Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

GEHB ** INSCRIÇÕES PRORROGADAS - II Encontro de História do Império Brasileiro

II Encontro do Império Brasileiro


INSCRIÇÕES DE TRABALHOS PRORROGADAS ATÉ O DIA 15 DE AGOSTO DE 2010



Em 2008 realizamos em João Pessoa o I Encontro de História do Império Brasileiro, por iniciativa dos grupos de pesquisa Sociedade e Cultura no Nordeste Oitocentista e História da Educação no Nordeste Oitocentista - GHENO, ambos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, em parceria com outros programas de pós-graduação do Nordeste. O intuito foi o de reunir pesquisadores das regiões Norte e Nordeste e das demais regiões do Brasil para discutirmos as pesquisas desenvolvidas com o recorte temporal do oitocentos. As repercussões do referido evento e a sua grande aceitação por parte da comunidade acadêmica nos fez investir na segunda edição, em 2010.
Assim, para este segundo Encontro, decidimos concentrar as discussões a partir do tema geral "Culturas e Sociabilidades: Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas".
Outrossim, a organização do encontro estabeleceu uma parceria com o Programa de Cooperação Acadêmica Novas Fronteiras da Capes (PROCAD-NF 2008 - PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG), no sentido de juntos realizarmos o I Simpósio Patrimônios – Conexões Históricas.

A Comissão Organizadora.
Desenho de Hercules Florence

INSCRIÇÕES


  • As inscrições para participação no evento terão duas modalidades: ouvinte e apresentador.

  • A ficha de inscrição devidamente preenchida e o comprovante de depósito devem ser enviados como anexos para o e-mail imperio2010@uol.com.br.

  • A inscrição como ouvinte dá direito ao CD-ROM com os anais eletrônicos e certificado de participação no evento como ouvinte, além do material de apoio.

  • Haverá uma sessão de lançamento de livros na noite do dia 16 de novembro. Serão aceitas, no máximo, 10 inscrições para esta atividade, através da ficha disponível on line, que deverá ser enviada para o endereço imperio2010@uol.com.br.

  • Caso o trabalho inscrito seja recusado pelo Comitê Científico não haverá devolução da taxa de inscrição.

  • Os participantes estrangeiros poderão efetuar o pagamento da taxa de inscrição no momento do credenciamento, no dia 14 de novembro de 2010.

TAXAS DE INSCRIÇÃO


CATEGORIA
ATÉ 15 DE AGOSTO DE 2010
APÓS 15 DE AGOSTO DE 2010
OUVINTE
(sem apresentação de trabalho, com direito a certificado do evento e CD-ROM dos Anais Eletrônicos)

R$ 10,00

R$ 20,00
ESTUDANTE DE GRADUAÇÃO
(com apresentação de trabalho - apenas com orientador)
R$ 20,00
-
PÓS-GRADUANDOS
(com apresentação de trabalho)
R$ 30,00
-
PROFISSIONAIS
(com apresentação de trabalho)
R$ 50,00
-
PESQUISADORES E ESTUDANTES DE INSTITUIÇÕES ESTRANGEIRAS
(com apresentação de trabalho)
US$ 30.00
-
EIXOS TEMÁTICOS
1 - Instrução e Culturas Escolares
2 - Culturas políticas e construção do Estado Nacional
3 - Imprensa, Impressos e Práticas de Leitura
4 - Sociedade escravista: escravizados, mulheres e homens livres pobres
5 - Arte, Festas, Vida Cotidiana e Religiosidades
6 - Viajantes e Povos Indígenas
7 - Cidades, Territorialidades e Fronteiras
8 - Intolerância e Violência
9 - Sociabilidades Femininas e Infância
 
