morto pelo regime. Em vez de procurar sua igreja, o pastor optou por se aliar a d. Paulo. Mas o cardeal resistia em pedir dinheiro para a Igreja Católica no Brasil, temendo que a ala conservadora abafasse o projeto e o denunciasse. A solução era pedir dinheiro de forma ilegal, vindo da Suíça.
                Era um projeto ambicioso. O grupo usaria uma brecha na lei para compilar os dados. Para se preparar para a Lei da Anistia, dissidentes e advogados tiveram acesso por 24 horas a seus dossiês. Foi o suficiente para que o grupo detalhasse a repressão em 1 milhão de páginas coletadas.
                "Por todo Brasil, em Cortes militares, há uma abundância de material que substanciam 15 anos de repressão, contidas em centenas de dossiês", afirmou d. Paulo. Em outra carta, o cardeal chegou a citar o caráter "enciclopédico da tortura" no Brasil.
                "Sentimos que as igrejas precisam tomar a iniciativa de garantir que, pela publicação desse material, tais coisas não ocorram de novo", argumentou d. Paulo. "Pedimos, portanto, que o Conselho Mundial de Igrejas aceite a tarefa de levantar a grande maioria dos fundos necessários, de uma forma confidencial."
                Os arquivos guardaram tabelas detalhadas sobre os custos e as viagens dos pesquisadores. D. Paulo precisava de US$ 329,1 mil para completar seu projeto. O equipamento comprado seria doado para a PUC.
                Quase um ano depois, em 23 de junho de 1980, o cardeal receberia uma carta de Potter com duas notícias importantes. A primeira era de uma doação às " famílias dos operários em greve no ABC". Mas era a segunda notícia que mais impactaria d. Paulo. O Conselho confirmava que havia conseguido "levantar a maior parte dos recursos necessários à realização do projeto especial". Potter garantia que a pesquisa sobre a tortura no Brasil seria divulgada nas igrejas "em todo o mundo para sua reflexão".
                Depois de copiados, os processos eram enviados para São Paulo, onde eram transformados em microfilmes. De lá, seguiam escondidos para Genebra. Quem chegava à cidade suíça com as informações retornava ao Brasil com dinheiro para o projeto, escondido dentro do cinto.
                Em 19 de fevereiro de 1983, d. Paulo fez questão de informar a Potter que o dinheiro "estava sendo gasto estritamente de acordo com os planos aprovados". E afirmou: "Esse projeto terá efeitos duradouros." E não só políticos. Mais que aliados, d. Paulo e Jaime Wright tornaram-se amigos, como mostra uma carta de 1996.
                Para Charles Harper, que hoje vive na França, d. Paulo deu apoio moral e espaço físico para quem, dentro da Igreja, lutou contra a ditadura. O projeto valeu a adesão do Brasil nos anos 80 à Convenção da ONU contra Tortura. Para Harper, mesmo que os criminosos nunca tenham ido à Justiça, o trabalho de d. Paulo e do arquivo em Genebra fez com que a tortura no País e suas vítimas não sejam esquecidas.
                
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