 
MINI CURSOS
1 – Relatos de Pesquisas na Paraíba oitocentista: sociedade e cultura
      Profª Ms. Nayana Rodrigues Cordeiro Mariano (UFPB/ UVA)
      Prof. Azemar Santos Soares Júnior (mestrando PPGH-UFPB)
O curso tem por objetivo apresentar as pesquisas desenvolvidas no Grupo de Pesquisa Sociedade e Cultura no Nordeste Oitocentista (Diretório/CNPq/ UFPB). Desde 2001, ano de criação do grupo, analisamos e buscamos compreender a História do Brasil do século XIX, notadamente na Paraíba, articulando pesquisas na Iniciação Científica, Monografias de conclusão de curso, Dissertações e Teses. Além disso, agregamos pesquisas que vem sendo feitas isoladamente. Nesse sentido, trabalhamos com temas voltados para as mais diversas possibilidades de pesquisas como: culturas políticas, história social da escravidão, as questões relacionadas às doenças e os rituais de morte, a medicina, ao corpo e higienização, movimentos populares, relatos dos viajantes, história cultural da alimentação, dentre outros.
2 – Trilhando caminhos: uma perspectiva metodológica para o uso das fontes na História da Educação
      Profª Itacyara Viana Miranda (mestranda PPGH-UFPB)
      Profª Mariana Marques Teixeira (mestranda PPGE-UFPB)
      Prof. Thiago Oliveira de Souza (graduado em História - UFPB)
O mini curso proposto será ministrado por alunos/pesquisadores vinculados ao Grupo de Pesquisa em História da Educação no Nordeste Oitocentista – GHENO (Diretório/CNPq/ UFPB), e tem como objetivo abordar e debater as possibilidades de pesquisa e usos de fontes para os estudos ligados à História da Educação, sobretudo paraibana. Para tanto, temos como perspectiva a premissa do alargamento do uso das fontes referendadas pelo fortalecimento das tendências da Nova História Cultural que enxerga possíveis possibilidades de problematizações para além das fontes ditas oficiais. Dessa forma, discutiremos os processos de coleta do corpus documental encontrado no Arquivo Público do Estado da Paraíba – FUNESC e no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano - IHGP, que nos forneceram os principais subsídios para reflexões acerca das questões da instrução pública e particular no período imperial na Província da Parahyba do Norte.
CONTA PARA DEPÓSITO:
 
Banco do Brasil
Agência 4453-9 (Espaço Cultural - João Pessoa - PB)
Conta Poupança nº 8.847-1 (operação 01)
Titular: Solange Pereira da Rocha
MAIORES INFORMAÇÕES:

PROMOÇÃO:

PPGH-UFPB






GEHB ** Congresso História UFG

 
Solicito aos Colegas a gentileza de divulgarem entre seus associados a realização do I Congresso Internacional do Curso de História da UFG/Jataí: Gênero, Cultura e Poder.
28 de setembro a 01 de outubro de 2010 ? Campus Jataí da UFG.

www.congressohistóriajatai.org/2010 


Atenciosamente,

Prof. Dr. Marcos Antonio de Menezes
Coordenador do Congresso


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Atividade nos últimos dias:
        **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

                                                                                                        Por Favor divulguem este grupo e grato pelo interesse .
     
    Visite o Blog do nosso Grupo:http://www.grupohistoriadobrasil.blogspot.com

    GEHB ** X Jornadas Internacionais de Educação Histórica

     
    O evento será realizado na UEL, no período de 08 a 10 de setembro de 2010.

    Confira a programação no site da anpuhpr

    http://www.pr.anpuh.org
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    Atividade nos últimos dias:
          **Este grupo foi criado com o intuito de promover releituras da HISTÓRIA DO BRASIL e tão-somente  HISTÓRIA DO BRASIL.  Discussões sobre a situação atual: política, econômica e social não estão proibidas, mas existem outros fóruns mais apropriados para tais questões.

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      sexta-feira, 2 de julho de 2010

      GEHB ** ARTIGO - O Poder Moderador e a tensão entre federalismo e centralização no Segundo Reinado

       
      Gunter Axt
      Gunter Axt é historiador e gestor cultural. Bacharelou-se em História para UFRGS em 1992 e defendeu mestrado na mesma universidade em 1995. Doutorou-se em História Social pela USP, em 2001. Desenvolveu pós-doutorado junto ao CPDOC da FGV em 2005 e em 2006. Em 2009, foi professor visitante na Université Denis Diderot, Paris VII, junto ao Institut de la Pensée Contemporaine. É pesquisador associado ao Laboratório de Estudos da Intolerância (LEI) da USP e integra o Grupo de Trabalho em História Política da Associação Nacional de História, que já coordenou em nível nacional e regional.

      09/06/2010 -

      O Poder Moderador e a tensão entre federalismo e centralização no Segundo Reinado

      Há quem conte a história do Brasil como desdobramento natural de um projeto estatista e centralizador. Mas a construção dessa fórmula jamais foi pacífica.

      No Império, após a investida descentralizante do Ato Adicional, de 1834, e do regresso conservador, de 1841, entrou-se numa espécie de acordo possível. A última revolta contra a centralização política eclodiu em Pernambuco, foco de forças autonomistas, em 1848, sendo rapidamente sufocada. Por volta de 1850, houve um acordo entre as elites em torno da forma de governo monárquica, política e administrativamente centralizada, mas com ênfase nos acordos com as elites provinciais. Calcula-se que, ao final do Império, 77% das rendas públicas eram arrecadadas pelo Governo Geral, sendo que apenas 18% seguiam para as Províncias. O Governo Central empregava cerca de 70% dos funcionários públicos, enquanto que as províncias empregavam 25%.

      A partir de 1860, avivou o debate entre liberais e conservadores sobre os limites da centralização. A submissão das províncias ao Governo Central e as interferências do Poder Moderador na vida política tornaram-se polêmicas. Pontificaram neste debate os liberais Zacarias de Góis e Vasconcelos e Aureliano Tavares Bastos, de um lado, e, de outro, os conservadores Pimenta Bueno, Marques de São Vicente, e Paulino José Soares de Souza, Visconde do Uruguai, alguns dos grandes nomes da teoria política brasileira.

      Para o Visconde do Uruguai, o empoderamento das Assembleias Provinciais durante a Regência (1831-1840) estimulara as facções locais, germens das revoltas que corroíam a unidade. O político conservador sonhava separar a administração do campo da política, pois entendia que a vitória de uma facção significaria o abafamento definitivo da outra, o que traria instabilidade institucional. Por isso, insistia na necessidade de instituições que operassem a mediação do conflito, acreditando ser o Poder Moderador a chave deste sistema. A fórmula seria recuperada no Estado Novo por Getúlio Vargas e, em 1964, pelo regime militar. O Visconde do Uruguai registrava o quanto as eleições estavam ameaçadas pela fraude e pela manipulação do poder privado local, assinalando que o poder distante tornava-se menos despótico que o poder local. Paulino de Souza sinalizava que o princípio de self-government, defendido por Tocqueville e implantado nos Estados Unidos da América, dependia de uma estratégia de controle dos poderes locais e do interesse privado, o que, considerando as condições do país, tão somente era possível, naquele momento, por meio da missão pedagógica e civilizante possibilitada pela centralização política e administrativa. O Visconde acreditava que uma descentralização precipitada poderia lançar o país numa oligarquia.

      A monarquia, de fato, por meio do Poder Moderador, encontrara uma fórmula de substituir os titulares do poder sem violência excessiva, sobrenadando as facções e limitando o grau de interferência dos poderes privados locais no processo político. Assim, as interferências do imperador nomeavam um membro do partido de oposição para que fizesse as eleições, garantindo um sistema de rodízio e evitando o conflito aberto entre as facções.
      O liberal Zacarias de Góis e Vasconcelos, por sua vez, propunha o estabelecimento de limites à ação do Poder Moderador, especialmente por meio da responsabilização dos ministros de Estado, mas em momento algum questionou a pertinência da manutenção deste mecanismo, distanciando-se, portanto, das propostas reformistas do início dos anos 1830. Zacarias sustentava que o Poder Moderador não deveria, contudo, ser exercido diretamente pelo monarca, mas, sim, pelos ministros, responsabilizados perante a Câmara. O Visconde do Uruguai rebatia estas teses argumentando que se transferido o Poder Moderador para os ministros, o Ministério seria perigosamente partidarizado e disposto acima da Coroa.
      Aureliano Tavares Bastos foi ainda mais além na crítica à centralização, assoalhando que o Poder Central ameaçava a liberdade, cuja plena realização dependeria do reforço à autonomia local.

      A crítica em relação aos malefícios advindos do excesso de centralização avolumou-se com o passar dos anos e foi absorvida pela pregação republicana, sendo expressa já no manifesto de 1870. Ao longo da década de 1880, a propaganda republicana insistiu na fórmula da descentralização para garantir a manutenção da unidade política e territorial do Brasil. Ideologias novas, como o positivismo de Augusto Comte, emprestavam coerência conceitual e fluidez discursiva ao projeto descentralizante. Por detrás desta fermentação, estava uma nova fração da classe dominante que pretendia conferir mais visibilidade política ao seu poder econômico – os cafeicultores paulistas. Simbólico nesse sentido é o Monumento do Ipiranga. Ao demandar a construção de um faustoso prédio em registro da Independência do Brasil, a nova burguesia agrária paulista mostrava que pretendia apropriar-se de uma parcela da soberania nacional.

      Acusando o golpe e sentindo a perigosa mudança dos ventos políticos, alguns políticos, como Joaquim Nabuco, em 1885, e Rui Barbosa, propuseram reformas federalistas sem abdicar do princípio monárquico. A urgência do assunto se afirmou especialmente depois da Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1888, que diluía a necessidade de vinculação umbilical entre unidade jurídica e centralização política. Em 1889, Rui Barbosa insistia: "Ou a monarquia faz a federação ou o federalismo faz a República". O Imperador Dom Pedro II formou, em 7 de junho de 1889, um novo Gabinete, cuja chefia entregou a Visconde de Ouro Preto, o qual se propôs a encaminhar uma reforma administrativa, a fim de esvaziar a pregação republicana que crescia em todo o país. Acenou para o arrefecimento do centralismo monárquico, por meio do fortalecimento das Assembleias Legislativas e dos Conselhos Municipais. Na economia, o Visconde desencadeou um ousado programa emissionista, que pretendia aumentar o meio circulante, reunindo recursos para financiar a lavoura, atingida em cheio pela Abolição e pela quebra de safra. E Dom Pedro II chegou a aventar a possibilidade de transferir o Poder Moderador para nossa Suprema Corte. Porém, as promessas não foram suficientes para estancar o inconformismo, e, em 15 de novembro de 1889, uma quartelada estalada no Rio de Janeiro começou derrubando o Gabinete e terminou depondo o Imperador e proclamando a República.

      www.gunteraxt.com
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        quinta-feira, 1 de julho de 2010

        GEHB ** Revista Histórica - edição 42 ª

         

        Informamos a publicação da 42ª edição da revista Histórica – publicação on-line do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Acesse http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/.

        Divulgamos os temas das próximas edições, com o prazo para envio de artigo.

        Edição 43 – Agosto
        Tema: Documento e Patrimônio
        Prazo de envio: 19 de julho

        Edição 44 – Outubro
        Tema: Corpo: salubridades e religiosidades
        Prazo de envio: 13 de setembro



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        GEHB ** A FALSA HISTÓRIA NAS ESCOLAS MILITARES III

         

        DIRETO DA REDAÇÃO
        Publicada em:30/06/2010

        A FALSA HISTÓRIA NAS ESCOLAS MILITARES (III)
             URARIANO MOTA


        Recife (PE) - Eu já me havia prometido não mais voltar ao assunto. Melhor dizendo, volver, nunca mais. Mas prometo que esta será a última vez, ainda que o assunto não se esgote aqui.

        E por que volto? Meia-volta faço porque nesta semana fui honrado pelo senhor Hiram Reis, coronel e professor do Colégio Militar de Porto Alegre, que escreveu uma catilinária em que divulga até o meu email, para melhor chamamento à ordem do colunista. Na parte de interesse público, depois de chamar este autor de alienado, idiotizado, o professor toca em questões mais graves, como estas:

        "Atualmente, o Colégio Militar de Porto Alegre é a única escola de educação básica do País a possuir um observatório astronômico (Observatório Capitão Parobé) dotado de um telescópio robótico de última geração...

        Seus formandos têm o mais alto índice percentual de aprovação no vestibular da UFRGS entre as escolas gaúchas (42% em 2005, 44% em 2006, 44,79% em 2007, 61,11% em 2008, 48,70% em 2009 e 57,45% em 2010)...

        Do `Colégio dos Presidentes' saíram as únicas duas gaúchas selecionadas para integrar as respectivas turmas pioneiras de mulheres da Aeronáutica.."


        E por aí segue. Entenderam? A uma crítica dirigida ao nível da História ensinada aos alunos militares, o professor coronel responde com as glórias do Colégio Militar em outros campos, que em nenhum momento entraram em discussão. Para concluir, muitos parágrafos depois: "Desafio o Sr. Urariano Mota a apresentar outra Escola Pública que apresente resultados similares aos do nosso querido `Casarão', que jamais tenha desencadeado qualquer tipo de movimento `grevista', que no dia do seu aniversário seja capaz de fazer que seus ex-alunos, jovens e sexagenários, civis e militares, desfilem emocionados e saudosos"

        Meu Deus, o sentimento de casta expresso acima é constrangedor. O coronel professor quer um ranking, uma guerra entre escolas públicas, para saber qual a melhor. Todos amam a escola de juventude, coronel. Eu mesmo passei pelo glorioso Alfredo Freyre, de um subúrbio recifense, onde jamais tivemos observatórios, com exceção dos olhares que dirigíamos às pernas da professora Janita. Nesse colégio tivemos um mestre insuperável, um formador de consciências, o professor Arlindo Albuquerque, espancado e preso pelos militares no primeiro de abril de 1964. Que feito indelével, histórico, existe maior que esse? Que coisa bela era o mestre a declamar "Sur la liberté de la conscience".

        O professor Arlindo não entra aqui por acaso. Ele faz parte da história que é oculta, filtrada e corrigida dos alunos das escolas militares. Ele vem ainda porque nos ensinou que a nossa pátria não é a maior nem a melhor nem a mais perfeita. A nossa pátria é apenas o lugar onde nascemos e sentimos o gosto de feijão e do primeiro beijo. Que a nossa pátria, assim, é a própria humanidade, aquela que passa por Rousseau, o escritor que o mestre Arlindo nos lia em voz alta e flamejante a nos ensinar que todos os homens são iguais na terra.

        O espaço está no fim e quase encerro sem dizer que esta semana, por dever de ofício, me vi obrigado a ler três livros da Biblioteca do Exército: "O revisionismo histórico brasileiro", de Maya Pedrosa; "A chama da nacionalidade", de Marco Antonio Cunha; e.... "Não somos racistas", do filósofo Ali Kamel. Sim, o livro do pensador da Globo. Iria ler, da Biblioteca do Exército ainda, o "Poderosos e Humildes", do simpático Vernon Walters, que recebe esta apresentação:

        "O autor, bastante conhecido no Brasil, é pessoa da absoluta confiança de vários presidentes dos Estados Unidos, dos quais recebeu uma série de missões de salvamento no plano internacional. Esta é a obra de um hábil contador de histórias, com qualidades de analista, desenvolvidas nos serviços de inteligência americanos, no exército e no serviço diplomático".

        Não seria mais simples apresentá-lo como o homem da CIA no Brasil, no golpe de 1964? Melhor terminar com um questionamento do historiador J. F. Maya Pedrosa, extraída do Revisionismo histórico brasileiro:

        "É conveniente ao processo de educação a doutrinação política, a interpretação da história com finalidade de indução ideológica ou partidária?"

        Entenderam? Como isso é irônico. O historiador faz essa pergunta contra a falsa história nas escolas civis! Mas não deixa de ser curioso. Entre aspas e acima está o novo gênero de pergunta que é uma arma - puro bumerangue.

        www.diretodaredação.com
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        quarta-feira, 30 de junho de 2010

        GEHB ** XIV Encontro Regional de História - ANPUH-Rio

         
        XIV Encontro Regional de História - ANPUH-Rio
        19 a 23/07/2010 - UNIRIO

        XIV Encontro da Anpuh-Rio – Memória e Patrimônio – Informe 1
        Data: 19 a 23 de julho de 2010
        Local: UniRio
        Secretaria do Encontro: tel: (21) 25422093 de segunda à sexta de 13 às 17hs.
        Formato: O Encontro terá a duração de cinco dias e compreenderá as seguintes atividades:
        - Simpósios Temáticos. Serão em número de até 25, com participação entre 20 e 40 apresentadores e ocorrerão todos os dias simultaneamente.
        - Conferências. Serão três conferências realizadas no início, no meio e ao fim do Encontro, proferidas por profissionais renomados na área.
        - Mesas Redondas. Três Mesas Redondas, com formato de dois apresentadores e um mediador, que tratarão dos seguintes temas:
        Pesquisa (Os programas de pós-graduação em História e a CAPES);
        Ensino de História (novas formas de ensinar História, Ensino a Distância e Grade Curricular e Conteúdo Programático);
        A Profissão do Historiador.
        - Assembléia Geral.
        - Lançamento de livros.
        A grade de atividades é a seguinte:
        Horário/dia
        Segunda
        Terça
        Quarta
        Quinta
        Sexta
        08-10:00
        Credenciamento
        Minicursos
        Minicursos
        Minicursos
        Minicursos
        10-12:00
        Conferência Abertura
        Mesa Redonda
        Mesa Redonda
        Mesa Redonda
        Simpósios
        14-18:00
        Simpósios
        Simpósios
        Assembléia
        Simpósios
        Simpósios
        20:00-22:00
        Programação
        Cultural
        Programação Cultural
        Conferência
        Lançamento de livros
        Conferência Encerramento
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        GEHB ** Revista História em Reflexão

         

        Maria Lima
        UFMS/Docente do curso de Licenciatura em Historia
        Campus Três Lagoas - F: (0xx67) 3509.3783



        Assunto: Revista História em Reflexão



        Prezad@s,


            É com imenso prazer e satisfação que comunicamos a publicação da VII Edição da Revista Eletrônica História em Reflexão (REHR). Fruto de um esforço coletivo dos editores discentes do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados, do membros do Conselho Editorial e do Consultivo, a cada lançamento a REHR tem dado passos significativos na tarefa de se consolidar como meio de interlocução acadêmica na área de História em Mato Grosso do Sul, e no cenário brasilero. Sublinhamos a confiança dos diversos autores que contribuem com seus respectivos trabalhos e acreditam na seriedade e qualidade da Revista.
            Em sua VII Edição, a REHR traz  dossiê: Mundos do Trabalho: história e historiografia. Esta temática permitiu abranger diversos trabalhos com problemáticas referentes ao "mundos do trabalho", em suas mais diferentes relações. Questões como trabalho e trabalhadores, participação política, formas de organização, resistência e cultura de classe são algumas das perspectivas que abordam os artigos que compõem o dossiê. Os atigos evidenciam também ações de trabalhadores diante das condições de trabalho desfavoráveis, as resistências e os modos constitutivos de seus universos culturais inseridos na dinâmica do trabalho, tanto no campo como na cidade.
            Convidamos a tod@s para que leiam e divulguem os trabalhos (artigos e resenhas) que corporificam a VII Edição da Revista História em Reflexão. O atalho para acessar a Revista na sessão de Periódicos da  Editora da UFGD é: http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/historiaemreflexao




        Fiquem a vontade para se aventurar no universo das palavras! Desejamos ótimas e prazerosas leituras.


        Grande Abraço e muita Paz!




        Editores Responsáveis:


        Fabiano Coelho
        Camila Cremonese
        Daniele Reiter Chedid
        Cássio Knapp
        Fernanda Chaves de Andrade

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        GEHB ** INSCRIÇÕES PRORROGADAS - II Encontro de História do Império Brasileiro

        II Encontro do Império Brasileiro

        INSCRIÇÕES DE TRABALHOS PRORROGADAS ATÉ O DIA 9 DE AGOSTO DE 2010



        Em 2008 realizamos em João Pessoa o I Encontro de História do Império Brasileiro, por iniciativa dos grupos de pesquisa Sociedade e Cultura no Nordeste Oitocentista e História da Educação no Nordeste Oitocentista - GHENO, ambos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, em parceria com outros programas de pós-graduação do Nordeste. O intuito foi o de reunir pesquisadores das regiões Norte e Nordeste e das demais regiões do Brasil para discutirmos as pesquisas desenvolvidas com o recorte temporal do oitocentos. As repercussões do referido evento e a sua grande aceitação por parte da comunidade acadêmica nos fez investir na segunda edição, em 2010.
        Assim, para este segundo Encontro, decidimos concentrar as discussões a partir do tema geral "Culturas e Sociabilidades: Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas".
        Outrossim, a organização do encontro estabeleceu uma parceria com o Programa de Cooperação Acadêmica Novas Fronteiras da Capes (PROCAD-NF 2008 - PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG), no sentido de juntos realizarmos o I Simpósio Patrimônios – Conexões Históricas.

        A Comissão Organizadora.
        Desenho de Hercules Florence

        INSCRIÇÕES

        • As inscrições para participação no evento terão duas modalidades: ouvinte e apresentador.
        • A ficha de inscrição devidamente preenchida e o comprovante de depósito devem ser enviados como anexos para o e-mail imperio2010@uol.com.br.
        • A inscrição como ouvinte dá direito ao CD-ROM com os anais eletrônicos e certificado de participação no evento como ouvinte, além do material de apoio.
        • Haverá uma sessão de lançamento de livros na noite do dia 16 de novembro. Serão aceitas, no máximo, 10 inscrições para esta atividade, através da ficha disponível on line, que deverá ser enviada para o endereço imperio2010@uol.com.br.
        • Caso o trabalho inscrito seja recusado pelo Comitê Científico não haverá devolução da taxa de inscrição.
        • Os participantes estrangeiros poderão efetuar o pagamento da taxa de inscrição no momento do credenciamento, no dia 14 de novembro de 2010.

        TAXAS DE INSCRIÇÃO


        CATEGORIA
        ATÉ 30 DE JUNHO DE 2010
        APÓS 30 DE JUNHO DE 2010
        OUVINTE
        (sem apresentação de trabalho, com direito a certificado do evento e CD-ROM dos Anais Eletrônicos)
        R$ 10,00
        R$ 20,00
        ESTUDANTE DE GRADUAÇÃO
        (com apresentação de trabalho - apenas com orientador)
        R$ 20,00
        -
        PÓS-GRADUANDOS
        (com apresentação de trabalho)
        R$ 30,00
        -
        PROFISSIONAIS
        (com apresentação de trabalho)
        R$ 50,00
        -
        PESQUISADORES E ESTUDANTES DE INSTITUIÇÕES ESTRANGEIRAS
        (com apresentação de trabalho)
        US$ 30.00
        -

        EIXOS TEMÁTICOS

        1 - Instrução e Culturas Escolares
        2 - Culturas políticas e construção do Estado Nacional
        3 - Imprensa, Impressos e Práticas de Leitura
        4 - Sociedade escravista: escravizados, mulheres e homens livres pobres
        5 - Arte, Festas, Vida Cotidiana e Religiosidades
        6 - Viajantes e Povos Indígenas
        7 - Cidades, Territorialidades e Fronteiras
        8 - Intolerância e Violência
        9 - Sociabilidades Femininas e Infância
         
         
        MINI CURSOS

        1 – Relatos de Pesquisas na Paraíba oitocentista: sociedade e cultura
              Profª Ms. Nayana Rodrigues Cordeiro Mariano (UFPB/ UVA)
              Prof. Azemar Santos Soares Júnior (mestrando PPGH-UFPB)

        O curso tem por objetivo apresentar as pesquisas desenvolvidas no Grupo de Pesquisa Sociedade e Cultura no Nordeste Oitocentista (Diretório/CNPq/ UFPB). Desde 2001, ano de criação do grupo, analisamos e buscamos compreender a História do Brasil do século XIX, notadamente na Paraíba, articulando pesquisas na Iniciação Científica, Monografias de conclusão de curso, Dissertações e Teses. Além disso, agregamos pesquisas que vem sendo feitas isoladamente. Nesse sentido, trabalhamos com temas voltados para as mais diversas possibilidades de pesquisas como: culturas políticas, história social da escravidão, as questões relacionadas às doenças e os rituais de morte, a medicina, ao corpo e higienização, movimentos populares, relatos dos viajantes, história cultural da alimentação, dentre outros.

        2 – Trilhando caminhos: uma perspectiva metodológica para o uso das fontes na História da Educação
              Profª Itacyara Viana Miranda (mestranda PPGH-UFPB)
              Profª Mariana Marques Teixeira (mestranda PPGE-UFPB)
              Prof. Thiago Oliveira de Souza (graduado em História - UFPB)

        O mini curso proposto será ministrado por alunos/pesquisadores vinculados ao Grupo de Pesquisa em História da Educação no Nordeste Oitocentista – GHENO (Diretório/CNPq/ UFPB), e tem como objetivo abordar e debater as possibilidades de pesquisa e usos de fontes para os estudos ligados à História da Educação, sobretudo paraibana. Para tanto, temos como perspectiva a premissa do alargamento do uso das fontes referendadas pelo fortalecimento das tendências da Nova História Cultural que enxerga possíveis possibilidades de problematizações para além das fontes ditas oficiais. Dessa forma, discutiremos os processos de coleta do corpus documental encontrado no Arquivo Público do Estado da Paraíba – FUNESC e no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano - IHGP, que nos forneceram os principais subsídios para reflexões acerca das questões da instrução pública e particular no período imperial na Província da Parahyba do Norte.


        CONTA PARA DEPÓSITO:
         
        Banco do Brasil
        Agência 4453-9 (Espaço Cultural - João Pessoa - PB)
        Conta Poupança nº 8.847-1 (operação 01)
        Titular: Solange Pereira da Rocha

        MAIORES INFORMAÇÕES:

        Sítio Eletrônico: http://www.cchla.ufpb.br/ppgh/imperio2010/
        E-Mail: imperio2010@uol.com.br

        PROMOÇÃO:

        PPGH-UFPB






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